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Quociente eleitoral

Só 35 deputados se elegeram com os próprios votos

Congresso Nacional - José Cruz/ABrUm levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) apontou que apenas 35 dos 513 deputados federais eleitos alcançaram individualmente o quociente eleitoral nos seus estados. Em 2006, 32 foram eleitos ou reeleitos com os seus próprios votos, sem precisar dos votos das suas coligações. A informação é da Agência Câmara.

Bahia, Pernambuco e Minas Gerais elegeram cinco parlamentares cada nessa situação. Ceará, Goiás, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo têm dois eleitos cada. Acre, Distrito Federal, Piauí, Paraná, Rondônia e Roraima contam com um representante cada.

Considerando os partidos, PT e PMDB elegeram sete cada; PSB, cinco; PR, quatro; PSDB, DEM e PP, dois; e PTB, PPS, PDT, PSC, PSol e PCdoB, um.

O humorista Tiririca, que conquistou 1,3 milhão de votos pelo Partido da República em São Paulo, teve votos suficientes para ajudar a eleger mais três deputados de sua coligação.

Por outro lado, deputados com votação expressiva não foram eleitos. No Rio Grande do Sul, a deputada Luciana Genro (Psol) não conseguiu ser reeleita, apesar de ter recebido 129 mil votos — a deputada não eleita mais votada do Brasil.

Para o líder do Psol na Câmara, deputado Ivan Valente (SP), o sistema atual cria distorções “monstruosas” quando se trata de coligações partidárias, porque nem sempre o candidato “puxado” segue a mesma ideologia do mais votado.

Tabela - Eleitos com os próprios votos - Câmara dos Deputados

Revista Consultor Jurídico, 25 de outubro de 2010, 16h59

Comentários de leitores

2 comentários

VOTO DEMOCRÁTICO

J.A.Tabajara (Advogado Autônomo)

A grande maioria do povo brasileiro - a que outorga o poder político pelo voto - desconhece as siglas partidárias. E nada perde. Existem mais de vinte partidos à disposição dos eleitores. É possível a existência de VINTE opções ideológicas? É claro que não.
Mas aquele eleitor - o que se impõe pelo número - nem mesmo sabe o que é "opção ideológica". Por isso, DEMOCRATICAMENTE pensa estar elegendo seu representante, seu MANDATÁRIO. E é frustrado por um instituto de seu TOTAL desconhecimento. ESTELIONATO ELEITORAL é a melhor e mais delicada qualificação para essa lei eleitoral que, seguramente não é aplicável a este grande país, e que serve exclusivamente aos jogos partidários.

É POR ISSO QUE TEMOS QUE FOCAR NA TESE do VOTO do PARTIDO!

Citoyen (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Sim, é verdade, e acho que essa estatística é que nos faltava.
Creio que duas idéias devem ser URGENTEMENTE desenvolvidas: a 1ª é aquela do VOTO DISTRITAL, em que o VOTO de um CANDIDATO não pudesse aproveitar a outros; a 2ª é aquela que REAFIRMARIA a decisão do Eg. STF de que o VOTO do CANDIDATO é VOTO do PARTIDO, para a Câmara Federal e o Senado.
Acho que só assim se terá um pouco mais do que se chamava, no passado, PRINCÍPIO da REPRESENTAÇÃO.
Hoje nada se tem e o CIDADÃO, desiludido, vota em jogador de futebol, em artistas, em cômicos e, até, em animas do zoológico. Ah, e não se esquecendo do índio.

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