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SEGUNDA LEITURA

Há juízes e promotores que dão prioridade às aulas

Comentários de leitores

15 comentários

Publicidade enganosa

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Conheço também caso de juiz federal convocado para atuar no Tribunal, professor universitário, ministrador de cursos, que deu cabo de centenas de recursos em poucos dias. Resultado: quase todas as decisões anuladas por violação ao princípio do devido processo legal. Assim, dizer que deu conta do acervo de processos é muito fácil. Por outro lado, vedar os magistrados e membros do Ministério Público do exercício do magistério nada tem a ver com formação de reserva de mercado em favor dos advogados. Na verdade, para exercer a atividade de professor na área jurídica o sujeito sequer precisa estar inscrito na Ordem, e no
Brasil há milhares de bachareis e pós-graduandos nessa situação.

excessos....

Thiago (Funcionário público)

A preocupação é válida. Mas é preciso aferir, por meio de critérios objetivos, até que ponto as aulas ministradas por magistrados e promotores interferem nas suas atribuições, e não proibir - de plano - o exercício deste direito. Comungar com excessos, vedação absoluta, é criar uma verdadeira reserva de mercado para a avalanche de advogados existentes hoje no mercado, muitos mal preparados.
Conheço caso de desembargador que deu conta do acervo de processos, ministrava aulas e finalizou obra jurídica que é referência no tema.

A CEGUEIRA

Rolando Caio Brasil (Estudante de Direito)

Nas grandes cidade, Promotores, Magistrados, profissionais de limpeza. Greve simultânea dessas categorias. A sociedade, certamente, veria quem faz mais falta!

Situação de emergência

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Como se vê a alegação de falta de tempo e pessoal no Ministério Público e Poder Judiciário nem sempre é verdadeira. Creio que pelo sistema jurídico vigente seria possível se proibir por determinado período, digamos três ou quatro anos, o exercício do magistério por parte de membros do Ministério Público e Magistratura. Sendo garantia individual de todos a razoável duração do processo, ainda que seja direito dos magistrados e membros do Ministério Público o exercício do magistério pesando-se a hierarquia das normas constitucionais creio que o direito à razoável duração do processo se sobreleva. Não ha sentido em uma pessoa idosa aguardar anos pelo julgamento de um processo ou recurso enquanto o juiz bonitão fica dando aulas ou se dedicando ao magistério. Assim, até que o Poder Judiciário e o Ministério Público sejam reaparelhados com pessoal e estrutura condigna (o que sabemos que nunca irá ocorrer) devem os promotores e juizes serem proibidos momentaneamente de exercer outra atividade, concentrando-se exclusivamente em suas atividades para diminuir o congestionamento de processos. É claro que falar isso para eles é o mesmo que dar um tapa na cara de cada um.

Pertinente artigo

Paulo Jorge Andrade Trinchão (Advogado Autônomo)

Parabéns ao lúcido articulista. Devassou literalmente uma realidade que poucos têm a coragem e firmeza de desafiar, qual seja, mexer na escandalosa "ferida profissional" dos referidos agentes públicos. Aqui em SJRio Preto(SP), não seria diferente. Parcela expressiva de juízes e membros do MP(estadual e federal)têm tempo para tudo,lecionar em faculdades, cursinhos para concurso, receberem "homenagens" políticas, etc e etc; menos, por óbvio,dedicar mais tempo em prol do jurisdicionado e contribuinte. É a velha retórica, falta muito para este país se tornar mais sério em todos os seus níveis!!!

CONCORDO

KOBA (Outros)

Há muitos abusos, principalmente por parte do MP, cuja administração superior, em razão de política institucional, é bem mais flexível. Cabe às Corregedorias colocar um freio nos ilustres docentes, a fim de que a população, principalmente a carente, não fique prejudicada com a falta dos serviços jurisdicionais e ministeriais.
Isse vale também para as demais carreiras jurídicas.

Infelicidade

Olho clínico (Outros)

Acho engraçado o título do artigo, notadamente quando poderia se fazer TAMBÉM um levantamento de outros profissionais jurídicos (procuradores, defensores, advogado públicos, ou mesmo professores que não lecionam) que possuem o mesmo problema. Por que razão, Juízes e Promotores somente? Esquisito...infeliz a idéia

Impedimento

rogério lima (Estudante de Direito - Consumidor)

Apesar de ser muito bom para a formação jurídica dos profissionais do direito, fico a imaginar, onde se acha tempo para realizar tantas atribuições.
Noutra análise, o número de instituições de ensino são tantas que fica perfeitamente questionável a isenção de julgadores em demanda com faculdades.Impedimento porque tem vinculo ou simplesmente porque vislumbra um dia possuir tal relação...
Rogério Lima Estudante de Direito.

Abuso e falta de respeito

Armando do Prado (Professor)

Tem uma universidade particular aqui na capital paulista cujo coordenador do curso de direito é promotor. Está disponível, claro na fábrica, digo universidade de produzir bacharéis, mas a pergunta que fica é: que horas ele trabalha para o MP?
E magistrados e promotores fazem do magistério a atividade principal faz tempo. O que fazer? Ter ética e pedir exoneração ficando apenas na atividade que aparentemente é mais importante para os ditos "professores".

Tentando organizar o que não está desorganizado...

Raphael F. (Advogado Autônomo)

A começar por estes Conselhos. Insistem em legislar, limitar direitos e criar obrigações que a lei não trata. Mas o questionamento é outro. Todos são agentes públicos, trabalham para e pelo Estado. Suas obrigações morais excedem o que a lei orgânica da carreira estabelece. Lecionar é compartilhar e angariar conhecimento, é passar adiante experiências práticas do trabalho e da vida, geralmente para indivíduos que estão sentados nas carteiras universitárias e nunca tiveram experiência profissional. Só se ensina algo quem sabe fazê-lo. Já tive professores juízes, delegados, promotores excelentes e outros péssimos. Da mesma maneira que tive professores que se dedicacam única e exclusivamente à carreira acadêmica. Uns ótimos, outros horríveis. E falo que o contato com aquele que lida na prática com a matéria diariamente é mais proveitoso ao aluno, ao aprendiz. Com todo o respeito aos que não são. Vamos aguardar o nível de nossas academias jurídicas ir pelo ralo. Mais proveitoso ao Estado, consequentemente ao magistrado e à sociedade, é impor limites às reformas das decisões de primeiro grau. Isso sim desanima qualquer magistrado ou membro do parquet a trabalhar. E muitos buscam inspiração e força nos ambientes acadêmicos. Para estes a remuneração é o que menos pesa... Não sou magistrado ou membro do MP, tampouco professor universitário. Mas é o que entendo e sustento.

Cursinhos

M.P. (Promotor de Justiça de 1ª. Instância)

Os cursinhos é que têm sido o mal. Os colegas de cursinhos chegam a receber 20 mil mensais, mais os valores das apostilas e palestras. Agora, no MP estadual, o articulista errou ao dizer que os membros elegem o PGJ, pois elegemos apenas 3 nomes, e o governador escolhe o PGJ dentre estes. O nosso problema é este: o governador é nosso chefe. Somos servidores do governador.

Lamentável!!!

Manente (Advogado Autônomo)

Hoje, o Estado ou a União, viraram BICOS!!!!!!!!!!!

está em alta

Republicano (Professor)

Vai para o CNJ, a idéia diz o que vem por aí. Ninguém tem culpa de muitos magistrados não terem oratória para a sala de aula, é uma pena. Mas proibir? A cada administração, novos projetos. A verdade deve ser dita, e aguenta aí turma de baixo. O Juiz é lobo do Juiz, a autofagia está em alta.

A minoria

IBATISTA (Funcionário público)

Concordo com as ponderações do doutor Vladimir, mas é um grupo pequeno. Conheço casos onde optaram por pedir exoneração. Mas, que fique claro que a maioria dos membros dessas instituições têm dedicação exclusiva ou ministram poucas aulas por amor ao dever de transmitir conhecimento.

Alerta oportuno

JA Advogado (Advogado Autônomo)

Parabéns ao Dr. Vladimir pelo oportuno comentário. Isso realmente acontece e é preciso dar um basta. O mesmo problema acontece com procuradores - tanto do MP, do MPF quanto dos Estados. Há procuradores que transformaram seus cargos em "bico", tal é o empenho e o tempo que gastam com suas aulas e suas vaidades acadêmicas, traindo a confiança da sociedade e dos contribuintes que pagam a conta deles.

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