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Lamentável e preocupante

CNJ já cortou da própria carne, diz ministro

Impedido de falar especificamente sobre a inspeção na Justiça Estadual de Mato Grosso do Sul para não antecipar o seu voto como vice-presidente do Conselho Nacional de Justiça, o ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal,  afirmou, que o conselho já “cortou da própria carne” ao proibir o nepotismo no Judiciário. Segundo ele, foi um pedido de confiança à população sobre a apuração do suposto esquema de mensalão que envolve o Estado. A notícia é do portal Campo Grande News.

Se reservando ao direito de não falar sobre o caso de Mato Grosso do Sul, que foi alvo de denúncias durante o período eleitoral, Ayres Britto disse que é “ruim, lamentável” e preocupante as notícias recentes de envolvimento do Poder Judiciário em esquemas criminosos.

“Estatisticamente - não vou dizer que é inexpressivo, porque vai dar a entender que não é preocupante - é muito preocupante, mas no universo do Judiciário é um número pequeno”, afirmou. Para Britto, que participou do IX Congresso Nacional dos Defensores Públicos, o CNJ faz um serviço à população ao “cortar da própria carne” e com isso cumpre o seu dever.

O CNJ determinou a realização da inspeção na Justiça de Mato Grosso do Sul a partir do dia 29 deste mês. A fiscalização foi justificada pela “necessidade de se garantir absoluta transparência à apuração da suposta existência de um mensalão junto a instituições públicas do Mato Grosso do Sul, para que a credibilidade do Poder Judiciário seja preservada”. As denúncias de corrupção envolvem os três Poderes do Estado.

Revista Consultor Jurídico, 20 de novembro de 2010, 16h01

Comentários de leitores

3 comentários

CORTE OU ARRANHÃO ?

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

" ESSES CASOS ,NO UNIVERSO DO JUDICIÁRIO, SÃO UM NÚMERO PEQUENO.." SIC- Pequeno, Sr. Ministro, porque pequeno também é o Judiciário em relação aos demais poderes da República e a sociedade civil.Não se pode admitir que a quem cabe fazer cumprir as leis, delas se eximam por considerarem-se inatingíveis. Portanto o "cortar a própria carne" para evitar nepotismo no Judiciário,na verdade representa uma leve "lanhada", quiça até sem sangrar. É preciso mais, bem mais. Só resta saber se estão dispostos a isso.

Cortes

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Se "cortou da própria carne", na verdade cortou carne podre.

CNJ, UMA POESIA

themistocles.br (Advogado Sócio de Escritório - Administrativa)

O que significa dizer que o CNJ "cortou a própria carne"? Aparentemente, significaria que se praticava nepotismo dentro do CNJ? Mas que depois foi proibido dentro do CNJ? Se eventualmente ocorreu nepotismo, o CNJ tomou alguma providência contra quem praticava nepotismo? Quais teriam sido os cortes na "própria carne"?

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