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Defesa não teve espaço no julgamento dos Nardoni

Comentários de leitores

9 comentários

DEFESA E BURRICE.

Marcos de Moraes (Advogado Autônomo - Criminal)

"MEU NOME É DEFESA" (esqueci o nome do autor)
Infelizmente boa parte da sociedade, transcorrido tantos séculos, continua na ignorância de saber a importância da defesa e as conseqüências se não houver.
Nem sabem que sem defensor não há andamento no processo e muito menos julgamento e que sem defensor ficará extrapolado o prazo legal e assim o acusado será solto ???
"A SOCIEDADE É BURRA" (novamente esqueci o nome do autor)

Compartilho da opinião.

bruno (Advogado Assalariado - Criminal)

Perfeito artigo, para se guardar e repensar no sistema usado para julgar a vida destas pessoas. Fica claro que independente da prova que fosse conquistada e utilizada oportunamente pela defesa, os réus seriam condenados. Uma barbárie com direito o fogos de artifícios.

JURADO TEM QUE SER LEIGO.

LUIZ FERNANDO - CURITIBA (Advogado Sócio de Escritório - Criminal)

Até quando vamos assisitr "jurados" dando entrevista na televisão..?? Mais um absurdo que vi nesse julgamento, foi uma jurada dando entrevista e se "vangloriando" que já estava no corpo de jurado há mais de 25 anos. Um absurdo..!! Jurado tem queser pessoa do povo, leiga, sem conhecimento jurídico. O que se vê atualmente é a existência de jurados de "carteririnha". Os julgamenos são feitos por pessoas que julgam sem o coração, sem o sentimento da imparcialidade. Acabam, com o passar do tempo, sendo "serviçais" da Promotoria e com enorme obrigação de não deixar o Promotr "perder o juri", como se uma disputa fosse. Isso tem que acabar. A cada julgamento deveria haver um novo corpo de jurados (em aquela lista de nomes perene). Já é hora de alguem fazer "algo" para que, efetivamente, sejam os julgamentos realizados por pessoas do "povo", e não por pessoas que se dizem "juristas" sem nunca terem sentado num banco de faculdade. No meu modesto entendimento, juri como o do "Nardoni" deveria ser anulado e submetido os réus a um julgamento imparcial e ainda LONGE DE SÃO PAULO (onde existe muitos desocupados que ficaram o dia inteiro na porta do Forum).
Parabéns pela defesa e minha indignação pelo "linchamento" jurídico.

Dever do advogado

Maurin (Advogado Autônomo - Civil)

Primeiramente, este é o lugar incorreto para julgar o casal nardoni. Que sejam julgados quantas vezes nossa legislação permitir e, acaso condenados, que cumpram a pena como qualquer presidiário.
1) Louvável a tese da defesa de permitir a transmissão dos julgamentos. Transparência nunca é demais. Mas advirta-se que, diante do conflito de direitos fundamentais deve, nos casos futuros, contar sempre com a concordância da defesa.
2) Com o devido respeito aos que pensam em contrário, acredito que qto mais abominável o crime, mais importante é a presença de um advogado. O adv não é um criador de obscáculos à justiça, muito pelo contrário: A defesa elaborada com todas as suas faculdades deixa a sensação a todos de que eventual condenação decorreu da certeza do cometimento do crime.
É ingenuidade demais pensar que se não houvesse a figura do advogado o magistrado julgaria de forma imparcial.
É muito bom que o chefe do Estado não cumule os poderes de investigar, condenar e cumprir a sentença. Apenas seres incultos fecham os olhos aos exemplos negros da história. Em todo momento que se enfraqueceu a pessoa do defensor tivemos condenações absurdas. Pra quem ainda dúvida: Vítimas da inquisição. Vítimas do nazismo. E mtos outros condenados políticos.
Hoje achamos até ridículo as pessoas de épocas medievais que iam à praça pública aplaudir os carrascos.
Será que evoluímos?
Pois bem, reconheço que sou um ser imperfeito e incapaz de exercitar o perdão em sua plenitude. Ainda sindo a repulsa pelas faltas causadas por meus semelhantes e mta dificuldade de encontrar meios racionais de prevenção e recuperação.
Mas temos que evoluir um pouco e o primeiro passo é não confundir as pessoas do defensor e do acusado.

INDUBIO PRO REO, SIM!

rogério lima (Estudante de Direito - Consumidor)

Portanto, a falta de confissão e da prova cabal e inequívoca (...)
Respeitando o advogado comentarista Vince, inclusive um enriquecedor deste espaço de debates democráticos, reporto ao colega quando este indaga se não há contraditório e ampla defesa sem CONFISSÃO. Importante verificar que este comentarista fala também em prova inequívoca e indiscutível. Ninguém viu. A perícia é falha e às vezes dúbia.
Quem o fez merece punição máxima. Mas, incorreremos em injustiça se não tivermos a certeza plena e irrefutável de que foram pais e madrastas.
Repito: Ainda que tenham sido eles, não podemos assemelhá-los. Porque não promovermos uma defesa que respeite a paridade de armas também é um crime.
A mídia sempre se revela como atacante e nunca em defesa. Isto temos que zelar, nobre advogado comentarista. Não por apenas por este, outros casos que poderão vir. E tomara que não venha.
Com a devida vênia.
Rogério Lima.

Dever do advogado...

Émerson Fernandes (Advogado Autônomo - Civil)

Ao Dr. Podval dedico as palavras do mestre Antonio Evaristo de Moraes Filho:
“Temos o dever de prosseguir na batalha em defesa de nosso mais importante cliente: a liberdade individual. Sabemos que no desempenho desta missão, quer nos regimes totalitários, quer nas democracias, os espinhos sangrarão nossos pés durante a caminhada. Nas ditaduras descerá sobre nós o ódio dos senhores do poder, por defendermos os ‘inimigos da pátria’. No Estado de Direito Democrático, por ampararmos os odiados, acabaremos por partilhar com nossos clientes o opróbrio da opinião pública. De qualquer forma, não devemos desanimar, mesmo porque a história tem sido generosa conosco”

Confissão e prisão?

Vince (Advogado Autônomo - Criminal)

Então só com a confissão é que se respeita o contraditório e ampla defesa? Não existe decisão "justa" sem a confissão? Na verdade, quando ocorrem esses crimes que geram uma certa "repercussão social" a justiça era para dar uma sentença absolutória automática e mandar a sociedade indenizar o casal pela dor sofrida pois em nenhum lugar do mundo (graças a velocidade da informação) haveria um julgamento "justo e imparcial". Essa falácia de culpados inocentes e inocentes culpados já está cansando. Imagino que o articulista e o comentarista acreditam que, se disponibilizassem os autos para a "sociedade" "julgar" sem a emoção do causo, provavelmente só haveria a absolvição, certo?

De acordo com a defesa e contra o crime bárbaro.

rogério lima (Estudante de Direito - Consumidor)

IN DUBIO PRO REO, SIM!!!
O julgamento dos nardonis foi uma espécie de homologação de sentença condenatória traçada pela mídia antes mesmo da realização do júri. Nestes casos faz-se necessário a argüição de suspeição do conselho de sentença. Em minha humilde opinião o resultado do julgamento é nulo. Neste momento os jurados não fizeram justiça. Por que estes não representaram a decisão justa, equânime e arrozoada. Representaram o povo, o clamor público tentando invadir o fórum, exterminando e linchando os acusados.
Queridos, passeemos em as misérias do processo penal de Francesco Carnelutti que diz que amor com amor se paga. Meditemos na bíblia. "e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores" (Mateus 6:12).
Portanto, a falta de confissão e da prova cabal e inequívoca, faz com os acusados tenta o benefício da dúvida ainda que muito remotamente. Daí onde poucos entendem acerca do princípio constitucional da presunção de inocência, ampla defesa, contraditório e devido processo legal. Entendo, porém, que neste caso. Somente neste, não cabe o instituto do tribunal do júri. Principalmente pelo agravamento da ocorrência ter sido com uma criança. Que poderia sim, ser de qualquer um de nós.
Mas já imaginaste, muito remotamente, não tenha sido mesmo pai e madrasta que a arremessaram. O respeito a este benefício deve ser exercitado e observado pelo juiz presidente, para que se inocentado por ora um culpado, lá na frente poderá ser o contrário condenando e castigando um inocente...
Rogério Lima.

O INFERNO VOS AGUARDA ! ! !

A.G. Moreira (Consultor)

Tanto aos assassinos quanto aos seus defensores ! ! !

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