Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Confiança em xeque

Estudo mostra desconfiança na Justiça

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou na quarta-feira (17/11) o resultado de um estudo sobre a percepção dos brasileiros em relação aos serviços públicos. Segundo o levantamento, os cidadãos não acreditam na honestidade da Justiça, nem que haja imparcialidade e rapidez nas decisões. Foram entrevistadas 2.770 pessoas nas cinco regiões do país. A margem de erro da pesquisa é de 5% e o grau de confiança é de 95%. A reportagem é da Agência Brasil.

A pesquisa avaliou também a percepção nos casos em que os entrevistados já tiveram processos tramitando na Justiça. As pessoas que propuseram ação atribuíram ao serviço nota 3,79. No caso dos réus, a média foi de 4,43. Aqueles que nunca tiveram processo tramitando no Judiciário deram nota 4,86. A escala, nesses casos, varia de 0 a 10.

Segundo o Ipea, em uma escala de 0 a 4, a honestidade da Justiça teve média de 1,17. A imparcialidade no tratamento dos cidadãos e a rapidez na decisão dos casos tiveram nota 1,18. Esses índices ficaram abaixo da média de 2 pontos estabelecida pela pesquisa para essa escala. O estudo também apontou a percepção das pessoas sobre o custo e a facilidade do acesso à Justiça, que tiveram notas 1,45 e 1,48, respectivamente, e sobre a dimensão da capacidade de produção de boas decisões e de resolução justa de conflitos, com nota 1,60.

Quando avaliada de maneira geral, o Judiciário recebeu nota 4,55 numa escala de 0 a 10. Comparando os resultados por região, o Ipea apontou nota geral de 5,27 no Norte e 5,30 no Centro-Oeste. No Nordeste, a nota foi 4,70; no Sul, 4,26; e no Sudeste, 4,07.

Revista Consultor Jurídico, 20 de novembro de 2010, 12h28

Comentários de leitores

3 comentários

Nao da para confiar na justica brasileira

Osvaldo Regazolli (Administrador)

Vejam os Senhores,
Comprei um terreno com certidoes negativa do ministerio do trabalho tudo ok, registrei o imovel tudo direitinho, depois de 6 meses apareceu um oficial de justica dizendo que o terreno iria para leilao e oficial da justica disse que eu era um laranja que comprei um terreno que estava embargado, a pessoa fisica que me vendeu tinha dois processos trabalhista contra a empresa dele, mas porque entao o Ministerio da Justica do Trabalho deu a certidao negativa???
Entrei com embargos a terceiros dos dois processos um foi favoravel a mim o outro eu perdi, resultado tenho que recorrer, mas para eu recorrer tenho que depositar mais de R$ 12.000,00 na conta da justica. Enquanto sofro as consequencias de um crime que nao cometi, a pessoa que vendeu o terreno que é o criminoso esta livre e feliz dando risada nas minhas costas e eu corro o risco de perder o terreno e todo o IPTU pago anualmente que é de r$ 2000,00 que justica é essa que pune quem nao tem culpa de nada e deixa o culpado livre.
Atenciosamente
Osvaldo Regazolli

Estudo mostra desconfiança na Justiça

Renato C. Pavanelli. (Advogado Autônomo - Civil)

Boa Noite.
Sobre o tema realmente procede algumas razões da pesquisa.
A justiça é lenta, complicada,
Tal demora perde a solução do chamado efeito "Didático"
A justiça do trabalho que agora julga ações de indenizações de danos morais e materiais decorrentes de acidente de trabalho, os juízes em sua maioria estão totalmente despreparados, em especial para composição de valores indenizatórios são uns desastres, esse procedimento deveria voltar para as áreas cíveis dos estados ou então quem sabe para a justiça federal.
Julgam mortes, perdas de danos como se fosse um joguinho de pobre X rico, e a priori quem sai perdendo é o acidentado.
As péssimas condições de trabalho das serventias e seus funcionários é uma vergonha, não se tem estrutura adequada, não se tem espaço para o trabalho, para o público, para advogados etc.
As publicações judiciais de forma parciais fazem com que advogados tenham que ir aos fóruns diariamente com enormes perdas de tempo e dinheiro.
Então, esperar o que da justiça brasileira, não se vislumbra boas soluções a curto prazo, quem se beneficia disso? O mau pagador, o corrupto, o criminoso, o chamado esperto, me desmintam se não for verdade (Creio ser melhor para aqui, pois, a lista é longa e muito longa)
Saudações.
Renato C. Pavanelli.

desconfiança

Rolando Caio Brasil (Estudante de Direito)

Essa pesquisa revela apenas o que o governo, na sua acepção mais ampla, se recusa a ver. O Judiciário, como parte do governo, se comporta como uma avestruz que enterra a cabeça na areia, deixando de zelar pelo valor maior da justiça para o qual foi idealizado. Disso, inegavelmente só pode resultar a desconfiança.

Comentários encerrados em 28/11/2010.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.