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Comércio de arma

Preso homem que vendeu arma a atirador de Realengo

Policiais da Divisão de Homicídios prenderam o homem que confessou ter vendido o revólver calibre 38 para Wellington Menezes, com a qual ele matou 12 crianças da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo (RJ). O acusado pelo crime de comércio ilegal de arma de fogo tem 57 anos e tinha sido colega de trabalho de Wellington. As informações são da Agência Brasil.

Segundo a juíza Maria Paula Gouvêa Galhardo, que ordenou a prisão preventiva nesta quinta-feira (14/4), ficou clara a periculosidade do denunciado porque, embora soubesse da chacina que foi cometida por Wellington, da procura, divulgada publicamente, aos vendedores das armas, e da prisão dos que venderam a arma calibre 32, ele não se apresentou à Polícia.

Segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público, a prisão preventiva do acusado é necessária porque ele oferece risco a ordem pública já que, mesmo sabendo dos riscos oferecidos por armas de fogo, cometeu o crime de vendê-la com carregadores e munições sem se preocupar com as conseqüências.     

Após uma análise técnica feita pela perícia da Polícia Civil, foi identificado o número de série da arma, que estava raspado, e se chegou ao acusado. Para a Polícia, ele confessou ter vendido a arma, munição e carregadores ao atirador. Com informações da Assessoria de Imprensa do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.




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Revista Consultor Jurídico, 14 de abril de 2011, 16h52

Comentários de leitores

3 comentários

PAPEL ACEITA TUDO

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

TAMBÉM SERÁ NECESSÁRIA A PRISÃO DO DONO DO IMÓVEL ONDE O VENDEDOR DA ARMA A TINHA SOB GUARDA, SE ALUGADO, E TAMBÉM DO FIADOR, POSTO QUE AMBOS NÃO TOMARAM AS CAUTELAS NECESSÁRIAS E NEM FIZERAM AS VISTORIAS NO IMÓVEL, EXPRESSAS EM TODO CONTRATO DE LOCAÇÃO COMPRADO EM PAPELARIA, O QUE PODERIA TER REVELADO A PRESENÇA DE ARMA EM SEU INTERIOR. IGUALMENTE NECESSÁRIO O RASTREAMENTO DE DEZENAS DE SITES DA INTERNET, ONDE ESSES CARREGADORES SÃO VENDIDOS POR CERCA DE R$ 40,00 CADA E POR FIM, DADA A PERTINÊNCIA, A PREVENTIVA DO SEU CHEFE, NA ÚLTIMA EMPRESA EM QUE TRABALHOU, POIS DECLAROU PUBLICAMENTE QUE WELINGTON ERA DE 'PERSONALIDADE ESQUISITA' E, AINDA ASSIM, QUEDOU-SE INERTE. COMO NÃO ME CANSO DE DIZER: PAPEL ACEITA TUDO.

Conexão

Caio T. (Serventuário)

Honestamente.. "Clara periculosidade"? E bom, já que a conduta é dolosa, obviamente ele sabia dos riscos oferecidos pela venda de arma de fogo. Nada que não seja inerente ao tipo.
.
Isso que vemos hoje é pura demagogia. Triste é o dia em que os juízes tomam esse tipo de decisão. O populacho se alegra. Já a Constituição...

Prisão

Alexandrino (Estagiário)

Excelentíssima Senhora Doutora Juíza, peço para que decrete também a prisão da empresa que fabricou a arma, as munições, o cinto onde estavam os carregodores, a pessoa que inventou a pólvora, enfim, tudo o que estiver direta ou indiretamente ligado ao crime, pois todos estes, pelo seu raciocínio em companhia do Ministério Público contribuiram para a ocorrível o fatídico episódio.
Simplesmente estarrecedor!!!

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