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Votação estadual

Governadores de 16 estados já estão eleitos

O país já tem pelo menos 16 governadores eleitos no primeiro turno das eleições. As Regiões Sul e Sudeste definiram seus comandantes neste domingo. Beto Richa (PSDB), no Paraná, Raimundo Colombo (DEM), em Santa Catarina e Tarso Genro (PT) no Rio Grande do Sul estão garantidos. Além deles, Renato Casagrande (PSB), no Espírito Santo, Sérgio Cabral (PMDB) no Rio de Janeiro, Antonio Anastasia (PSDB), em Minas Gerais e Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo, confirmaram a vitória já neste domingo (3/10). Pelo restante do Brasil, Andre Puccinelli (PMDB), em Mato Grosso do Sul, Silval Barbosa (PMDB), em Mato Grosso, Siqueira Campos (PSDB), em Tocantins, Eduardo Campos (PSB) em Pernambuco, Marcelo Deda (PT) em Sergipe, Jacques Wagner (PT), na Bahia, Cid Gomes (PSB), no Ceará, Rosalba Ciarlini (DEM), no Rio Grande do Norte e Omar Aziz (PMN), no Amazonas, também venceram. 

Ao todo, o PSDB teve a vida mais fácil, poupando esforços para o segundo turno presidencial. O partido elegeu quatro governadores neste domingo, em dois dos maiores estados da Federação: São Paulo e Minas Gerais. PT, PMDB, e PSB faturaram três estados cada um. Rio Grande do Sul e Bahia foram trunfos importantes do PT. O PMDB reelegeu Sérgio Cabral no Rio de Janeiro, outro estado chave para a política nacional. 

Na batalha pelo segundo turno, o PSDB pode aumentar seus domínios para oito estados. O PMDB pode ir a seis e o PSB, a cinco.

Embora resolvida no primeiro turno, a disputa pelo governo de São Paulo foi a mais acirrada - e a mais complicada também. Somente às 22h57 Geraldo Alckmin fazia seu discurso de vitória. Ele foi eleito com 50,64% dos votos válidos, e esticará para 20 anos o comando tucano no estado. 

A oposição em São Paulo, no entanto, fez de tudo para que a diferença de 0,64% votos - equivalente a 145.336 eleitores - passasse para a soma dos demais candidatos. O PT enviou um batalhão de advogados ao Tribunal Regional Eleitoral paulista, tentando desembargar os votos dados a nanicos como PSOL, PSTU e PCB. Isso porque os candidatos dos três partidos tinham os registros sub judice, com recursos contestando as impugnações.

Em tese, os votos poderiam fazer a diferença entre a vitória no segundo turno e uma nova eleição no dia 30 de outubro. Somente em tese. Segundo o ministro Ricardo Lewandowski, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, a soma dos votos dos nanicos, que não foram divulgados, não alcança o número necessário para tirar a vitória do tucano. 

Espírito Santo
Os capixabas foram os primeiros a ter escolhido o novo chefe do estado. Com 87% das urnas apuradas, Casagrande já estava matematicamente eleito. Em 2006, ele já havia ganhado eleição para senador com 1 milhão de votos, na maior votação da história do Estado. Também se elegeu deputado federal em 2002, vice-governador em 1994 e deputado estadual em 1990.

Com 49 anos, Casagrande é engenheiro florestal formado pela Universidade Federal de Viçosa (MG) e bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Cachoeiro de Itapemirim. Sua vida pública começou no município de Castelo, interior capixaba. Em sua cidade natal, Casagrande foi secretário de Obras e Serviços Públicos da prefeitura entre 1984 e 1987. Filiou-se ao PSB. De abril de 1999 a outubro de 2001, foi secretário de Meio Ambiente em Serra, região metropolitana de Vitória.

Paraná
Com 95,98% das urnas apuradas, o ex-prefeito de Curitiba Beto Richa (PSDB) já estava matematicamente eleito governador do Paraná, com 52,64% dos votos válidos. O vencedor teve, ao todo, 3.039.774 votos, 52,44% do total. 

Beto Richa nasceu em Londrina, em 29 de julho de 1965. É filho do ex-governador José Richa, nome tradicional no reduto tucano. É formado em engenharia civil pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC). A vida política de Beto Richa começou quando foi eleito deputado estadual pelo PSDB, em 1994, com 22 mil votos. Em 1998, obteve o dobro de votos e reelegeu-se para a Assembleia Legislativa. Em 2000, foi vice-prefeito de Curitiba e, no primeiro ano de mandato, também exerceu as funções de secretário municipal de Obras.

Em 2004, Beto Richa elegeu-se prefeito de Curitiba, cargo em que foi reeleito em 2008 com mais de 77% dos votos. Seu mandato na prefeitura da capital paranaense teve 80% de aprovação da população, segundo avaliação do Instituto Datafolha. Em 30 de março deste ano, Beto Richa desincompatibilizou-se da prefeitura de Curitiba para concorrer ao cargo de governador pelo PSDB.

Rio de Janeiro
Sérgio Cabral (PMDB) foi reeleito governador do Rio de Janeiro. Com 59,19% das urnas apuradas, ele aparecia com 65,55% dos votos. Com 99,97% da apuração, Cabral reunia 5.216.449 votos, ou 66,08% do total.

Na liderança das pesquisas desde o início da campanha, ele destacou em sua campanha a participação do Rio na Copa do Mundo de 2014 e por abrigar pela primeira vez uma Olimpíada, em 2016. Também focou no apoio do governo com os prefeitos de diversas regiões do estado e prometeu expansão do ensino técnico, além da proposta de ampliar a pacificação em todas as comunidades do Rio de Janeiro.

Sérgio Cabral Filho nasceu no dia 27 de janeiro de 1963, no Engenho Novo, na zona norte do Rio. Iniciou sua participação política em 1979, no Partido Comunista Brasileiro (PCB). Três anos mais tarde, filiou-se à juventude do PMDB e, aos 24 anos, assumiu a diretoria de operações da Companhia de Turismo do Rio de Janeiro (Turisrio). Em sua primeira eleição, para deputado estadual, Cabral entrou para a Câmara com 12 mil votos e foi reeleito em 1994, com 168 mil votos. Um ano depois, assumiu a presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), função que ocuparia por oito anos.

Em 1996, Cabral chegou ao segundo turno da eleição para a prefeitura do Rio, mas perdeu para Luiz Paulo Conde (PFL). Dois anos depois, voltou à Alerj com 380 mil votos. No pleito seguinte, Sérgio Cabral foi eleito ao Senado com a maior votação de um político na história do Rio de Janeiro, 4,2 milhões de votos. Pai de cinco filhos, Cabral tornou-se governador do Estado em 2006, com 68% dos votos válidos.

Mato Grosso do Sul
Com 95% das urnas apuradas, André Puccinelli (PMDB) também foi reeleito. Ele tinha 56% dos votos, confirmando pesquisas de opinião. Até as 23h23, com 99,88% das urnas apuradas, ele tinha 703.813 votos, ou 56,02% do total.

Nascido em 02/07/1948 em Viareggio, na Itália, Puccinelli veio para o Brasil com seis meses de idade. O peemedebista é casado, tem três filhos, graduou-se em Medicina e fez especialização em cirurgia geral. Começou a carreira política como secretário Estadual de Saúde.

Foi prefeito de Campo Grande por dois mandatos consecutivos (1996-2004). Durante os oito anos de gestão, investiu na infra-estrutura da capital, ampliou o atendimento 24 horas em postos de saúde e informatizou escolas. Em 2004, conseguiu eleger em primeiro turno o sucessor, Nelson Trad Filho (PMDB).
Em 2006, candidatou-se ao governo e venceu a eleição no primeiro turno. Ele derrotou o senador Delcídio Amaral com larga vantagem: 61,3% dos votos válidos.

Minas Gerais
Antonio Anastasia (PSDB) foi reeleito em Minas Gerais. Com 75,78% das urnas apuradas no Estado, o candidato tucano já acumula 62,67% dos votos dos mineiros, e não pode mais ser superado por Hélio Costa (PMDB), que contabiliza 34,28%, mesmo com o apoio do presidente Lula. Zé Fernando Aparecido (PV) tem 2,29%. Com 99,84% das urnas apuradas, Anastasia tinha 62,73% dos votos, ou 6.267.948 sufrágios.

Anastasia foi lançado candidato já no cargo de governador, que assumiu para Aécio Neves se candidatar ao Senado. Ele nasceu em Belo Horizonte em 1961. Formado em Direito, iniciou sua vida política ainda na universidade, como membro de centro acadêmico. Na vida pública, exerceu o cargo de secretário-adjunto de Planejamento e Coordenação Geral, secretário estadual de Cultura, secretário estadual de Recursos Humanos e Administração em Minas Gerais.

De 1995 a 1999, o tucano foi secretário-executivo e posteriormente ministro interino do Ministério do Trabalho. Em 1999, assumiu o cargo de secretário-executivo no Ministério da Justiça. Em 2003, já no primeiro mandato de Aécio Neves, coordenou um plano de melhoria de gestão no governo e exerceu os cargos de secretário de Estado de Planejamento e Gestão e secretário de estado de Defesa Social de Minas Gerais.

Região Sul
Com 84,88% dos votos apurados, Raimundo Colombo (DEM) tinha 52,63% dos votos e garantiu a eleição em primeiro turno em Santa Catarina. Terminou com 1.815.304 votos, ou 52,72% dos votos válidos. 

O candidato do PT, Tarso Genro, foi eleito para o governo do Rio Grande do Sul no primeiro turno com 3.416.460 votos, ou 54,35% dos eleitores. Com 90% dos votos apurados, o petista tinha 54,2% dos votos válidos e não podia ser mais alcançado pelos demais candidatos. O candidato do PMDB, José Fogaça, tinha 24,8% dos votos.

Região Nordeste
O atual do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), também está reeleito com 3.442.900 votos, ou retumbantes 82,83% dos votos. Com 85% das urnas apuradas, o candidato tinha 2,9 milhões de votos, que representavam 82,38% do total.

No Sergipe, Marcelo Déda (PT) garantiu a cadeira com 536.941 votos, o equivalente a 52,06% do total. 

Rosalba Ciarlini (DEM) teve 809.045 votos apurados a seu favor até as 23h30 deste domingo, que lhe garantiram 52,46% do total no Rio Grande do Norte. 

No Ceará, Cid Gomes (PSB) ganhou com 61,29% dos votos, 2.434.033 votos com 99,77% das urnas apuradas. 

Jacques Wagner (PT) recebeu 4.026.676 votos e garantiu a vitória com 63,89% dos votos válidos, com 98,05% das urnas apuradas. 

Região Centro-Oeste
Com 98,54% da apuração realizada, Sinval Barbosa (PMDB) foi eleito governador de Mato Grosso com 51,13% dos votos. Seu principal adversário, Mauro Mendes (PSB), atingiu 31,90%.

André Puccinelli (PMDB), com 56,02% dos votos válidos, foi eleito com 703.813 mil votos em Mato Grosso do Sul.

Região Norte
Apenas Amazonas e Tocantins conseguiram eleger governador neste domingo na Região Norte. Omar Aziz (PMN) ganhou no Amazonas com 63,79% dos votos, ou 935.374 votos.

Siqueira Campos (PSDB) venceu em Tocantins com 50,52% dos votos, ou 349.592 sufrágios.

Segundo turno
Há certeza pelo segundo turno em Goiás, Distrito Federal, Rondônia, Roraima, Amapá, Pará, Piauí, Alagoas e Paraíba.

O Distrito Federal foi a primeira unidade da Federação a terminar a contagem de seus votos para governador. Agnelo Queiroz (PT) e Weslian Roriz (PSC) disputarão a vaga no segundo turno.

Agnelo recebeu 676.394 votos, e Roriz 440.128. Dos 1.833.942 eleitores, compareceram 1.550.765 às seções eleitorais. Toninho, do PSOL, teve 199.095, Eduardo Brandão, do PV, 78.837 e Rodrigo Dantas, do PSTU, 2.849.

Weslian substituiu o marido, Joaquim Roriz, que teve o registro rejeitado pela Justiça Eleitoral com base na Lei da Ficha Limpa. Roriz chegou a recorrer ao Supremo Tribunal Federal, mas diante do impasse no julgamento de seu recurso, desistiu da candidatura.

Ainda estão indefinidas as situações no Maranhão, Mato Grosso e Acre. 

Veja a lista de resultados por partido.

Governadores eleitos:

PSDB
SP – Geraldo Alckmin
MG – Antônio Anastasia
PR – Beto Richa
TO - Siqueira Campos

PT
RS – Tarso Genro
SE – Marcelo Déda
BA – Jacques Wagner

PSB
CE – Cid Gomes
PE – Eduardo Campos
ES – Renato Gasagrande

PMDB
RJ – Sérgio Cabral
MS – André Pucinelli
MT – Silval Barbosa

DEM
SC – Raimundo Colombo
RN – Rosalba Ciarlini

PMN
AM – Omar Aziz

Disputam o segundo turno:

Goiás
PSDB – Marconi Perillo
PMDB – Iris Rezende

Distrito Federal
PCdoB – Agnelo Queiroz
PSC – Weslian Roriz

Rondônia
PMDB – Confúcio Moura
PPS – João Cahulla

Roraima
PP – Neudo Campos
PSDB – Anchieta

Piaui
PSB – Wilson Martins
PSDB – Sílvio Mendes

Paraiba
PSB – Ricardo Coutinho
PMDB – Zé Maranhão

Alagoas
PSDB – Teotônio Vilela
PDT – Ronaldo Lessa

Indefinidos
Acre (Tião Viana)
Maranhão (Roseana Sarney)
Mato Grosso (Silval Barbosa)

Revista Consultor Jurídico, 3 de outubro de 2010, 19h53

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