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Preço da expulsão

Uniban deve pagar R$ 40 mil a Geisy Arruda

A 9ª Vara Cível de São Bernardo do Campo, em São Paulo, condenou a Academia Paulista Anchieta S/C (Uniban) a pagar indenização de R$ 40 mil por danos morais para ex-estudante da universidade, Geisy Arruda.

Em outubro de 2009, a estudante alegou ter sido hostilizada por outros alunos da universidade, por utilizar um vestido curto em sua chegada para assistir às aulas. Geisy estava matriculada no curso de Turismo do campus São Bernardo do Campo da universidade. No dia 22 de outubro, ela teve de deixar a faculdade escoltada pela Polícia, com medo de ser agredida pelos alunos. Eles gritavam palavrões e a ofendiam por ela estar com um vestido um pouco acima do joelho. Segundo testemunhas, Geisy se insinuou aos rapazes, que começaram a humilhá-la. O vídeo da confusão foi acessado milhares de vezes no YouTube.

No mês seguinte, Geisy argumentou que prestou depoimento em sindicância aberta pela instituição de ensino, que acordou o retorno da aluna às aulas, com a promessa de garantia de sua segurança.

Porém, Geisy argumentou que tomou conhecimento de sua expulsão logo em seguida por divulgação publicitária em dois grandes jornais paulistas, e também pela televisão em horário nobre, sob alegação de desrespeito à moralidade e à dignidade acadêmica. Ela disse que houve falha na prestação de serviço, que culminou com a violação de seus direitos de consumidora. E ainda: que sofreu agressões verbais e teve sua segurança pessoal colocada em risco.

Depois de responder a inquéritos, a Uniban reconsiderou a expulsão da estudante, o que não evitou que ela pedisse R$ 1 milhão de indenização. O advogado Nehemias Domingos de Melo defendeu a aluna. 

Na defesa, a Uniban alegou não ter causado qualquer dano à Geisy, e que foi ela quem causou danos à empresa. Além disso, segundo a defesa da instituição, Geisy arquitetou e executou um plano para adquirir notoriedade e conseguir vantagens.

Em junho, a Justiça ouviu nove testemunhas, entre alunos e funcionários da universidade. Na mesma ocasião, Geisy também foi ouvida.

De acordo com a decisão, é “razoável a importância de R$ 40 mil (quarenta mil reais), quantia suficiente para compensar a violação sofrida pela autora, sem comprometer a saúde financeira da empresa ré.” Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-SP.

Revista Consultor Jurídico, 5 de outubro de 2010, 15h22

Comentários de leitores

4 comentários

Será que a Unitaliban mudará...?????

Mig77 (Publicitário)

O que ficou esquisito nessa história é que os alunos(homens)se revoltaram por ver as pernas torneadas da aluna microvestida.O que há contra pernas femininas expostas?Pegou mal para a rapaziada?Mulher é bom... moçada!!!Ou vcs não gostam???????????
Outra coisa é que no Carnaval ninguem fica revoltado com as mulheres nuas na Globo em rede nacional.
A Unitaliban ainda ainda precisa mostrar a que veio.Não sei até que ponto faz parte do cartel do Di Gênio, dono da educação no Brasil.Pois se entrar alguem sério no governo, um dia, ele terá que vomitar as gerações que enterrou juntamente com a incompetência governamental e corrupção.A moça, sobreviverá ou não à fama.A vida artística é volátil...
A Unitaliban formará quem pode pagar uma faculdade.Não tenham dúvida!!!Não sei se o Brasil ganhará com isso...

Em breve

Manente (Advogado Autônomo)

Novas Geisys de micro mini saia aparecerão. Iludidas com a fama e o dinheiro fácil.
A moça já se acha uma "celebridade", parece até uma estrela de Hollywood.
Não se assustem se a moça for a ganhadora daquele programa de péssimo gosto.
Lamentável!!!

DUAS NULIDADES

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

Duas são as verdades nessa história. 1ª A moça realmente buscou seus quinze minutos de glória; provocou uma situação prevista e dela se valeu para aparecer na mídia, participar de programas de 5ª categoria em emissoras idem e agora conseguiu uma reparação por danos morais aos quais, sem dúvida, deu causa. 2ª A UNIBAN, por sua vez tem muita influência e dinheiro para alterar decisões em qquer. nível recursal. Então, o resumo da ópera é o seguinte: Geyse escolheu a profissão errada (seu negócio é a carreira artística (para a qual até se acha apta.) e a UNIBAN é uma faculdade, que se não existisse, nenhuma falta faria.

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