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Missão na Presidência

Dilma promete frear especulações e proteger a moeda

Dilma Rousseff faz o primeiro pronunciamento como presidente eleita do Brasil - Marcello Casal Jr/ABr

A presidente eleita, Dilma Rousseff, disse que o Brasil atuará de maneira forte nas instâncias internacionais para frear especulações financeiras e proteger a moeda brasileira. “É preciso, no plano multilateral, estabelecer regras mais claras e mais cuidadosas para a retomada dos mercados de financiamento, limitando a alavancagem e a especulação desmedida, que aumentam a volatilidade dos capitais e das moedas”. A informação é da Agência Brasil.

Dilma disse que não será uma tarefa fácil fazer com que o país continue crescendo a altas taxas e reconheceu a necessidade de “qualificar” o desenvolvimento econômico do Brasil. “Reconheço que teremos um duro trabalho para qualificar o nosso desenvolvimento econômico. Essa nova era de prosperidade criada pela genialidade do presidente Lula e pela força do povo e de nossos empreendedores encontra seu momento de maior potencial numa época em que a economia das grandes nações se encontra abalada”.

A presidente eleita deu sinais de que vai conduzir a economia do país voltada para o mercado interno. Ela avaliou que as condições externas ainda são adversas e que no curto prazo, não poderá contar com “pujança” das economias dos países desenvolvidos. “No curto prazo, não contaremos com a pujança das economias desenvolvidas para impulsionar nosso crescimento. Por isso, se tornam ainda mais importantes nossas próprias políticas, nosso próprio mercado, nossa própria poupança e nossas próprias decisões econômicas”, disse a petista ao defender o que ela própria chamou de “nova era de prosperidade”.

Ela fez questão de rechaçar a ideia de que a fará um governo fechado para as grandes economias mundiais. “Longe de dizer, com isso, que pretendamos fechar o país ao mundo. Muito ao contrário, continuaremos propugnando pela ampla abertura das relações comerciais e pelo fim do protecionismo dos países ricos, que impede as nações pobres de realizar plenamente suas vocações”.

“Mas é preciso reconhecer que teremos grandes responsabilidades num mundo que enfrenta ainda os efeitos de uma crise financeira de grandes proporções e que se socorre de mecanismos nem sempre adequados, nem sempre equilibrados, para a retomada do crescimento”, disse a presidente eleita.

Outro ponto enfatizado por Dilma diz respeito à responsabilidade fiscal. Ela deixou claro que não aceitará ajustes que representem menos investimentos em programas sociais. “Faremos todos os esforços pela melhoria da qualidade do gasto público, pela simplificação e atenuação da tributação e pela qualificação dos serviços públicos. Mas recusamos as visões de ajustes que recaem sobre os programas sociais, os serviços essenciais à população e os necessários investimentos”.

“Cuidaremos de nossa economia com toda responsabilidade. O povo brasileiro não aceita mais a inflação como solução irresponsável para eventuais desequilíbrios. O povo brasileiro não aceita que governos gastem acima do que seja sustentável”.

Revista Consultor Jurídico, 1 de novembro de 2010, 12h14

Comentários de leitores

1 comentário

Nem o Chapolin Colorado poderá ajudar...

Richard Smith (Consultor)

O interessante será como? Por quê a situação é estrutural. O (des)governo ora agonizante apesar de todo o blá-blá-blá não cuidou das reformas que podriam resolver os entraves legais para que pudessemos ter aporveitado uma das maiores ondas de prosperidade que o mundo já teve. Ao contrário, no primeiro (des) governo) o Brasil andou de lado, crescendo à média de 2,5% ao ano, quando os países ricos, cresciam à media de 4/5|% ao ano, a China à base de 11% e a América Latina à média de 5%.
Hoje, como antes do Regime Militar, somos exportadores de commodities e nem da triste política de "susbtituição de importações" desenfreada do Governo Geisel podemos nos beneficiar, pois estamos importando de tudo e em detrimento da Indústria nacional.
Houve um festival de aumento d despesas, principalmente na contratação de mais de 300 mil funcionários públicos (quase tudo "cumpanheiro") o que agravou e agravará mais ainda o prblema do fechamento de contas.
Como o governo continua pagando juros altíssimos, o capital especulativa faz pátria do Brasil.
Como a tendência é de baixa do Dólar nos Estados Unidos e como nossas contas estão para lá de ruíns, é lícito perguntar: como S. Exa. Presidente-Marionete pensa fazer? Será que o seu doutorado fajuto de economia poderá ajudá-la?
(cartas para a redação)

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