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Prefeito e vice-governador de SP fundam partido

O Partido Social Democrático (PSD) promoveu nesta quarta-feira (13/4) um ato de fundação para a criação do partido, que, segundo Gilberto Kassab, um dos fundadores, não será da oposição nem da base aliada. Agora, é preciso coletar 500 mil assinaturas de filiados em todo o país para que o registro da legenda seja oficializado no Tribunal Superior Eleitoral. As informações são da Agência Brasil.

Na cerimônia, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, garantiu: "Estamos à disposição para ajudar a presidente Dilma, queremos que seu governo dê certo. Mas isso não significa alinhamento com o governo, ser base de apoio", disse.

Segundo Kassab, que deixou o DEM para criar a nova legenda, o partido será formado por filiados que vieram da base governista e também da oposição. "O PSD nasce independente. O importante não é de onde eles vieram, mas que agora tenham identidade e unidade. Todos serão respeitados", afirmou.

Já no ato de fundação do partido, 28 deputados assinaram o documento de filiação à nova legenda. "Até amanhã, deveremos passar de 30. Temos ainda cinco vice-governadores, dois senadores e outros tantos deputados estaduais e prefeitos", contou Kassab.

A expectativa é que, no máximo, em 90 dias as assinaturas estejam coletadas e, com isso, o partido possa ser registrado no TSE. "Temos de preparar o partido antes de outubro, para os que quiserem concorrer nas eleições de 2012", disse o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, um dos principais fundadores da agremiação.

O evento aconteceu em auditório da Câmara dos Deputados e contou com o apoio de parlamentares da base governista, como o próprio presidente da Casa, Marco Maia (PT-SP). "Vamos tratar o PSD com muita atenção e carinho", disse Maia.

Revista Consultor Jurídico, 13 de abril de 2011, 19h14

Comentários de leitores

3 comentários

O MANDATO É DO PARTIDO (RET.)

Enos Nogueira (Advogado Autônomo - Civil)

Não importa se o eleito é vereador, deputado estadual, deputado federal, prefeito, governador, senador, presidente da República, o mandato é do partido. Eleitor não é "palhaço" (ou talvez seja) para votar em alguém da oposição ou da situação, para depois vê-lo na parte contrária. Políticos, como esses, são megalomaníaco e não tem fidelidade com nada, exceto com seu "sonho" de grandeza. É um ser desprovido de ética e de consideração para com o eleitor, além disso, o seu desprezo para com o Judiciário é patente, pois essa mudança, é uma forma de burlar a legislação (não é um simples norma do TSE que pode permitir essa abominação). Esses "políticos" devem ter o mandato cassado, se o Brasil quiser ser sério.

O MANDATO É DO PARTIDO

Enos Nogueira (Advogado Autônomo - Civil)

Não importa se o eleito é vereador, deputado estadual, deputado federal, prefeito, governador, senador, presidente da República, o mandato é do partido. Eleitor não é "palhaço" (ou talvez seja) para votar em alguém da oposição ou da situação, para depois, o megalomaníaco ver seu "sonho" realizado, sonho desprovido de ética de consideração com o eleitor e desprezo para com o Judiciário, pois essa é uma fórmula de burlar a legislação (não é um simples norma do TSE que pode permitir essa abominação). Esses "políticos" tem que o mandato, se o Brasil quiser ser sério.

NADA DE NOVO NO FRONT...

J.Koffler - Cientista Jurídico-Social (Professor)

Eis a razão pela qual nosso país não parece ser sério, em amplo termo e como já o disse Charles De Gaulle. Mais um partido é fundado para acolher novos apaniguados que buscam se locupletar com o poder e nele se manter 'ad aeternum'. Nada obstante seus fundadores asseverem que o objetivo e direcionamento partidário não será de oposição ou de situação (ou seja, pretende-se absolutamente neutro, o que, de pronto, já é uma completa falácia), sabemos bem, em função do nosso longo histórico político desvirtuado na raíz, que o novo PSD advém do descontentamento de certos políticos do DEM, quiçá relegados pelos líderes deste.
Exemplos não faltam nessa desvairada e insana multiplicação de partidos políticos. Um cancro enraizado em nosso Estado e que serve para tumultuar ainda mais o já alienado e alheado povo.
Propostas sinceras e honrosas em favor da nação, inexistem, mas proliferam políticos comprometidos com seus interesses particulares e as devidas esmolas para os seus apaniguados, os eternos 'poíticos de ocasião', facilmente adquiríveis em 'qualquer loja do ramo'.
O que causa ainda maior revolta (àqueles cidadãos cônscios do seu dever cívico, patriótico, comprometidos com o bem social maior), é perceber que, neste sentido, não há a mais remota possibilidade de ver-se "uma luz no fim do túnel". Ao contrário, dita mazela aumenta em proporções exponenciais e assustadoras.
Destarte, o nascimento do PSD, do PMB etc., associado aos já operantes PSOL, PV e tantos outros P's, são fatores indicativos de um estado próximo à anarquia, que faria inveja às teorias de Bakunin, tal o descalabro instalado em nossos três poderes republicanos.
Em suma, "se correr, o bicho pega; se ficar, o bicho come". Sinuca de bico, na verdadeira acepção da frase.

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