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Briga com cliente

Banca de Maryland é processada por embaixada

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Uma banca de advocacia do Estado de Maryland e três de seus advogados se tornaram réus em um processo que corre em Washington. Eles são acusados de não restituirem cerca US$ 1,6 milhão de imposto federal para seu cliente: a Embaixada da República Federal da Nigéria nos Estados Unidos.

A restituição corresponde à venda de um terreno pela representação diplomática nigeriana no Distrito de Columbia. A embaixada, representada pela banca Patton Boggs (de Washington), entrou com a ação judicial contra o escritório ECU Law Group, de Silver Spring, Maryland, esta semana. Os advogados que representam a missão diplomática alegam que o ECU, que fez a transação imobiliária para o governo nigeriano, deixou de devolver ao cliente a restituição de um imposto federal, embora tivesse se comprometido a fazê-lo.

De acordo com o site do The Legal Times, veículo especializado em cobrir os bastidores da advocacia, o advogado Efraim Ugwuonye, que trabalha para a banca ECU, representou legalmente a embaixada em diversos negócios de compra e venda de imóveis. O advogado, contudo, ao auxiliá-los na venda de uma propriedade na zona noroeste de Washington se apossou da restituição de um imposto pago pela embaixada ao governo dos EUA, segundo a embaixada nigeriana.

A Embaixada da Nigéria acusou Ugwuonye de sequestrar os recursos com a justificativa de mantê-los como pagamento por outros serviços prestados. No entanto, os advogados do reclamante garantem que Ugwuone recebeu 3,5% do valor da venda do imóvel como honorários.

A situação ficou mais complicada quando Bruce Fein, outro advogado da ECU, que representa o colega Efraim Ugwuonye, disse que a restituição da qual seu cliente se apossou se refere, na verdade, a uma assessoria prestada ao governo nigeriano durante uma transação imobilária feita em 2008 no Estado de Ilinois .

Fein alega que Ugwuonye prestou serviços para um membro da Junta Militar que governou a Nigéria durante os anos 90, o representando legalmente durante a compra e venda de imóveis.

Na época, contudo, Ugwuonye, cumpria uma suspensão de 90 dias imposta pelo Estado de Maryland, que o impedia de exercer a advocacia. O advogado desrespeitou leis que regulamentam a profissão no estado ao cobrar uma taxa indevida de um cliente por uma causa simples em que não cabia a cobrança. Foi assim suspenso por três meses.

Os advogados da embaixada afirmaram que Ugwuonye não os comunicou sobre a suspensão e, em nenhum momento, deixou de exercer a advocacia durante o período exigido pela lei do estado.

O advogado Ephraim Emeka Ugwuonye é de origem nigeriana e atuou nos Estados Unidos como membro da Câmara de Comércio EUA-Nigéria.

 é correspodente da revista Consultor Jurídico nos Estados Unidos.

Revista Consultor Jurídico, 13 de novembro de 2010, 5h15

Comentários de leitores

2 comentários

Cuidado com adEvogadÚs, que são minoria

Manente (Advogado Autônomo)

Caro Advogado Santista 31,
O duro é que aqui, os tais adEvogadÚs não preocupados com a OAB, muito menos com o Tribunal de Ética. Basta uma simples suspensão e ai, logo em seguida, estão livres, leves e soltos, para apropriarem indevidamente valores que pertecem a novos clientes.
Não sei lá, mas, aqui e esta é uma informação privilegiada, grande parte daqueles que gostam de lesar os clientes, que são a minoria, nada tem, pois, o que vem fácil, vai fácil também.
É lamentável, pois, aqui eles não exercem, mas fazem as peças e outros adEvogadÚs que não têm dignidade assinam, fazem audiências, enfim...
Lamentavelmente!!!
Tinham que perder a carteira definitivamente, responder criminalmente, ter os bens sequestrados, ai sim, pensariam mais vezes antes de ser desonestos, etc.
Esta matéria prova que não é só no Brasil que tem desonestidade!!!

Lá é rapido. Já aqui...

Advogado Santista 31 (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Se fosse aqui, iria demorar anos. Que deus ajude os jurisdicionados que caem nas garras de adEvogados que sujam a nossa já tão combalida profissão.

Comentários encerrados em 21/11/2010.
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