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Aprender de ouvido

Livro falado conquista espaço no mercado jurídico

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Práticos, econômicos e com um objetivo bem definido: ajudar quem precisa se preparar para enfrentar concursos públicos, exames da OAB ou qualquer outro que exija conhecimentos jurídicos e não tem tempo suficiente para estudar ou está perdido diante da imensa quantidade de matérias que precisam ser colocadas em dia. São os audiolivros especializados, cada vez mais comuns nas bancas de jornais e nas livrarias de todo o país.

A proposta é sedutora – assimilar o vasto conteúdo exigido para as provas ou recordar conceitos aprendidos na sala de aula mesmo estando preso nos engarrafamentos diários ou na sala de espera do dentista. Enquanto aguarda, alguns dos melhores professores de cursos preparatórios de todo o pais se encarregam de explicar ao aluno, de forma clara e direta, os temas mais cobrados na provas.  Com direito, inclusive, a boa e tradicional música adaptada para facilitar o aprendizado ou a memorização dos assuntos mais espinhosos.

Não substituem os livros impressos, nem é essa a intenção. O “livro falado”, cuidadosamente elaborado, com base no que existe de mais atual em tecnologia, é uma realidade e representa uma fatia do mercado em franca expansão também no Brasil. Os números mais recentes mostram que 2,9 milhões de brasileiros já aderiram ao audiolivro e dedicam, em média, 136 minutos por semana para ouvir o conteúdo.

O Instituto Pró-Livro, mantido pelas principais entidades do mercado editorial, estima em 86,5 milhões a população de leitores de livros impressos no país e em 116 minutos, também por semana, o tempo médio individual de leitura. A metodologia adotada pelo IPL considera leitor quem leu (ou ouviu) pelo menos um livro no período de três.

São números como esses que levam as editoras a colocarem cada vez mais livros em áudio no mercado. São cerca de 1.200 títulos já disponíveis em várias categorias, com destaque para romances e livros técnicos, em uma relação,  que inclui o best seller O Monge e o Executivo,  de James C. Hunter (mais de um milhão de exemplares impressos vendidos no país) e A Arte da Guerra, de Sun Tzu, há várias décadas na lista dos mais vendidos em todo o mundo; até os conteúdos dedicados exclusivamente a quem está se preparando para a batalha das provas.

Entre os títulos voltados para públicos segmentados, os audiolivros com conteúdos relacionados ao Direito aparecem entre os mais vendidos, com lançamentos individuais ou em forma de coleção. O mais recente lançamento tem como "narrador"  Alexandre Mazza, mestre e doutorando em Direito pela PUC-SP e professor de cursos preparatórios em São Paulo. São seis volumes (Direito Penal, Tributário, Previdenciário, Internacional, Empresarial e do Consumidor) em MP3, formato compatível com a maioria dos equipamentos existentes no mercado - carros, Ipods, celulares e televisores, entre vários outros.

Já a Coleção OAB Nacional, como o próprio nome sugere, é essencialmente voltada para o bacharel em Direito que vai prestar o exame da Ordem. Lançada há alguns anos pela Saraiva, a coleção já está em sua 10ª Edição, com 12 volumes, cobrindo as principais áreas do Direito, cada uma delas apresentada por um especialista. Todos têm em comum a experiência nas salas de aula, principalmente em cursos preparatórios para o exame da OAB. Os títulos podem ser adquiridos separadamente, de acordo com a conveniência e a necessidade do aluno.

 é jornalista

Revista Consultor Jurídico, 15 de abril de 2011, 17h34

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