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Prazo do visto

Brasileira que forjou ataque terá que deixar Suíça

A brasileira Paula Oliveira, condenada em 2009, por tentar enganar a Justiça da Suíça ao forjar um ataque neonazista contra ela própria, já está no Brasil. Segundo informa O Globo, o seu pai Paulo Oliveira, disse que ela já está em casa, em Pernambuco e passa bem. Nesta sexta-feira, a BBC Brasil afirmou que havia uma determinação judicial para que a brasileira deixasse a Suíça até 31 de março.

O prazo foi dado pelas autoridades de imigração suíças, que decidiram não prolongar a validade do visto de permanência da brasileira. O visto atual foi concedido na época em que a advogada trabalhava para uma empresa multinacional em Zurique. Segundo a BBC, Paula Oliveira poderia ter recorrido contra a decisão das autoridades suíças até o dia 5 de março, mas, de acordo com informações das autoridades de imigração de Zurique, não o fez.

Já o pai da advogada disse que ela não solicitou renovação do visto e que, para retornar a Pernambuco, só abriu mão do seguro desemprego a que teria direito por dois anos. Para o pernambucano, o episódio envolvendo a filha é "página virada". Ele negou que ela tenha sido ameaçada de deportação.

Em dezembro, a advogada foi condenada a pagar uma multa de 10,8 mil francos suíços (quase R$ 18 mil) pelos acontecimentos de fevereiro de 2009, além das custas do processo, outros 15 mil francos suíços.

Marcas no corpo
Quando o caso veio à tona, a brasileira disse que havia sido alvo de um ataque xenófobo de neonazistas. Paula alegou que estava grávida e que tinha perdido gêmeos depois que os agressores marcaram, no corpo dela, as iniciais de um partido de extrema direita suíço. O caso, entretanto, mudou de direção quando se descobriu que a brasileira havia mentido em seu depoimento. Paula confessou a automutilação.

Ao longo do caso, o governo brasileiro enviou ao governo suíço mensagens duras, pedindo todo o rigor possível na investigação. Na imprensa brasileira, o caso chegou a ganhar contornos nacionalistas e criou mal-estar na Suíça. Com a decisão de não prolongar a permanência da advogada, a imprensa suíça voltou a tratar do caso com manchetes que lembraram o caso. "Fora com ela!", "Adeus! Paula-mentira tem que deixar a Suíça definitivamente" e "Sem perdão para brasileira condenada" foram alguns dos títulos dados à notícia no país. As autoridades suíças informaram que a advogada se mostrou disposta a deixar o país até o fim do mês.

[Notícia alterada às 22h25, de 12 de março, para acréscimo de informações]

Revista Consultor Jurídico, 12 de março de 2010, 21h55

Comentários de leitores

3 comentários

O Ilustre Advogado Renato Carlos Pavanelli disse tudo!

Antonio de Assis Nogueira Júnior (Serventuário)

São Paulo, 15 de março de 2010.
Senhor Diretor:
Concordo plenamente com as assertivas do Ilustre Advogado Dr. Renato Carlos Pavanelli. Como "persona non grata" deveria, sim, ser deportada. Uma última indagação: A OAB/PE é séria o suficiente para abrir um processo disciplinar, ou até mesmo cassar a inscrição de Advogada mentirosa e criminosa? Para o pai da advogada pode ser uma página virada, mas não para as pessoas honestas e éticas. O importante é enfatizar que a Suiça é país sério. A farsa da minúscula advogada foi logo desmascarada e ela punida pela legislação suiça. Estão de parabéns a Polícia, o Ministério Público e o Judiciário da suiça. Respeitosamente,
Antonio de Assis Nogueira Júnior
Analista Judiciário do E. TRT/SP - 2a. Região
Bacharel em Direito e Pós-graduado em Direito do Trabalho

Brasileira terá de deixar a Suiça.

Renato C. Pavanelli. (Advogado Autônomo - Civil)

A prezada doutora recebeu um castigo até brando, ou seja, a não renovação do seu visto de permanência e trabalho na Suíça, qualquer brasileiro que agir assim deve ser deportado e não convidado a sair.
Fico envergonhado de saber que uma colega que toda a imprensa insiste em tratar de “advogada” tenha feito o que fez, para piorar o pai da doutora veementemente saiu em defesa dela em várias ocasiões, pondo em dúvida as qualidades e confiabilidade da polícia e a justiça Suíça, bem como a imprensa européia.
Penso que no Brasil e em várias partes do mundo, existem milhões de pessoas desejando ardentemente uma oportunidade de ter um emprego e residir legalmente na Suíça, e burramente a advogada fez e que fez.
Lembro novamente que o pai dela, também advogado fez o maior estardalhaço, exigindo do governo central providencias contra as autoridades Suíças, e, mais uma vez o Brasil e seu povo, passou por idiota, país de malandros, espertalhões etc.
Agora, cabe lembrar se do ponto de vista profissional, a prezada doutora usando os termos de “advogada brasileira”, também tenha ofendido o código de ética e disciplina da OAB do estado em que esteja inscrita ser analisado realmente até onde chega e ou chegou à responsabilidade dela ao usar o termo “advogada brasileira”. Se a mesma infringiu os preceitos éticos, analisar se caberia contra a mesma, abertura de processo administrativo disciplinar pela OAB onde está inscrita ou até pela OAB nacional, pois, o caso pesou muito de forma negativa para o Brasil e brasileiros, o ato da prezada doutora.
Creio que a sugestão está devidamente registrada.
Cordiais saudações,
Renato Carlos Pavanelli.

Brasileira já está no Brasil

Marcondes Witt (Auditor Fiscal)

Notícia da Globo, em http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/03/12/paula-oliveira-condenada-por-mentir-sobre-ataque-neonazista-na-suica-ja-esta-de-volta-pernambuco-916048524.asp

Comentários encerrados em 20/03/2010.
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