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A volta dos governadores

Dos 27 candidatos, 23 já têm experiência de governo

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Dos 27 governadores eleitos há quatro anos, nove disputam a reeleição para o pleito de 2010-2014. A maior parte dos que não tentam a reeleição, - nove - não o fazem por desprendimento do cargo, mas pelo simples fato de que não podem exercer um terceiro mandato. Apenas Binho Marques, do Acre, e Alcides Ferreira, de Goiás, deixam o poder depois do primeiro mandato e sem concorrer a outro cargo. José Serra, de São Paulo, só não disputa a reeleição porque quer ser presidente da República. Em compensação, 14 ex-governadores tentam voltar ao posto, depois de passar uma temporada fora do palácio.

A Justiça conseguiu mudar a feição do último período dos governos estaduais ao cassar nada menos que seis governadores eleitos em 2006. O estrago foi aumentado com a Lei da Ficha Limpa que impediu ou inibiu a candidatura de muitos deles. Na última quinta-feira, o TSE indeferiu a candidatura de Jackson Lago, que tentava voltar ao governo do Maranhão, do qual foi afastado em 2009, por decisão do STF. Também foram cassados Valdez Goes (AP), Cassio Cunha Lima (PB), Marcelo Miranda (TO), Ivo Cassol (RO) e José Roberto Arruda (DF).

No Acre, o atual governador Binho Marques (PT) vai apoiar o ex-governador do estado Tião Viana (PT) contra Tião Bocalom (PSDB). Em Roraima, o pleito será decidido entre o atual governador Anchieta Júnior (PSDB), empossado com a morte de Ottomar Pinto, e o ex-governador Neudo Campos (PP). Já em Rondônia, a disputa será entre João Cahulla (PPS) e Eduardo Valverde (PT). O senador cassado Expedito Júnior (PSDB) também terá seu nome na urna eleitoral, mas sua eleição está ameaçada, antes mesmo da apuração. Isso porque o Tribunal Superior Eleitoral manteve, na sexta-feira (1º/10), o indeferimento do registro do candidato, que já recorreu ao STF.

O governador do Amapá Pedro Paulo Dias (PP) pretende se reeleger. Ele é suspeito de envolvimento em um esquema de desvio de recursos públicos do estado e da União. O governador foi preso no dia 10 de setembro durante a Operação Mãos Limpas, da Polícia Federal, e solto após nove dias. Camilo Capiberibe (PSB) é seu principal adversário.

Com a saída de Eduardo Braga do governo do Amazonas, depois de exercer dois mandatos,  para participar da disputa a uma vaga no Senado, seu vice, Omar Aziz (PMN), tenta continuar no poder concorrendo com o ex-ministro dos transportes do governo Lula, Alfredo Nascimento (PR). Já no Ceará, o governador Cid Gomes (PSB) concorre com dois candidatos competitivos: o ex-governador Lúcio Alcântara (PR) e o deputado estadual Marcos Cals (PSDB).

No Pará, a atual governadora Ana Júlia Carepa (PT) terá como concorrentes Domingos Juvenil (PMDB) e o ex-governador Simão Jatene (PSDB). Em Sergipe, o governador Marcelo Deda (PT) vai enfrentar o também ex-governador João Alves Filho (DEM) e Ariovaldo José (PSDC).

O atual governador do Tocantins, Carlos Henrique Gaguim (PMDB), disputa a vaga no Palácio Araguaia com o ex-governador Siqueira Campos (PSDB). Gaguim é mais um candidato investigado pelo Ministério Público, por suspeita de promover  fraudes em licitações. Ele ficou famoso em todo o país depois de impor, através da Justiça, censura a 84 veículos de comunicação.

Roseana Sarney (PMDB), que herdou o governo do Maranhão com a cassação de Jackson Lago, concorre à reeleição. Em Alagoas, Teotônio Villela (PSDB) tenta a reeleição, disputando com os ex-governadores Ronaldo Lessa (PDT) e Fernando Collor (PTB).

Na Paraíba, a disputa será entre o governador José Maranhão (PMDB), empossado com a cassação de Cássio Cunha Lima, e Ricardo Coutinho (PSB). A eleição de Pernambuco será entre o governador Eduardo Campos (PSB) e Jarbas Vasconcelos (PMDB) que também já exerceu o cargo por dois mandatos.

No Piauí, o governador Wilson Martins (PSB) concorre com Silvio Mendes (PSDB) e com o senador João Vicente Claudino (PTB). No Rio Grande do Norte, o atual governador Iberê Ferreira (PSB), que era vice de Wilma Faria, disputará com Carlos Eduardo Alves (PDT) e a senadora Rosalba Ciarline (DEM). Wilma, depois de dois períodos no palácio, concorre ao Senado.

Na Bahia, o governador Jaques Wagner (PT) concorre com Paulo Souto (DEM) e Geddel Vieira Lima (PMDB). Souto também já ocupou o Palácio de Ondina por dois períodos.

Centro-Oeste
Após a cassação de José Roberto Arruda (DEM), a eleição promete ser polarizada entre Weslian Roriz (PSC), mulher de Joaquim Roriz, e o ex-ministro dos Esportes, Agnelo Queiroz (PT), no Distrito Federal.

Em Goiás, o governador Alcides Rodrigues (PP) não concorre, mas apoia Vanderlan Rodrigues (PR). O ex-governador Iris Resende (PMDB) será seu adversário na disputa pelo comando do estado.

Em Mato Grosso, o atual governador Sinval Barbosa (PMDB) tem como concorrente o ex-prefeito de Cuiabá Wilson Santos (PSDB). Já em Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB) é candidato à reeleição contra o ex-governador Zeca do PT.

Sul e Sudeste
Na região Sudeste, o único governador que concorre é Sergio Cabral (PMDB), do Rio. Aécio Neves (PSDB), govenador de Minas Gerais por oito anos, concorre ao Senado e deixa a disputa do governo entre seu vice e sucessor Antonio Anastasia (PSDB) e o senador Hélio Costa (PMDB). Já a no Sul, apenas a governadora Yeda Crusius (PSDB) tenta continuar no comando do estado, com remotas chances de conseguir.

No Espírito Santo, o senador Renato Casagrande (PSB) concorre com Luiz Paulo Velloso (PSDB) e Lelo Coimbra (PMDB). No Paraná, a disputa será entre o senador Osmar Dias (PDT) e o ex-prefeito de Curitiba Beto Richa (PSDB). Santa Catarina terá o senador Raimundo Colombo (DEM) contra Ideli Salvatti (PT) e Ângela Amin (PP). Luis Henrique Silveira (PMDB) descansa, depois de dois mandatos.

As pesquisas
De acordo com levantamento da revista IstoÉ, 15 governadores estão liderando as pesquisas em seus estados. O governador de Minas, Antonio Anastásia, aumentou sua vantagem em relação a Hélio Costa (PMDB) e pode ganhar as eleições no primeiro turno, segundo pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (30/9) pelo jornal Folha de S.Paulo. O tucano tem agora 52% dos votos válidos, enquanto Costa soma 43%.

No Rio, Sergio Cabral mantém a liderança do pleito estadual, com 67% dos votos válidos, enquanto Fernando Gabeira (PV) tem 21%, segundo pesquisa Datafolha. O governador da Bahia Jaques Wagner também manteve a liderança. Ele tem 57% dos votos válidos, enquanto Paulo Souto soma 21%. Geddel Vieira Lima tem 17% dos votos válidos, aponta o Datafolha.

Em Pernambuco, a vantagem do governador Eduardo Campos sobre Jarbas Vasconcelos caiu seis pontos porcentuais em uma semana, segundo o Datafolha, mas a distância continua grande. Campos tem agora 78% dos votos válidos, enquanto Jarbas soma 20%.

Uma das exceções é a governadora do Rio Grande do Sul. Yeda Crusius tem índice de rejeição superior a 40%. O candidato do PT, o ex-ministro da Justiça Tarso Genro, mantém a liderança com 45% das intenções de voto na modalidade estimulada, em pesquisa do Datafolha para o Grupo RBS, publicada nesta quinta-feira pelo jornal Zero Hora. José Fogaça, do PMDB, está em segundo lugar, com 25%, seguido por Yeda, com 15%, e Pedro Ruas (PSOL), com 1%.

Com a saída de José Serra (PSDB) para disputar o cargo da Presidência da República, a disputa em São Paulo está entre o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), o senador Aloizio Mercadante (PT), o deputado Celso Russomanno (PP), o empresário Paulo Skaf (PSB) e o deputado Fábio Feldman (PV). Segundo o Datafolha, a diferença entre Alckmin e Mercadante caiu seis pontos porcentuais em uma semana. O tucano passou de 51% para 49%, enquanto o petista cresceu de 23% para 27%. No entanto, Alckmin ainda venceria no primeiro turno. Os outros candidatos mantiveram o mesmo patamar registrado na pesquisa dos dias 21 e 22: Russomanno tem 9%; Skaf , 4%; e Feldman, 1%.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 2 de outubro de 2010, 9h36

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