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Filhos e pais

Cada criança brasileira tem seis pretedentes

O número de brasileiros interessados em adotar crianças e adolescentes é seis vezes maior do que o número dos jovens disponíveis para adoção. De acordo com o último levantamento do Cadastro Nacional de Adoção do Conselho Nacional de Justiça, existem 26.694 pretendentes e 4.427 jovens para ser adotados.

Entre os interessados, 10.129 aceitariam adotar apenas crianças brancas, enquanto só 1.574  adotariam somente crianças pardas, e 579, negras. Para adotar apenas crianças amarelas ou indígenas existem, respectivamente, 345 e 343 pessoas. Os indiferentes à raça somam 8.334.

O maior problemas é manter irmãos juntos. Do total de interessados, 21.978 (ou 82,37%) disseram que não fariam esse tipo de adoção, e outros 21.376 (ou 80,8%), por sua vez, não aceitariam gêmeos. Contudo, a maior parte das crianças e adolescentes inscritos no CNA tem irmãos: 3.352, ou 75,72% do total. Desses, só 1.379 tem os irmãos também inscritos no cadastro.

Não existem grandes restrições, por parte dos pretendentes em relação ao sexo do adotado: 15.632 disseram-se indiferentes quanto ao gênero feminino ou masculino.

A mesma flexibilidade, no entanto, não é observada com relação à idade. Quanto mais velha a criança, menor as chances dela ter uma nova família. Segundo o levantamento, a predileção dos pretendentes é maior por bebês (5.203 do total de interessados), crianças com um ano de idade (5.373) e dois anos (5.474).

O cadastro
O CNA foi criado pelo CNJ em 2008, para mapear e unificar as informações de todos os tribunais do país e, dessa forma, agilizar as adoções. Com isso, o cadastro padronizou as informações e racionalizou os procedimentos de habilitação, permitindo, por exemplo, que os pretendentes se tornem aptos a adotar em todo Brasil a partir de uma única inscrição feita na comarca de sua residência.

Além disso, o CNA é classificado como uma importante ferramenta para a formulação de políticas públicas voltadas para esta área. Com informações da Assessoria de Imprensa do Conselho Nacional de Justiça.

Revista Consultor Jurídico, 14 de abril de 2011, 17h21

Comentários de leitores

2 comentários

BOLSAS O GOVERNO DÁ; FILHOS TODOS SABEM FAZER, ENTÃO....

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

Vamos torcer para que nunca mais se acabem as 'bolsas ipê roxo' (bolsa para tudo), por que se um dia o assistencialismo de curral cessar, essas infelizes crianças sem lar dobrarão numericamente.

é muito burocracia judicial para adoção

daniel (Outros - Administrativa)

Demora-se a colocar as crianças no cadastro de adoção, pois exagera-se em benevolências com a família biológica e a criança fica velha para adoção. Ademais, no processo demora-se anos para se decidir. Logo, acabam tendo menos chances.

Comentários encerrados em 22/04/2011.
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