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Comentários de leitores

6 comentários

Justa causa coerente

Igor Zwicker (Serventuário)

Sabemos que a justa causa é o ápice das penalidades a serem aplicadas em desfavor dos empregados e que, exatamente por isso, devem ser aplicadas com parcimonia, até pelo princípio da continuidade da relação de emprego e a dificuldade do obreiro em recolocar-se no mercado de trabalho.
Mas, venhamos e convenhamos, essa justa causa foi merecida. Infelizmente, esse pessoal do telemarketing é extremamente DESPREPARADO e, em alguns casos (eu já fui vítima) humilham o consumidor e, no clímax, desligam na tua cara e você tem que reclamar ao papa.
O empregador deve dar todas as condições de trabalho, mas nesse caso não é falta de condições de trabalho, talvez, respeitosamente, seja falta de vergonha na cara. Isso é o que se chama de péssimo funcionário. Não quer trabalhar com decência? Tem uma fila esperando a vaga!
Nesse caso não há como culpar o empregador. É uma questão de berço mesmo (que em nada se refere à condição econômica da pessoa, por óbvio). Justificar pelos erros dos outros, como alguns tentaram fazer aqui, não dá!

quase 199.000.000 milhões

Giovannetti (Advogado Autônomo)

Sempre é bom lembrar que as emissoras de televisão tem em seus quadros humorísticos pessoas "gagas" para fazer com que o seu público "ria" e de consequência a sua audiência cresça em pontuação. São em números de mais ou menos 199.000.000 de pessoas no Brasil que teriam a mesma reação da telefonista. Portanto, deixem de hipocrisia e inocentem a moça que estava trabalhando e colocaram uma pessoa deficiente de comunicação para falar com ela. Ela não tem e não teve o direito de rir da semelhante, todavia atire a primeira pedra aquele que já tenha conversado com pessoa gaga e que não tenha esboçado o riso. Errou? errou sim... e muito! Entretanto, não é caso de perda de emprego ou de condenação.´

Despreparados

Adm André Gomes (Prestador de Serviço)

Isso é fruto dos baixos salários,más condições de trabalho e péssimo treinamento! Além do mais contratam pessoas que não tem a menor condição de trabalhar com o atendimento ao público.

Parabéns!

Neli (Procurador do Município)

A senjora ridicularizada,pela funcionária,deveria ter acionado judicialmente a empresa que deveria ser condenada,civilmente,por danos morais,por ter funcionários despreparados.
No mais,a r.decisão está perfeita.

Decisão brilhante

Le Roy Soleil (Outros)

A decisão judicial é exemplar. Digna de elogios. O que mais impressiona, além do despreparo da funcionária (o que é rotineiro nas operadoras de telemarketing), é a tentativa de culpar "o dispositivo" que não funcionou. Quer dizer que se o dispositivo tivesse funcionado, poderia ridicularizar o cliente à vontade ? Bem feito para a funcionária demitida, e que isso sirva de lição à categoria dos operadores de telemarketing que, regra geral, presta um péssimo atendimento aos clientes.

Punição exemplar

Fernanda Fernandes Estrela (Assessor Técnico)

A punição veio à medida e esta sim é uma decisão judicial que confere a resposta social esperada.
E agora, a senhora atendente, se vier a conseguir novo emprego (a justa causa complica neste quesito) que aprenda que o humano, ainda que "demasiadamente humano", sempre é e sempre será humano e como tal sujeito de direitos e obrigações, mas, antes de qualquer coisa, sujeito do direito à dignidade.

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