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Comentários de leitores

34 comentários

VITÃO, CORREÇÃO!

Júnior Brasil (Advogado Autônomo - Consumidor)

ONDE LÊ-SE "VONTE", LEIA-SE "VOLTE". ENFIM, VC ENTENDEU !rs

VITÃO SEUS VENCIMENTOS SAEM DO MEU BOLSO! VONTE AO TRABALHO!

Júnior Brasil (Advogado Autônomo - Consumidor)

Muito bom ter parado de utilizar o conjur em horário de trabalho. O dinheiro público agradece.Bom, vamos lá: nunca fiz juramento de lavar dinheiro do narcotráfico por meio de recebimento de honorários. Entendeu? muita gente não está nem aí, mas reservo-me ao direito de querer essas pessoas bem longe da sociedade e não preciso do dinheiro deles.
Não me mancomunaria com a acusação, nunca. Respondido?
.Direito e Moral nunca se deram as mãos, diga-se a teoria dos círculos secantes..., mas nem por isso um homem de bem deve esquecer tudo que aprendeu (se é que aprendeu) e jogar no lixo, fazendo de tudo para tirar vagabundos do cárcere, desde que devidamente pago, muitas vezes com dinheiro advindo do crime.Conceito de Estado de Direito? Ah, seu mané, a CF equiparou criminoso a perseguido político. Vc não sabia? O Jobim ensina, seu ignorante: http://wn.com/Quem_s%C3%A3o_os_verdadeiros_terroristas?!
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Uma Lei feita para proteger criminoso político, que serviu de escudo para todo tipo de vagabundo e, consequentemente, uma rica fonte de renda para devogados de porta de cadeia. Será que tá entendendo? Sempre que posso ensino isso para o povão, por uma questão moral e não de julgar colegas. Alguém precisa contar a verdade.Razões de Estado? Ó coitado do Dantas, do Hildebrando, do Collor, dentre outros. Que peninha deles...kkkk. Realmente na época do Rui tinha uma maioria de honestos na advogacia. Havia noção de justiça. Hoje o que vale são os honorários ou como disse um advogado de traficante certa vez na record: "kd meu honoreba!". Esse já foi exterminado pelo próprio tráfico, a bem da sociedade.O sr. e outros aqui estão me julgando porque a carapuça serviu. Sei o que é ser um bom advogado e por isso sinto vergonha dos dias atuais. VOLTE AO TRABALHO!

CLÁUDIO

Júnior Brasil (Advogado Autônomo - Consumidor)

certamente há mais provas. O problema é que essas matérias são bem superficiais.
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Caso sejam apenas essas conversas, as advogadas devem ser inocentadas, muito embora tenha muita gente por aqui que coloque a mão no fogo por elas, talvez por se identificarem.

NÃO PODE SER SOMENTE ISTO!

Cláudio João (Outros - Empresarial)

Desculpe-me a contestação, porém, o caro Merítissimo não poderia ter somente esses diálogos como embasadores de sua decisão. Deve ter mais, coisas que as incriminam. O que lemos são considerações somente, preocupação com o que possa vir, sem em nenhum momento, demonstrar que tivessem participado dos fatos ou transmitidos ordens, como alegou-se na imprensa. Francamente se for isto, será facilmente cassada ou revogada a decisão, salvo se, fatores outros, interferirem.

ARGUMENTO MORAL: QUESTÃO DE INCUNÁBULO!!!

VITAE-SPECTRUM (Funcionário público)

Ora, Jr-Br!!! Questão de berço?! Será que o seu incunábulo se distinguiria do nosso?! Será que você realmente compreendeu a função de um "bom advogado" (não de um chicaneiro) não é adulterar, nem de um lado nem de outro, o sentido profissional. Então, como o sr. se portaria caso designado por um magistrado a ser um "dativo"?! O sr. iria desculpar-se pela sua atividade ou iria, em conciliábulo com a acusação, laborar na condenação do "defendente"?! O sr. parece (digo "parece") demonstrar não ser fiel nem ao juramento levado a efeito na sua colação de grau. Será que o sr. não advoga em tais casos um tanto receoso de ser um experto em "patrocínio infiel"?! Lamentável usar um argumento nitidamente moral - QUESTÃO DE BERÇO - para (tentar) ilidir argumentos jurídicos. Não vi o sr. apontar um só aspecto argumentativo para justificar a prisão cautelar no caso. Ou o sr. julga valer por si mesmo o decreto prisional?! O sr. sabe o que é um "processo"?!O sr. sabe qual o conceito de processo e o porquê de havê-lo no Estado Democrático de Direito?! O sr. já ouviu falar em "Razões de Estado" capazes de transformar indivíduos em "cobaias da justiça"?! Será?! Ou o sr. tem "medo" de juiz, de promotor de justiça e de "autoridades"?! O sr. já ouviu falar em "Sobral Pinto" e "Rui Barbosa"?! Seria bom ler-lhes as biografias para bem se inteirar do que significa ser advogado, pois o sr. demonstra cabalmente não saber o que isto significa. Graças a Deus, o sr. não é médico. Imagina aí o sr. escolhendo cirurgiar os indivíduos em razão da classe social, da procedência dos honorários e do tipo de procedimento. Lamentável, lamentável, mil vezes lamentável a sua percepção do tema.

CORREÇÃO

Júnior Brasil (Advogado Autônomo - Consumidor)

Dr. Pintar, o sr. com suas analogias está sendo um ótimo contador de histórias. O colega entendeu muito bem as coisas que estou falando e fica fazendo essas "gracinhas" para me desmoralizar, mas não me importo.
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Vou começar de novo: quando o "dr. devogado" recebe 1 milhão de reais de honorários de um narcotraficante, da onde veio esse dinheiro? das águas-de-coco que a mamãe dele vende na praia? Ou quem sabe da venda de um apartamento de luxo, quem sabe.
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Entendeu agora? É como falei: fazer esse tipo de trabalho ou não, é uma questão de berço. Não tem nada a ver com CF, princípio da ampla defesa, etc, etc.
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Pior do que isso, é quando o advogado já tem absoluta certeza (a não ser que seja burro) que o delinquente vai sair da prisão e roubar para pagar seus "honestíssimos honorários".
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E são honestos mesmos.
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É dessa voz das ruas que o Joaquim falou e não para mandar um empresário falido (a maioria sonegadores de carreira) procurar nas ruas uma boa orientação acerca de elisão fiscal. Entendeu agora?
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Sei que pego pesado com quem não presta, mas essas suas gracinhas devem fazer sucesso por aí, no centro de S. J. Rio Preto/SP, e não aqui onde milito honestamente, SEM DEFENDER VAGABUNDOS DE CARREIRA.
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Quanto aos "bacharelenses" que se manifestaram sobre as coisas que escrevi, primeiro passem no exame de ordem.

CONTADOR DE HISTÓRIAS

Júnior Brasil (Advogado Autônomo - Consumidor)

Dr. Pintar, o sr. com suas analogias está sendo um ótimo contador de histórias. O colega entendeu muito bem as coisas que estou falando e fica fazendo essas "gracinhas" para me desmoralizar, mas não me importo.
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Vou começar de novo: quando o "dr. devogado" recebe 1 milhão de reais de honorários de um narcotraficante, da onde veio esse dinheiro? das águas-de-coco que a mamãe dele vende na praia? Ou quem sabe da venda de um apartamento de um apartamento de luxo, quem sabe.
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Entendeu agora? É como falei: fazer esse tipo de trabalho ou não, é uma questão de berço. Não tem nada a ver com CF, princípio da ampla defesa, etc, etc.
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Pior do que isso, é quando o advogado já tem absoluta certeza (a não ser que seja burro) que o delinquente vai sair da prisão e roubar para pagar seus "honestíssimos honorários".
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E são honestos mesmos.
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É dessa voz das ruas que o Joaquim falou e não para mandar empresário falido (a maioria sonegadores de carreira) procurar nas ruas uma boa orientação acerca de elisão fiscal. Entendeu agora?
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Sei que pego pesado com quem não presta, mas essas suas gracinhas devem fazer por aí, no centro de S. J. Rio Preto/SP, e não aqui ou milito honestamente, SEM DEFENDER VAGABUNDOS DE CARREIRA.
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Quanto aos "bacharelenses" que se manifestaram sobre as coisas que escrevi, primeiro passem no exame de ordem.

Esse é um fanfarrão!

Balboa (Advogado Autônomo)

"Nunca serão!"
O Capitão Nascimento tinha razão, determinadas pessoas nunca serão! Sérias.

A voz das ruas

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Prezado Júnior Brasil. Porque também não orienta o doente com câncer ou AIDS a ir às ruas buscar junto ao povo o melhor tratamento? Indique também a um grande empresário buscar junto ao povo, nas ruas, a melhor forma de administrar uma empresa, e tente convencer uma grande construtora responsável pela planta de uma enorme ponte a também buscar nas ruas, junto à população, a engenharia necessárias. Quem sabe assim não o internam de vez.

O TAL JOAQUIM...

B M (Advogado Autônomo - Civil)

O "tal Joaquim" pensa que a Justiça está nas ruas, mas ela está nas leis.
O clamor público adora que as punições sejam rigorosas, porém, para os outros, quando a injustiça bate às suas próprias portas, de seus parentes ou amigos, alegam inocência e lembram da dignidade humana. Não tem o menor conhecimento de ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO e SEGURANÇA JURÍDICA.

PUXA-SACOS

Júnior Brasil (Advogado Autônomo - Consumidor)

ou uma pequena claque, talvez.
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Um tal Joaquim, do STF, andou falando coisas semelhantes às minhas no que diz respeito aos criminalistas e donos de grandes escritórios, com mais polidez, lógico, e a OAB abaixou a orelha, como sempre.
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Levantei uma questão sobre aceitar causas de criminosos de carteirinha, que só cometem crimes, desde pequenos, com mais tempo de crime do que urubu de voo. Nada mais que isso.
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E como disse mais ou menos o tal Joaquim, a um ministro que se comporta como advogado de banqueiro: "vá à rua, veja o que o povo pensa, o que estão falando".
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Continuarei pensando da mesma forma de quem vive a defender bandidos profissionais, e fazendo propaganda contra, boca a boca, sempre que possível.

Desconhecimento

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

De fato, concordo com o glauco no sentido de que o Dr. Consumidor não mereceria atenção. As balelas que fala, entretanto, correspondem às impressões mais primárias daqueles não versados em direito, motivo pelo qual me animo a comentar ainda, no intuito de lançar algumas luzes sobre a questão. Na verdade, inexiste diferença alguma entre honorários recebidos para salvar uma vida e honorários recebidos para se realizar uma defesa em processo penal, como bem demonstrou o VITAE-SPECTRUM com sua maestria de sempre. Só sustenta o contrário quem odeia a advocacia. Quando falamos em processo penal, na era moderna, estamos a falar em um órgão acusatório, um juiz independente e imparcial, e em um profissional escolhido pessoalmente pelo acusado, que o defenderá. Acusação e defesa se desdobram ao redor da figura do juiz, e alterar essa HARMONIA significa atentar contra as garantias mais elementares do acusado. A grande dificuldade que a temática enseja é a frequente confusão que as pessoas comuns (não versadas em direito) fazem entre a figura do acusado e a do condenado. Ora, até que haja uma sentença condenatória irrecorrível ninguém pode ser considerado culpado. Trata-se de garantia individual de todo acusado, prevista no ordenamento jurídico pátrio e em todos os ordenamentos modernos, sem exceção de nenhum. O advogado criminalista assim, na maioria das vezes, está a cuidar de interesses do acusado, que pode ao final (como ocorre muitas vezes) ser considerado inocente. O ofício da advocacia criminal, atividade que não exerço, é na verdade umas das mais árduas áreas do direito, cabendo a todos manifestar o devido respeito e consideração para com os profissionais.

diálogo esclarecedor

glauco (Advogado Autônomo - Criminal)

Permitam, mas o nobre magistrado esta justificando a prisão das Colegas baseado "apenas" neste contéudo?
Não percam tempo com o Dr.Consumidor,falta-lhe conhecimentos de filosofia e Direito Penal.

Faltou dizer uma coisinha...

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

A considerar o conteúdo dialógico noticiado e pelo andar da carruagem, o processo contra os advogados tem todas as cores de um típico processo KAFKIANO. E depois de ler o livro «O Escândalo de Daniel Dantas», tive a certeza de que alguns começaram a perceber como a Justiça de primeiro e segundo graus têm julgado os processos criminais. Na verdade, qualquer um minimamente versado nos meandros da razão fica perplexo de constatar que: 1) não se faz o cotejo das alegações com as evidências apresentadas como suporte delas; 2) aceitam-se alegações meramente emotivas; 3) aceitam-se discursos evasivos, não raro quiméricos, que quando não distorcem a realidade, fundam-se numa conjectura, pura ficção como razão de pedir da acusação e da polícia; 4) não há nenhum compromisso com a lógica e o raciocínio dedutivo ou mesmo indutivo (com as cautelas que este impõe).
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A confirmação disso eu obtive há mais ou menos uns 6 anos quando ouvi, primeiro de um juiz federal, depois de um juiz estadual, que eles, os juízes, sempre sabem exatamente o que está acontecendo e o que aconteceu, ainda que não haja nos autos uma prova robusta dos fatos. O juiz federal chegou a dizer que certa feita como não tinha prova lícita da culpabilidade de determinado acusado, procrastinou o máximo possível a revogação da prisão preventiva e a devolução dos bens apreendidos para que lhe servisse de lição e para que ele, o acusado, tivesse um prejuízo econômico de vulto.
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Dizer mais o que de uma justiça (assim mesmo, em minúsculas) que funciona desse modo?!
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O livro citado apresenta com nitidez esse cenário tétrico no caso Daniel Dantas.
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(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito e doutorando pela USP – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

Não há nada mais a falar....

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

O VITAE-SPECTRUM esgotou o assunto. Só me resta pedir licença e subscrever TODOS os seus comentários nesta notícia, aduzindo apenas que ao deparar com a notícia da prisão dos advogados, chamei a atenção para o açodamento do decreto prisional, no meu sentir muito mais fundado em um PRECONCEITO do que em qualquer elemento jurídico. Isso não significa defender os advogados pelo fato de serem advogados. Mas defender o estado de direito. NINGUÉM deveria ser preso com argumentos genéricos e uma base rasa de conjecturas, sem nenhum fundamento e nenhuma evidência exigível em lei. NINGUÉM.
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(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito e doutorando pela USP – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

ESQUECERAM DE MENCIONAR A CONVERSA DOS ADVOGADOS

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

PÔ, TUDO ISSO ?

MORALISMO E MORALISMO

VITAE-SPECTRUM (Funcionário público)

Ô coitado, Jr-Br!!! Você não sabe o que escreve. Quanto ao meu trabalho, não se preocupe com isto, não, pois isto não lhe interessa. Ademais, quem lhe disse que estou em atividade?! Leia e releia o que você escreveu!!! Você escreveu isto sim e ainda generalizou!!! Agora, por ser tíbio, não assume as suas afirmativas. De mais a mais, duvido de que você escolha os seus clientes. Isto só parece bravata de um fanfarrão. Digo "parece"... Du-vi-d-o-dó... De qualquer modo, qualquer um pode ser preso, Júnior Brasil, até você. Então, não julgue os "advogados presos" como se fosse imune a isto e isento de sujeitar-se a uma injustiça.

VITÃO

Júnior Brasil (Advogado Autônomo - Consumidor)

funcionário público da onde? não passou no exame de ordem? ou passou e não conseguiu advogar (muito comum hoje em dia) e prestou concurso para técnico?
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Escolho cliente sim. Quem pode, pode, quem não pode, presta concurso. Dá mais segurança, estabilidade, muito embora fique longe da realidade e certamente não percebe o que a população pensa dos advogados. Diga-se, advogados que advogam de verdade!
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E não coloque palavras na minha boca. Até agora falei de defender traficantes, nada mais. Lógico que fica difícil saber a origem do dinheiro de todas as pessoas que nos procuram. Agora, ser contatado pelo maior traficantes do RJ e ignorar a origem do dinheiro, sei lá, parece falta de caráter. Parece...
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E como funcionário público, identifique-se, pois está no horário de trabalho teclando no Conjur...rs. Ah tá, aqui no Brasil, sil, sil, isso também deve ser correto, ético, moral...kkk.

Dr. Pintar

Júnior Brasil (Advogado Autônomo - Consumidor)

estou trabalhando. Muito ocupado. Não tenho tempo para bater papo, entretanto, perderei alguns minutinhos.
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A origem do dinheiro para salvar uma vida é diferente da origem do dinheiro para salvar a liberdade pelo crime cometido.
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É quase impossível um traficante e um ladrão pagarem honorários que venham de local distinto da sua atividade criminosa. Estuprador, estelionatário, homicida etc, até é possível, mas ladrão e traficante, não.
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O médico não deve perguntar de onde veio o dinheiro para pagar por um atendimento, vendo tanta agonia. Agora, sabendo-se que é um criminoso de carteirinha, se o advogado teve alguma educação primária e secundária (pegando o canudo isso é esquecido por muitos), deveria se preocupar sim sobre o que está fazendo, se está acrescentando algo para a sociedade e não apenas para o seu bolso. Enfim, uma questão de berço. Uns tem, outros, não.
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Uma coisa nada tem a ver com a outra e é comum advogados que vivem a defender bandidos fazerem tal analogia para justificar coisas repugnantes.
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Essa analogia me fez lembrar algo parecido na graduação que ocorreu na aula de ética. O professor, lendo o "almanaque das prerrogativa", tentava convencer os alunos de algo parecido e com o mesmo exemplo.
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Enfim, não "colou", e não "cola", pois a sociedade não nos respeita por essas atitudes.
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Mas aceito que esses vagabundos sejam defendidos por defensores públicos. A indecência seria bem menor! Alguém tem que fazer esse trabalho sujo e quem estaria pagando - muito mal por sinal - é o Estado.
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Não defendo vagabundos e vivo muito bem, graças à Deus.
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Sds. e bom trabalho.

Triste retrato

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Creio que uma das mais evidentes características do cidadão brasileiro nos dias de hoje, considerando as mais diversas culturas, é o evidente desprezo pelas ideias gerais que devem nortear uma Nação. Sabemos, por exemplo, que os Estados Unidos da América floresceram em meio a princípios idealizados pelos fundadores da referida república, e inúmeras outras nações desenvolvidas seguem o mesmo exemplo. No Brasil, porém, a ideologia de cada um é a ideologia que lhe interessa naquele momento. Tudo muda ao sabor dos interesses momentâneos, levando-nos à situação caótica na qual nos encontramos. Se o sujeito precisa de um advogado para resolver um problema já passa a sustentar que esses profissionais são verdadeiros deuses. Quando chega a hora de pagar os honorários passa a sustentar que são criminosos perigosos, que precisam "ir em cana". Todos os políticos são corruptos para a população, mas se há a possibilidade de um cargo comissionado o político com poder de nomeação passa a ser o mais respeitável cidadão que existe. E assim por diante. Ora, faz-se necessária ou não, sob o aspecto teórico, que exista uma classe de profissionais cuja incumbência é defender o cidadão acusado em juízo, seja ele quem for? Esses profissionais precisam ou não de garantia especial, a fim de que não venham a sofrer perseguições em função da atividade que exercem? A resposta a ser obtida a esses questionamentos no Brasil de hoje é dúbia. A maioria dirá que para ele deve existir sim esses profissionais, com um amplo rol de garantias e prerrogativas. Para o vizinho não. Difícil se construir uma Nação forte quando as ideias mais básicas que devem reger a vida coletiva estão ao sabor do vento, moldadas de acordo com os interesses momentâneos de cada um.

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