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Estudos jurídicos

Rogéria Dotti é a primeira mulher a presidir o IAP

 Rogéria Dotti - Estéfano Lessa

O Instituto dos Advogados do Paraná (IAP) elegeu, pela primeira vez, uma mulher para a presidência da entidade. Rogéria Dotti permanece no cargo até 2011. Durante seu discurso, ela reforçou que o papel do instituto é promover a ética e a ciência do Direito por meio de cursos, eventos e palestras. Entre as ações do instituto para o ano, Rogéria citou a elaboração de propostas para o anteprojeto do novo Código de Processo Civil, que está em discussão no Senado.

“Tenho que confessar que hoje sinto o peso da responsabilidade. Pela primeira vez em nosso Estado uma mulher exerce a presidência do instituto. Isto para mim, muito mais que motivo de alegria, é o estímulo para um trabalho sério e competente”, afirmou em discurso.

Em relação a história do IAP, Rogéria lembrou que a partir da instalação dos primeiros cursos jurídicos no Brasil, em 1827, começou também a surgir a intenção de se criar uma associação que pudesse defender e aprimorar a advocacia brasileira. “Em 1843 foi então fundado o Instituto dos Advogados Brasileiros, seguindo um modelo português. Através dos Estatutos da Associação dos Advogados de Lisboa começaram a se delinear as primeiras regras de uma associação de classe no Brasil. A ideia era criar uma entidade que permitisse, quando fosse oportuno, a criação da Ordem dos Advogados”, lembra.

O Instituto dos Advogados do Paraná surgiu em 1917 e tem como objetivo investir no aprimoramento científico e cultural dos profissionais do Direito de nosso Estado. “De lá para cá, todos os institutos que foram sendo criados no Brasil tornaram-se órgãos de estudo e debates de temas e assuntos jurídicos de grande relevo. Constituíram, assim, uma força a mais na luta da OAB pela advocacia séria, ética e competente”, afirmou Rogéria.

[Foto: Estéfano Lessa]

Revista Consultor Jurídico, 29 de março de 2010, 19h34

Comentários de leitores

1 comentário

A discriminação continua

Claudimar Barbosa da Silva ()

É pena que a eleição de uma colega para presidir o IAP ainda seja objeto de uma manchete tão discrimimnatória. Quanto será que a escolha ou a eleição de uma mulher para qualquer posto, em organizações públicas ou privadas, deixará de chamar a atenção, como se fosse o fato mais extraordinário do mundo? Homens e mulheres são iguais perante a alei, diz a Constituição Federal. Porém, parece que pouca gente - a imprensa inclusive - se dá conta dessa realidade, preferindo ver tudo como se fosse uma concessão do universo machista. Se a mulher é constitucionalmente igual ao homem, que diferença faz se ela ou ele é eleito para um cargo de destaque? É preciso parar com essas manchetes discriminatórias!

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