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Operação Satiagraha

Diretora da Opportunity rebate interpretação de resenha

A diretora do Opportunity, Maria Amalia Coutrim, não concordou com a interpretação da resenha "A guerra nada santa do delegado Protógenes", publicada na revista Consultor Jurídico no sábado (13/11). O texto, escrito pelo jornalista Maurício Cardoso, trata do livro O Escândalo Daniel Dantas — Duas Investigações, do jornalista Raimundo Rodrigues Pereira.

Em carta enviada à ConJur, Maria Amalia Coutrim afirmou que o texto reproduz a opinião de Cardoso sobre o caso e não do autor do livro. "Saber como Maurício Cardoso chegou a ela ao ler O Escândalo Daniel Dantas — Duas Investigações passa a ser mais um mistério a ser elucidado na Satiagraha". Ela alega, ainda, que o texto possui informações contraditórias. Raimundo Pereira foi entrevistado antes pelo site.

Leia a carta enviada pela diretora do Opportunity à revista ConJur:

O texto “A guerra nada santa do delegado Protógenes”, editado em 13/11/2010, na Consultor Jurídico, traz afirmativas contraditórias que precisam ser esclarecidas.

O abre do texto destaca que “pouca gente no Brasil sabe dizer do que é acusado o banqueiro Daniel Dantas. Mas todo mundo tem certeza de que ele é culpado”. Segundo Maurício Cardoso, “o Brasil inteiro acreditou no que disse o seu acusador-mor, o delegado afastado da Polícia Federal e deputado federal eleito Protógenes Queiroz, o jornalista Raimundo Rodrigues Pereira, não. Para Raimundo Pereira, a transformação de Daniel Dantas no bode expiatório de todos os males do Brasil foi uma decisão política do presidente Lula”.

Diante disso, fica difícil entender o motivo de Cardoso ter escrito que “pode-se deduzir da leitura do livro de Raimundo Pereira que foi a falta de foco do delegado no objeto inicial de sua missão, aliada à sua pretensão de querer consertar o mundo, que permitiram que Daniel Dantas só tenha sido condenado por crime de corrupção numa sentença que está em recurso. Caísse o seu caso em mãos mais competentes e mente mais lúcida, a sorte do banqueiro poderia ter sido bem pior.”

Essa dedução é do autor do texto na Consultor Jurídico, e não do autor do livro, Raimundo Pereira. Saber como Maurício Cardoso chegou a ela ao ler O Escândalo Daniel Dantas – Duas Investigações passa a ser mais um mistério a ser elucidado na Satiagraha.

O fato é que se o caso tivesse caído em mãos não comprometidas ele sequer teria existido – já que não havia crime a ser investigado, mas interesse privado a ser atendido. Aliás, o próprio Cardoso destaca que “a denúncia feita contra Dantas – aplicação ilegal de fundos de investidores residentes no Brasil em um fundo em Cayman – foi analisada também pelo Banco Central e pela CVM que não conseguiram comprovar o ilícito. Por sinal, a legislação atual já não tipifica como crime o tipo de transação em questão”.

Por sua vez, a atuação do delegado na ação controlada da Satiagra foi dissecada pelo repórter Raimundo Pereira, que mostrou tratar-se de uma armação. Aliás, a Justiça Federal condenou essa semana o delegado Protógenes Queiroz por fraude processual e violação de sigilo funcional a três anos e quatro meses de prisão – pena substituída pela prestação de serviços comunitários.

Maurício Cardoso afirma que o livro “dá nota zero para os métodos de investigação e as intenções ocultas do delegado Protógenes Queiroz”. Ao mesmo tempo, o autor do texto da Conjur afirma que o delegado “tinha a pretensão de consertar o mundo”. É um raciocínio que foge a lógica. Só se estiver se referindo ao mundo oculto dos interesses privados das telecomunicações.

Afirma ainda Cardoso que a oportunidade para a PF intervir surgiu quando “agentes da Kroll contratados pelo Opportunity para bisbilhotar a Telecom Itália acabaram atingindo o então secretário de comunicação do governo Lula, Luiz Gushiken, e do presidente do Banco do Brasil, Cássio Casseb”. Deve-se notar que o caso Kroll que resultou na Operação Chacal, em 2004, foi considerado uma fraude na Itália. Depois de seis anos, a Justiça do Brasil também decidiu arquivar o caso e afirmou que não havia motivos para ter sido levado adiante. Ou seja, não tinha nada de bisbilhotagem do alto escalão do governo Lula, mas comprometimento com a estratégia de negócios dos italianos.

Ao que tudo indica, Maurício Cardoso não deixou de ser contaminado pelas mentiras repetitivas de Protógenes Queiroz & Companhia. Para o autor do texto da Conjur, o livro de Raimundo Pereira não prova a inocência de Dantas, mas reconhece que não se sabe do que ele é acusado.

Em síntese: Dantas é culpado por um crime que não se sabe qual é. O raciocínio kafkiniano de Cardoso deve ser reflexo da “maior campanha midiática, política, policial e judicial feita no país contra um cidadão”.

Atenciosamente,
Maria Amalia Coutrim — diretora do Opportunity

Revista Consultor Jurídico, 15 de novembro de 2010, 14h08

Comentários de leitores

2 comentários

CENSURA

Júnior Brasil (Advogado Autônomo - Consumidor)

o jonalista do conjur coloca o título que ele bem entender e a Diretora deve falar para o chefinho que existe imprensa livre no país e, além disso, instrumentos jurídicos para retificar o título da matéria, muito embora a ação esteja fadada ao insucesso.
.
O Conjur deve exercer seu direito livre de imprensa sem dar satisfação para banqueiros.

Traduzir de guerra santa para guerra de classes sociais

futurae visionis (Advogado Autônomo - Civil)

Existem muitos candidatos a paladino nas guerras de classes sociais entre a burquesia e os trabalhadores, e isto torna-se notorio com filiação ao PCdoB. O interessante neste aspecto que ocorre a aceitação popular, pois estara combatendo um burgues.
Existe uma discriminação em entender que o empresario para ter sucesso, passa necessáriamente pela pratica de atividades amorais ou explorando os trabalhadores. Como disse um amigo espanhol, o brasileiro precisa ter amor a patria, consciencia politica e estar sempre ponto a lutar pela democracia (liberdade.

Comentários encerrados em 23/11/2010.
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