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Comentários de leitores

14 comentários

Palavras Finais - Parte 2

MRD (Funcionário público)

(continuação) Encerro minhas palavras, de forma definitiva, tanto em relação ao senhor, quanto em relação a todos os outros que, provavelmente, ainda me criticarão, invocando Provérbios 11:9 “O hipócrita com a boca danifica o seu próximo; mas os justos são libertados pelo conhecimento”.

Palavras Finais - Parte 1

MRD (Funcionário público)

Prezado colega (se é que posso chamá-lo dessa forma)Marcos Alves Pintar:
No que tange à minha atuação profissional como advogado, isso diz respeito apenas e tão somente aos meus clientes, os quais, ao que tudo indica, estão bastante satisfeitos!!!
Não mudemos o foco da questão, que gira em torno da utilização (ou não) de sinopses jurídicas pelos alunos dos cursos de direito...
A esse respeito confesso que muito me chama atenção o seguinte detalhe: o senhor afirma, de forma lacônica, que as referidas obras jurídicas não passam de uma “folha em branco”. Tal assertiva, incontestavelmente, me leva às seguintes (e únicas) conclusões: 1ª) ou o senhor é um profundo conhecedor das referidas obras, o que demonstraria sua adesão ao famoso ditado “façam o que eu falo, mas não façam o que eu faço”; 2ª) ou o senhor tece as severas críticas às sinopses jurídicas, com base em análises perfunctórias, o que demonstraria sua superficialidade no trato das questões jurídicas; 3ª) ou o senhor tem absoluta aversão aos mencionados livros em decorrência de comentários feitos por outras pessoas (geralmente professores mais conservadores), o que demonstraria sua falta de opinião própria a respeito de assuntos jurídicos.
Independentemente de se saber com qual das hipóteses o senhor se identifica, uma coisa é certa: apesar da liberdade de manifestação de pensamento ser assegurada em âmbito constitucional (art. 5º, IV), chamar uma obra jurídica (seja ela qual for) de mera “folha em branco” demonstra, antes de qualquer coisa, uma extrema falta de fineza em relação aos seus autores.

Não precisaria...

Lucas Hildebrand (Advogado Sócio de Escritório)

... responder, pois a tréplica não infirmou nenhum argumento que expus. Mas, talvez por vício de profissão, sou obrigado a frisar a diferença entre veemência e deselegância. A elegância pretendida pelo articulista soa confundir-se com a superficial gentileza dos trópicos ou com a lhaneza exagerada dos debates forenses. Não sou adepto de nenhuma dessas tendências, e nem por isso reputo deselegantes as minhas palavras. Talvez "mal a ser combatido" seja a expressão mais forte que usei. E a repito: o pensamento exposto no artigo constitui um mal incomensurável à educação jurídica neste país. Não vejo ofensa pessoal na manifestação dessa opinião. De resto, não entendi a razão de o articulista se defender mediante o detalhamento de seu CV. Discuto as (péssimas) ideias por ele apresentadas, e não a sua formação. De outro lado, não vejo como o seu CV possa provar a correção de seu pensamento. Pelo que vejo é um professor novo, assim como eu. Deveria, então, como costumo fazer, ouvir os mais experientes e qualificados (não vale professor de cursinho, lógico!), que certamente se arrepiarão com as suas sugestões publicadas neste site. E viva a liberdade de expressão!

Cotinuando ...

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Gostaria que o MRD (Professor Universitário - Criminal), que discorreu sobre sua boa aprovação em provas e concursos após decorar todas as sinopses de vida (afinal, não é para isso que essas "obras" servem?), continuasse a expor o seu currículo e esclarecesse as teses que expôs perante o Poder Judiciário que se sagraram vencedoras, a modificação na jurisprudência que ele impôs, enfim o acrescentamento concreto que trouxe à sociedade e ao meio jurídico, além do sucesso pessoal.

Resumos jurídicos.

Azevedo, (Outros)

Bravo!!!!!MRDINIZ, parabéns pelos títulos e titulações alcançadas, não vou aqui mencionar as minhas mas, tenho estreita ligações sobre temas jurídicos com um conhecido seu....Fábio.Sim,talvez seja o qual pensou mesmo....Abraços,e ótimo escrito para nossos alunos.
Azevedo,

Resumos jurídicos.

Azevedo, (Outros)

Parabéns Thiago, és o único que não pertence à "árvore dos frutos proibidos"Sem muitos prolegômenos, é de enristecer certos comentários de brilhantes operadores do direito e até mesmo professores.Santa ignorância....

Interpretação de Texto - Parte 3

MRD (Funcionário público)

(continuação) Por todos esses motivos, não me considero “um mal que precise ser combatido”, apenas acho que seria interessante ao nobre colega, aplicar em sua própria vida, o método cartesiano por mim mencionado, “começando pelos objetos mais simples e mais fáceis de conhecer, para subir aos poucos, como por degraus, até o conhecimento dos mais compostos”, especificamente no que diz respeito à interpretação de textos!!!

Interpretação de Texto - Parte 2

MRD (Funcionário público)

(continuação) que fui classificado em 2º lugar no II Concurso de Bolsas de Estudo do Curso do Professor Damásio – Unidade de Presidente Prudente/SP; que fui aprovado em 9º lugar no IV Concurso Público para o cargo de Analista Judiciário – Área Judiciária – do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, na cidade de Rio Verde/GO; que fui aprovado em 10º lugar no Concurso Público para o cargo de Analista Judiciário – Área Judiciária – Especialidade Execução de Mandado – do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, na cidade de Presidente Prudente/SP (2007); etc.
Meu ingresso no Mestrado em Direito da PUC/GO, com toda certeza também não foi baseado APENAS em leitura de “sinopses jurídicas”, do mesmo modo que não me tornei Bolsista/Pesquisador da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (FAPEG), com um projeto de pesquisa fundamentado APENAS em tais obras.
Da mesma forma, as dezenas de artigos jurídicos por mim publicados, em sites e revistas jurídicas extremamente conceituadas (Revista dos Tribunais, Consulex, Jus Navigandi, Âmbito Jurídico, Consultor Jurídico, etc), não são embasados APENAS em “sinopses jurídicas”.
Do mesmo modo, minha atuação profissional, como Advogado, também não é baseada APENAS em “sinopses jurídicas”, como comprovam vários modelos de petições por mim elaboradas e constantemente publicadas em revistas específicas.
Em suma, minha intenção ao escrever o artigo ora comentado foi, simplesmente (e eu deixei isso bastante claro em várias passagens do texto), dizer para aqueles alunos que não estudam nada, ou lêem apenas o caderno, que a “sinopse jurídica” pode auxiliar um pouco, mas, “se for possível o estudo de obras complexas e profundas, melhor”.

Interpretação de Texto - Parte 1

MRD (Funcionário público)

Nobre colega (se é que posso chamá-lo dessa forma) Lucas Hildebrand: primeiramente gostaria de dizer que, realmente, a liberdade de expressão é uma das mais significativas conquistas da humanidade. Tanto isso é verdade que comentários deselegantes e desrespeitosos como o seu são postados sem nenhum problema.
Saliento que a deselegância e o desrespeito a que me refiro não estão relacionados ao meu artigo (opiniões como a sua, para mim, são insignificantes), mas sim aos renomados autores das tão criticadas “sinopses jurídicas”.
A título de exemplo, menciono apenas o Professor Carlos Roberto Gonçalves, sem sombra de dúvidas um dos maiores nomes do Direito Civil Brasileiro. Pouco provável que o referido mestre fosse perder seu precioso tempo elaborando uma obra que “não servisse pra nada”, ou que servisse apenas “para ensinar errado”.
Especificamente em relação à minha pessoa, gostaria de esclarecer que, com absoluta certeza, não foi, APENAS, lendo “sinopses jurídicas” que fui classificado em 1º lugar (melhor aluno) da turma de direito de 2005 da Faculdade Toledo de Presidente Prudente/SP (uma das melhores Faculdades do Brasil, diga-se de passagem); que fui aprovado, logo ao sair da Faculdade, no Exame de Ordem nº 128 do Estado de São Paulo (considerado um dos mais difíceis de todos os tempos, cujo índice de aprovação foi de cerca de 5%), tendo acertado quase 80 das 100 questões da primeira fase; que fui aprovado em 2º lugar no IX Concurso de Credenciamento de Estagiários do Ministério Público do Estado de São Paulo (2003); que fui aprovado em 3º lugar no VI Concurso de Credenciamento de Estagiários do Ministério Público Federal, na Procuradoria da República no município de Presidente Prudente/SP (2004);

Em matéria de "sinopse" prefiro o texto limpo da LEI..

Ademilson Pereira Diniz (Advogado Autônomo - Civil)

Há de fato profundo equívoco do articulista. Primeiramente, deve-se ter em vista o aluno (não o estudante) brasileiro: ele não gosta de ler, não foi qualificado, direcionado, implicado, sugestionado, inspirado a isso. É lamentável mas é o que contam colegas professores (inclusive e sobretudo de cursos de Direito). Daí, a grande jogada é cair-lhe em mãos uma sinopse, um resumo o que quer que o valha...é a solução. Mas isso começa bem antes, já no vestibular, inclusive da USP: no meo tempo, cais literatura portuguesa e brasileira NÃO SE SABENDO QUE AUTOR OU QUE OBRA dever-se-ia ler...Hoje, não só se diz qual é o autor como se diz qual a obra desse autor que se deve ler....Fora isso, os autores que se indicam....não se vê um Machado de Assis, Lima Barreto, Graciliano Ramos, sequer OS SERTÕES está ali; privilegia-se a preguiça intelectual. Daqui a pouco vamos ver que vão pedir as novelas de TV...Assim, nada mais próprio que a "gana" com que os alunos atulham-se de resumos e o que fazem é resumir suas vidas: eternos concurseiros, eternos espirantes à OAB; é lamentável ver o desperdício de tempo e dinheiro que utilizados na "conquista" de um diploma que de nada lhes servirá.

Tijolo podre

Lucas Hildebrand (Advogado Sócio de Escritório)

Complementando, fazendo alusão à metáfora do articulista, se o aluno pretende erigir seu conhecimento jurídico tijolo por tijolo, escolher uma sinopse jurídica como alicerce significa pretender erguer um castelo sobre uma fundação apodrecida. E ainda assim não se engane: grande parte não vai querer construir sequer uma mureta de meio metro de altura.

O assustador pacto da mediocridade

Lucas Hildebrand (Advogado Sócio de Escritório)

Liberdade de expressão é uma coisa realmente boa, pois ao menos ficamos sabendo que há professores universitários com esse pensamento. É bom saber disso para que o mal possa ser combatido.
Resumos jurídicos não servem para nada. Aliás, servem sim para algo: para ensinar errado. Abundam neles a linguagem deselegante, quando não errada, e os conceitos equivocados. Não, não e não! Se manter status quo significa manter a qualidade (e olha que a atual já é sofrível), então viva o status quo! Pobres almas que se indignam por serem obrigadas a ler obras de autores falecidos!
Libertador é ensinar direito direito. Essas sinopses não permitem nenhuma libertação: tornam o advogado que nelas se fia um ineficaz espectador da marcha processual ou uma bomba relógio nas mãos de clientes desavisados. Os juízes que se fiam nas sinopses, por sua vez, são de altíssima periculosidade: como não saberão sustentar suas ordens em argumentos jurídicos, tudo se apoiará exclusivamente no poder e, portanto, na arbitrariedade.
Por fim, a indicação de literatura complementar adequada certamente não pode confortar a consciência do professor, já que, não sejamos hipócritas, 99,99% dos alunos se limitam à literatura básica recomendada.
Sobre tema afim, indico a quem interessar texto do Professor Alfredo Attier Jr., publicado em Migalhas:
http://www.migalhas.com.br/dePeso/16,MI126356,11049-Cultura+conta+Cultura+juridica++em+primeiro+lugar

Mesmo que folha em branco

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Bom, cada um tem seu jeito de estudar e aprender, mas posso dizer que para mim resumo é o mesmo que uma folha em branco. Além de me dar repulsa ler o que alguém condensou sem conhecer o assunto, tolhendo o espírito das obras, resumo não desperta uma análise científica sobre o tema, limitando-se a um "noticiário". De nada serve na prática, exceto para obter aprovação em concursos públicos.

é verdade!

Thiago (Funcionário público)

Lembro de minha época de faculdade... peguei repulsa de direito civil justamente por adotar uma prolixa doutrinha de autor já falecido. Essa repulsa só passou após minha formação, quando passei a ler algumas sinopses que me deram fôlego para encarar obras mais profundas.

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