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Tudo ou nada

Geisy Arruda e Uniban recorrem contra indenização

A Uniban entrou com recurso, nesta quarta-feira (6/10), contra decisão do juiz da 9ª Vara Cível de São Bernardo que a condenou a pagar indenização por danos morais no valor de R$ 40 mil à ex-estudante de Turismo, Geisy Arruda.

Em outubro de 2009, Geisy foi assediada por outros alunos da universidade, quando compareceu à escola trajando um minivestido que seus agressores consideraram provocante. A então estudante de Turismo só conseguiu escapar da fúria de seus colegas depois de receber escolta policial e abandonar o prédio da escola. A Uniban decidiu responsabilizá-la pelo incidente, e decretou sua expulsão, medida que foi posteriormente revogada. O episódio, amplamente explorado pela imprensa, transformou a estudante numa celebridade. Ela abandonou os estudos e, hoje, participa do reality-show A Fazenda, da TV Record.

A condenação foi resultado de ação de indenização por danos morais movida pela ex-estudante contra a universidade. Para o advogado da Uniban, Vicente Cascione, quem deve pagar indenização é a estudante e não a Universidade. Ele sustenta que o incidente foi provocado por Geisy, que tirou vantagem dele com a repentina fama adquirida. Enquanto isso, a Uniban teve sua imagem prejudicada pelo escândalo. “O tipo de vida que ela leva hoje, demonstra o que ela pretendia com o episódio. Ela elvou vantagem e deveria indenizar a Uniban”, disse o advogado em entrevista ao portal G1. “R$ 40 mil é muito dinheiro. Vamos ganhar o recurso e a Uniban não vai pagar nada”, afirma Cascione.

O advogado Nehemias Domingos de Mello, que defende Geisy,  também entrou com recurso, por considerar baixo o valor arbitrado pela Justiça. O pedido inicial de R$ 1 milhão por danos morais e materiais é reafirmado no recurso. O advogado alega que o valor fixado pela Justiça não repara os danos sofridos por sua cliente e não tem força para dissuadir a Uniban a continuar agindo dessa forma.

Revista Consultor Jurídico, 8 de outubro de 2010, 8h46

Comentários de leitores

5 comentários

O Judiciário e as indenizações irrisórias

Antonio de Assis Nogueira Júnior (Serventuário)

São Paulo, 08 de outubro de 2010.
Senhor Diretor:
Lamentavelmente o Poder Judiciário e o seus magistrados insensíveis continuam premiando os autores de ilícitos com valores pecuniários, quando não irrisórios senão muito baixos, nas indenizações por DANO MORAL. A ex-universitária Geisy Arruda merece, indubitavelmente, indenização superior. Talvez o dobro ou o triplo.
Magistrados antenados com o social e não análgicos sabem muito bem como a jovem estudante Geisy Arruda foi também OFENDIDA, sem rodeios, PELA DIREÇÃO DESTA UNIVERSIDADE.
O que conta é o fato pretérito e não o presente!
Data venia, os comentadores parecem divorciados dos fatos. E o FATO ILÍCITO ACONTECEU NO PASSADO. Foi no passado que ela foi ofendida.
Respeitosamente,
Antonio de Assis Nogueira Júnior
Analista Judiciário do E. TRT/SP

Palhaçada...

Keteriane (Estudante de Direito)

O valor declarado para indenização dela está otimo. Na verdade abusivo, não deveria nem existir, ela se coloca na situação constrangedora, e quem paga é a universidade! Se isso virar moda, toda menina mal intensionada, vai querer tirar proveito do fato...

COM CERTEZA

Manente (Advogado Autônomo)

Agora ela é "xique no URtimo".
Em breve serão lançadas bonequinhas da Geisy, kkkkk.
Brasil il il il il il!!!
Aguardaremos ANCIOSAMENTE A DECISÃO Do TJ/SP.

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