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Fraude em prova

"Advogado não pode passar pela porta do crime"

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, afirmou nesta quarta-feira (3/3) que a Ordem não vai permitir que um bacharel em Direito seja admitido na carreira da advocacia "pela porta do crime". No último domingo (28/2), um candidato que fazia a Exame de Ordem, em Osasco (SP), foi flagrado com respostas das questões.

O fato ocorreu durante a aplicação da prova de Direito Penal da segunda fase do Exame de Ordem Unificado (2009.3). A divulgação do resultado do Exame seria feita nesta quarta-feira (3/3). "Para se tornar advogado, é fundamental que ele tenha ética e competência. Por isso, a OAB vai ser extremamente rigorosa na apuração desse fato lamentável ocorrido em Osasco", asseverou Cavalcante.

De acordo com o presidente da OAB, o Exame de Ordem é essencial para que toda a sociedade tenha certeza quanto à qualidade do profissional que está deixando as faculdades e ingressando no mercado, uma vez que o profissional da advocacia lida com direitos importantes dos cidadãos: o patrimônio e a liberdade.

Nesta terça-feira (2/3), Ophir entregou ao diretor-geral em exercício do Departamento de Polícia Federal, Luiz Pontel de Souza, notícia-crime com base em relato recebido da Comissão de Exame de Ordem da OAB da seccional São Paulo, de irregularidade na aplicação da segunda fase da prova prático-profissional de Direito Penal do Exame de Ordem. Ophir pediu à PF a apuração urgente dos fatos para as devidas providências pela entidade.

O presidente solicitou também, que o Centro de Seleção e Promoção de Eventos da Universidade de Brasilia (Cesp/UnB), órgão que aplica o Exame de Ordem no país, que instaure imediatamente sindicância para apuração interna da irregularidade. A OAB de São Paulo está auxiliando a OAB Federal na apuração do episódio.

De acordo com a seccional, mais de 23 mil bacharéis em Direito em São Paulo se inscrevem para fazer o Exame de Ordem. Deles, 4.779 candidatos foram aprovados para a segunda fase. Na prova prático-profissional, o candidato deve fazer uma redação de peça jurídica e de cinco questões práticas, além de Direito Penal, também inclui provas nas áreas de Direito Administrativo, Direito Civil, Direito Constitucional, Direito do Trabalho, Direito Empresarial e Direito Tributário. Com informações da Assessoria de Imprensa da OAB

Revista Consultor Jurídico, 3 de março de 2010, 17h13

Comentários de leitores

6 comentários

EXAME DE ORDEM - NECESSIDADE

Luiz Porto (Advogado Assalariado - Empresarial)

Por fatos como esse, e por muitos outros de que não se tem notícia, é que o Exame de Ordem mostra-se necessário, eu diria até IMPERIOSO. Imaginem esse bacharel, o suposto fraudador, exercendo a profissão sem o menor respeito ao Código de Ética. Seria mais um aproveitador que acha que a Advocacia é um meio fácil de enriquecer rapidamente, à custa das "chicanas" e outros expedientes sorrateiros que, infelizmente, ainda ocorrem em nosso país. É necessário, sim, que haja um "filtro" para separar aqueles que efetivamente estudaram, que se dedicaram, que são comprometidos com a profissão, daqueles aproveitadores baratos que emporcalham a imagem dos bons - e muitos - advogados deste país. Meu aplauso à OAB pela iniciativa de investigar o caso a fundo, fazendo esse fraudador conhecer a advocacia primeiro pela ótica do apenado. E depois, minha exortação para que outros casos da espécie não sejam tolerados, fazendo com que se promova uma "limpeza ética" nos quadros da Ordem.

Mais Uma!!!!!!!!!!!

FRMARTINS (Administrador)

Melhor do que esta notícia é o CNJ aposentando desembargador ladão. Vide Mato Grosso.
FRMartins

POR FALAR EM RIGOR ...

acdinamarco (Advogado Autônomo - Criminal)

LEMBRO-ME DA DESOBEDIÊNCIA, POR PARTE DO CONSELHO SECCIONAL DE SÃO PAULO, AO PROVIMENTO 103/2004, DO CONSELHO FEDERAL DA OAB. NAQUELA OCASIÃO NINGUÉM FALOU EM RIGOR NAS INVESTIGAÇÕES. POR QUE AGORA ?????
acdinamarco@aasp.org.br

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