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Contra a vida

Acusado de matar mulher irá a Júri popular

O pagodeiro Evandro Gomes Correia Filho, acusado de tentar matar a mulher e o filho, foi pronunciado pelo juiz Leandro Bittencourt Cano, da Vara do Júri da Comarca de Guarulhos, nesta quinta-feira (14/10). Com a pronúncia, o músico irá a Júri popular. A data do julgamento ainda não foi definida.

Segundo a decisão, existem indícios suficientes para a decretação da pronúncia. O juiz afirma ainda que, como o réu respondeu ao processo foragido, não faz sentido a revogação de sua prisão preventiva.

O advogado Ademar Gomes, que defende o músico, chegou a pedir à Justiça que intimasse seu cliente para prestar depoimento entre os dias 28 de setembro e 5 de outubro próximos. O músico, que tem prisão preventiva decretada, está foragido. Mas, a Justiça de Guarulhos negou o pedido de salvo-conduto ao músico.

De acordo com a defesa, o pedido da prisão preventiva foi arbitrário, pois foi decretada por clamor público, o que, segundo ele, não é fundamento para justificar uma prisão preventiva. “Evandro não causou qualquer embaraço durante o processo e sabe da importância de ser ouvido pelo juiz, já que se declara inocente. Logo, não há motivos para a sua prisão. A Constituição é clara. Ninguém pode ser preso sem ser considerado culpado até o trânsito em julgado”.

O advogado afirmou ainda que a Justiça é uma “loteria esportiva”, dando como exemplo o caso de Mizael Bispo de Souza, principal suspeito de ter assassinado a advogada Mércia Nakashima. Acusado de homicídio triplamente qualificado, Souza está em liberdade por conta de uma decisão do TJ-SP. Assim como Correia Filho, também se declara inocente. “Cada julgador pensa como quer, muitas vezes infringindo a Constituição, o que é o caso”.

Aparição em público
Depois de ter o pedido para ser ouvido no período eleitoral negado, o acusado falou com a imprensa usando uma peruca, barba falsa e óculos escuros. Na ocasião, ele reafirmou que não matou a esposa e disse que não tem tranquilidade desde o dia em que ela pulou da janela.

De acordo com Ademar Gomes, o músico não se entrega à polícia porque corre risco de morte na prisão. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-SP.

Revista Consultor Jurídico, 15 de outubro de 2010, 11h20

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