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SEGUNDA LEITURA

Os 10 passos para o juiz melhorar a gestão da Justiça

Comentários de leitores

6 comentários

OS 10 passos para o Juiz melhorar a gestão da Justiça

CCB1949 (Contabilista)

DIZ
este Internauta sobre este fabuloso assunto:
Em 1989 este cidadão que faz este comentário, foi injustamente punido pelo seu órgão de clásse a OAB SP, nos autos do processo disciplinar OABSP 224/89.
Ingressou
em 1994 na JUSTIÇA FEDERAL de São Paulo contra a punição com ação declaratória.
Até a presente data neste ano de 2010,continua aguardando,quer pela OABSP quer na JFEDERAL pela apreciação e julgamento do Mérito da Causa na Declaratória.
APÓS
decorrido acima de 10 anos do andamento do PD 224/89 na OAB SP, surge nos autos advogado da OABSP sustentanto que a matéria do PD 224/90 é da alçada da JUSTIÇA FEDERAL.
Isto
é um absurdo dos absurdos....
Com respeito
JRPADILHA
OABSP 40385
131010 às 17h17

Gerenciar implica administrar pessoas e processos de trabalh

Leopoldo Luz (Advogado Autônomo - Civil)

Muito bom o artigo.
Porém, não se pode esquecer que o magistrado é o gestor do cartório da unidade organizacional.
Gerenciar bem significa estabelecer metas e procedimentos para o cartório e para o gabinete (p. ex., tempo máximo de juntada, cobrança de autos com prazo de carga ou remessa vencidas, organizar os autos adequadamente, corrigir erros, implantar ações corretivas para que erros não se repitam, reunir processos com causas de pedir semelhante etc.).
Vão muito bem as unidades organizacionais que se valeram de modelos de gestão como a ISO 9001:2008. São exemplos, os gabinetes do Ministro Lewandowski no STF e no TSE e a Justiça Militar do Estado de São Paulo, que, com o suporte da Fundação Arcadas (entidade conveniada com a FD-USP)implantaram sistemas de gestão da qualidade consistentes e certificados.

Sem controle

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

O Autor do artigo apontou com maestria alguns pontos que de fato, caso observados por todos os juízes, propiciaria mais agilidade no andamento dos feitos. Porém, deixa de responder a uma pergunta inquietante: como fazer os juízes adotarem essas e outras práticas importantes? A maioria dos envolvidos com o processo judicial (magistrados, advogados, membros do Ministério Público, servidores, etc.) sabem exatamente quais são as medidas que devem ser tomadas visando resolver o problema da lentidão e outros. Deixam de adotá-las, principalmente por razões políticas, e na prática inexistem mecanismos para que o cidadãos possam exigir as correções necessárias. Muito se discutiu nos últimos anos sobre isso, até se chegar à ideia do chamado controle externo do Judiciário, que na prática acabou não vingando, em que pese a criação do Conselho Nacional de Justiça, composto em sua maioria por juízes e membros do Ministério Público, que sempre votam EM PESO visando defender os interesses ilegítimos de suas classes. Não precisamos de ideia. Precisamos, na verdade, de mecanismos para fazer com que o juiz, o promotor, o servidor e o advogado, indistintamente, comecem a cumprirem suas funções, no que tange ao andamento dos feitos, da forma que a Lei determina.

Muito boas as colocações

Thales A. Treiger (Defensor Público Federal)

Prefeitas as colocações. Vejo que em muitos casos, os profissionais do Direito confundem qualidade do trabalho com tamanho do trabalho, fundamentação com quantidade de laudas, complexidade com vocabulário rebuscado. O processo não é uma competição, uma olimpíada jurídica destinada a selecionar o colega que mais domine a dogmática jurídica, mas sim um instrumento, um meio, uma forma de satisfação da vida das pessoas, meio pelo qual temos o compromisso de atuar de forma mais simples e objetiva.

Gerenciar bem!

IBATISTA (Funcionário público)

O professor Vladimir colocou um tela importante. Confesso que 50% do trabalho que tenho se refere a entender e "tentar consertar" petições falhas. Quando solicito emenda, se não indico o que falta, o responsável em regra não sabe o que fazer. Não são meras questões de caráter burocrático, mas situações como falta de polo passivo ou indicação equivocada, ausência de documento indispensável, ou mesmo de cumulação de pedidos com ritos incompatíveis cuja admissão importaria em tumulto processual e demora, além de extensos, confusos e desnecessários arrazoados na petição inicial. Poderia citar muitas outras hipóteses. Confesso que também erro, mas procuro sempre melhorar. O importante é ser objetivo na condução do processo, claro nas proposições. Isso tudo, sem causar dano à parte em razão da pressa que pode conduzir a julgamentos equivocados, buscando o equilíbrio, o "prazo razoável" para aquele caso concreto, afastando os atos protelatórios, que acarretam meses em cartório porque ingressam no frio número dos processos que estão na fila e não são vencidos pelos serventuários. Uma contribuição importante da informatização seria criar uma pauta rígida, onde o funcionário responsável pela tramitação recebesse um relatório diário relativo aos seus processos, classificando os considerados prioritários e apontando os que estão em atraso. O sistema informatizado deveria indicar automaticamente as petições protocolizadas e a necessidade da juntada, evitando que fiquem na prateleira até serem encontradas (após meses). O maior desafio da Justiça é gerencial, envolvendo as contribuições de todos os envovidos na relação processual.

parabéns !

daniel (Outros - Administrativa)

bom artigo e prático e de grande utilidade.
Este tema deveria ser constar nos editais dos concursos.

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