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Período de turbulências

Caarj volta a fazer planos para o futuro

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A Caixa de Assistência dos Advogados do Estado do Rio de Janeiro (Caarj) volta a fazer planos para o futuro, depois de enfrentar grandes turbulências. Nos últimos três anos, seus dirigentes tiveram que encarar a gigantesca tarefa de sanear dívidas acumuladas em anos de equívocos e de péssima gestão. Só respiraram mais aliviados quando conseguiram negociar os prazos de pagamento de obrigações contratuais junto aos credores e, mais do que isso, quitar R$ 40 milhões do total de uma dívida que chegou a inacreditáveis R$ 100 milhões.

Pareceu uma boa idéia aos antigos diretores  fazer da Caarj um plano de saúde. Com o tempo, porém, a criação virou um verdadeiro monstro. Toda a receita da instituição era usada para atenuar o rombo do plano. O que deveria ser um benefício para os advogados se transformou em um verdadeiro buraco que sugava todos os seus recursos.  Para a assistência social, finalidade para a qual a Caarj foi criada, em 1942,  eram destinados minguados R$ 120 mil por ano.

Hoje, além de operar na legalidade, sem correr mais nenhum risco de intervenção da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a  diretoria da Caarj quer reverter em benefícios reais a anuidade que a categoria paga à Seccional do Rio de Janeiro. Esse é um direito dos advogados e um dever da OAB/RJ. Foi com esse objetivo, aliás,  que ela  buscou  oferecer um atendimento médico e odontológico mais qualificado para todos os advogados e seus familiares, por meio de parcerias com empresas de saúde com gestão profissional.

Antes, por exemplo, só oferecíamos o serviço de odontologia na capital, o que fazia com que os advogados do interior subvencionassem um  benefício do qual não usufruíam. Vale ressaltar que o convênio com a Goldental, renovado recentemente por mais três anos, universalizou a assistência odontológica, levando o serviço gratuito a todos os inscritos na OAB/RJ.

Enfim saneada, depois de estancar a sangria através da qual escorria o patrimônio da categoria, a Caixa alterou profundamente a rota de sua atuação, se dedicando à tarefa original de prestar a devida assistência aos profissionais do Direito.

Em suma, a Caarj volta a investir basicamente em assistência social, adotando o modelo bem-sucedido de São Paulo, Paraná e Goiás. Isso inclui a implementação de uma rede conveniada complexa e com a capilaridade necessária de prestação de diversos serviços que terão como sua meta prioritária a saúde preventiva, com campanhas para esse fim. Também já foi instalada uma Central de Atendimento aos advogados com agilidade suficiente para atendê-los  com qualidade.

Porém, mais do que adotar esse ou aquele modelo, a Caarj quer voltar a ser objeto de orgulho dos advogados. Por isso, está nos planos de sua atual diretoria a recuperação do prédio onde está instalada, que já foi sede do Conselho Federal e palco de memoráveis batalhas em defesa da cidadania. Ali, queremos construir um Centro Cultural, utilizando os benefícios da Lei Rouanet,  o que torna viável a realização de um projeto que vai sepultar de vez  os anos em que a Caarj mergulhou na desorganização e na desmoralização. 

Felipe Santa Cruz Presidente da Caixa de Assistência dos Advogados do Estado do Rio de Janeiro

Revista Consultor Jurídico, 25 de março de 2010, 14h00

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