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Ideias do Milênio

"Tirar dos ricos para dar aos pobres é roubo"

Comentários de leitores

12 comentários

Interessante

amigo de Voltaire (Advogado Autônomo - Civil)

É interesse ver como os sr. Williams coloca a questao econômica acima de todos os outros valores, inclusive como meio mais eficaz de combater os preconceitos sem aumentar outros - cotas, açoes afrmativas, etc... -. Na verdade essas medidas mergulham o beneficiário ainda mais no verdadeiro problema do preconceito.
Isso me faz pensar também no governo Lula, onde a adoçao de medidas semelhantes foram muito utilizadas, mas na vedade o segredo da aceitaçao - e popularidade - do governo petista está na possibilidade das classes menos favorecidas de atingirem padroes de vida nunca antes atingidos. Esta aí o segredo da popularidade de Lula, e nao no bolsa família e nas cotas como querem muitos. Isso vem de encontro com as idéias do sr. Williams. Neste sentido, e só neste sentido, o governo pode ajudar, infelizmente para os menos favorecidos, no Brasil, isso é sonho de uma noite de verao, pois o governo sempre aparece para para punir aqueles que querem produzir,e isso é ainda pior quando a puniçao recai sobre aqueles que sao vistos como culpados pelo lamentável histórico de desfavorecimento que reina em noso país. Nesse ponto, o governo Lula só fez acirrar as desigualdades, nada mais!

Só mais uma coisa

Richard Smith (Consultor)

Eu já havia lido um artigo do Prof. Williams no New Yor Times e outra entrevista, recentemente nas páginas amarelas da VEJA.
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Nesta, o reporter foi extremamente agressivo, mas, o cara é um torpedo e botou o indivíduo no seu lugar com rspostas diretas, práticas e insofismáveis. Se aparecer algupem aqui que possa, com dados e raciocícnio lógic, desmentir as afirmativas do professor, sem histerias ideológicas "ad hominem" que o faça!
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Depois, os seus comentários acerca da condição do negro no Brasil e somente este: "Tenho certeza de que as pessoas se reúnem em Brasília todo dia para criar normas que tornem os brasileiros mais pobres do que seriam." são supimpas! BINGO!

Discordo em absoluto.

Richard Smith (Consultor)

Caro Dr. Cubas:
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Não partilho de seu entendimento. Primeiro porque a sua premissa é inconclusiva, pois quando houve a fixação da premissa acerca do chamado "problema economico Fundamental" ("recursos limitados e demandas ilimitadas") tal princípio se aplicava mais à economia "micro" (agentes econômicos individuais) do que à economia "macro" (panoramas economicos mais gerais); em segundo porque os avanços científicos vem sabendo otimizar o uso dos recurso naturais, mesmo que, por culpa humana, ainda subsistam desigualdes economicas escandalosas e insuportáveis.
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Já ficou mais do que provado que somente a invetividade humana, propiciada pela mais ampla liberdade de empreender é que pode rsultar em progresso. Aí estão (ou estiveram) Thomas Edison e Bill Gates que não nos deixam mentir.
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Será que Edison, o chamado "mago de Menlo Park" e responsavel por mais de mil patentes de invenções poderia ter surgido num ambiente de castração individual proporcionado pelo Estado como nos regimes socialistas? Se dependesse da URSS ou da progressistissima Albânia, farol do nosso inefável PCdoB até recentes anos, teriamos o magnífico WINDOWS?
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Então, o caro, culto e inteligente professor Williams está corretíssimo, para hsitérico escândalo de tipos como o "fessô" e o "advogado santista 31", que cumprindo tarefa partidária ou sendo ignorante mesmo, se "esquece" de que o aumento do chamado "Risco Brasil" e o dólar a R$ 4,50 foram diretas consequências do aumento da possibilidade da eleição do "Sem-dedo" e de um partido que sempre havia sido hostil a tudo o que depois apoiaria na famosa e matreira "carta aos brasileiros" de Antonio Palocci.
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Um abraço.

E uma constatação...

Richard Smith (Consultor)

Agora, sem (muita) sacanagem!
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Vamos recohecer: De "fundamentalismo psicopático" o "fessô" PeTralha, fujão, borra-cuecas, mistificador, anticlerical, mentiroso, abortista, infantil, escrôto, covarde, moleque e desrespeitador de mulheres (e "racista", quem diria?!) entende, não é gente?!

Pega!!!

Richard Smith (Consultor)

Ui, ui, ui (como diria o Paulo Silvino!) o "fessô" PeTralha é racista!
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Aonde já se viu ir contra um afro-americano?!
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Polícia! Cadeia! Degredo! Guilhotina!
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Avante Minisitério Público! Avante Polícia Federal!

Fundamentalista

Armando do Prado (Professor)

Não bastasse a semana destruida por um fundamentalista psicopata, eis que surge outro dos EUA pregando a máxima de que a "propriedade é sagrada". Mr. fundamentalista vá lamber sabão!

ignorat retrus defectus die est.

Advogado Santista 31 (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Quem ignora os erros passados, estará condenado a repeti-los. Errar é humano, mas repetir o mesmo erro é burrice.
Nosso país é o Brasil, não os EUA. Nem tudo que é bom para os EUA é bom para o Brasil. Quem se esqueçe dessas máximas verdades, ou tem memória curta ou prefere a manutenção do status quo sob a pecha de estar sendo justo, sem ao menos ver o quanto está sendo injusto. Já passamos da fase em que os mais fortes prevalecem. Estado ausente é sinonimo de caos social. Exemplo craso é a crise economica mundial em que passaram os paises desenvolvidos em 2009 face a falta da regulamentação de mercado, uma vez que a doutrina liberal de livre mercado é que foi a principal causa da crise econômica que atingiu os paises que seguem tal doutrina e que não é o caso do Brasil. Se o Serrote tivesse ganho as eleições em 2002, o Brasil teria ido a bancarrota com taxa de desemprego recorde, sem reservas cambiais e exportação zero. A industria nacional estária sucateada e a economia entraria em declinio meteórico. Pensem nisso ao invés de apoiarem politicas de direita que só visam enaltecer com um discurso falso de moralismo e ética pela conquista pelo mérito próprio, onde o mérito só premia aqueles a quem ela achar conveniente e atende aos interesses de uma pequena casta em detrimento de uma maioria marginalizada.

Abaixo a inferioridade

EDEMILSON (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Ótimo artigo, assim como excelentes pensamentos. Se eu fosse negro (quem sabe eu não seja?), não gostaria de ser tratado de maneira diferente, tendo o governo 'dó' da minha cor, compaixão, como se eu não pudesse raciocinar, competir. A pior fraqueza é a da inferioridade. Ter que entrar em uma faculdade pela porta dos fundos, não por mérito. E acreditem, todos podem igual. Temos ótimas mentes, ótimos corpos, não somos inferiores, muito menos queremos ser tratados comos.
O pior racismo é o racismo próprio.
Não devemos pautar nossa vida presente pelo passado. Passado é morto. Devemos, é claro, aprender com ele. Méritocracia. Isso faz e fará sempre a diferença. Todos somos iguais, o que diferencia é a força de vontade e dedicação.

Paises diferentes, desigualdades diferentes.

Advogado Santista 31 (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Diferente dos EUA onde o dinheiro não conheçe cor da pele, no Brasil é diferente, já que o dinheiro, além de conhecer cor da pele, conheçe também status social. Nos EUA politicas sociais de tirar dos ricos para dar aos pobres é claramente um roubo, já que até afro-americanos ricos estão pouco se lixando para a sua vertente mais pobre, principalmente os pobres, se eles forem brancos. Aqui no Brasil é diferente. Grande parte dos pobres e miseraveis são provenientes de afro-descendentes que tinham ancestrais que eram escravos até ocorrer a libertação dos escravos nos fins do séc. XIX. Mesmo assim a situação nada mudou pois continuaram sendo marginalizados por causa da cor da pele e ainda são até hoje, inclusive na hora de arrumar um emprego de nivel maior. São realidades distintas. Mas como todo americano que se preza e tem como referencia de mundo apenas o seu próprio país, já que 'the bird is the world', para eles sua retórica pode ser aplicada igualmente em outros países, apesar da diferença histórica, social e ecônomica em relação aos USA. Lamentável é concordar com tal texto e tal entrevista e ignorar o nosso próprio passado como se ele não existisse. Isso é Brasil. A sindrome de vira-lata aqui é fogo.

NOSSOS LIDERES DEVERIAM LER

Valdecir Trindade (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Nossoa líderes deveriam ler essa entrevista. Recomendo que ela seja lida pela presidente da república, por todos os seus ministros, por todos os ministros do STF, do STJ, do TST, do TSE, do STM, do TCU, por todos os desembargadores e juizes, por todos os deputados, senadores, governadores, prefeitos, vereadores e por todos os dirigentes de sociedades civis, etc. Quem sabe após eles lerem essa pérola do pensamento liberal apurem suas capacidades de propor soluções mais acertadas para as mazelas da nossa nação.

Brilhante!

Eduardo (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Concordo em gênero, número e grau com o Professor Williams. Parabéns pela entrevista.

Limites razoáveis

Ricardo Cubas (Advogado Autônomo - Administrativa)

Creio que a discussão é muito bem vinda, mas, gostaria de colocar alguns questionamentos:
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UM: Tendo em vista que vivemos em sociedade e que a riqueza na Terra é finita, QUAL SERIA, DO PONTO DE VISTA MORAL E JUSTO, O PATRIMÔNIO MÁXIMO QUE UM SER HUMANO (PESSOA FÍSICA) PODERIA ACUMULAR AO LONGO DE UMA VIDA?
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DOIS: Nessa mesma linha de pensamente, QUAL SERIA A RENDA ANUAL MÁXIMA DESSE MESMO SER HUMANO.
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Existe um parâmetro que se chama curva marginal de consumo, além dessa curva, o sujeito simplesmente não consegue mais comprar nada. Ele já tem tudo. Já deveria estar saciado em seus ímpetos consumistas ou ser limitado nesse aspecto pelos respectivos entes estatais.
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Com base na resposta a esses dois questionamentos, os Estados Nacionais, podem sim, taxar, tributar, ou mesmo arrestar, o que for superior a esses valores. Isso não representaria a sentença "tirar dos ricos para dar aos pobres", mas, tão somente, política social distributiva.
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Aliás, o melhor índice de distribuição de renda atualmente existente chama-se índice Gini, e, os países com rendas menos discrepantes, são, sem dúvida alguma, mais justos e atendem melhor ao conceito do que venha a ser moralmente aceito.
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Quanto pior a concentração de renda, mais corrupção se verifica, mais injustiças e mais iniquidades.
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Sob minha ótica, com a fixação de um valor mundialmente aceito, de um patrimônio pessoal máximo de 5 milhões de dólares e uma renda anual máxima de 150 mil dólares, atenderiam plenamente ao binômio Justiça/Moral, sob a ótica da coletividade, e imporia limites ao ímpeto consumicista dos seres humanos, sob a ótica da individualidade.
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Acima desses valores, os Estados-Membros reverteriam, aos respectivos cofres, os excedentes.

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