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Comentários de leitores

4 comentários

DESCULPAS ESFARRAPADAS

Cláudio João (Outros - Empresarial)

Lendo os diálogos e ouvindo as explicações do secretário, convenço-me que o mesmo está se lixando pelo que pensa a sociedade. No primeiro caso, tendo relações viscerais com um contrabandista a ponto do mesmo ligar para o secretário, na frente de políciais federais, comunicando-o da prisão por contrabando. É ou não é amigo? E que amigo! Nas explicações dadas, interessante é que o secetário alega que era amigo há mais de 20 anos e que não sabia que o indigitado era contrabandista. Porém, nessa ocasião da prisão dele, não ficou sabendo? E as novas ligações interceptadas após o episódio? Conta com a influência de bons amigos e vai tentar esfriar as denúncias, com 30 dias de férias. No cargo em que está, principal autoridade no combate à pirataria no país, é uma insanidade mantê-lo no cargo, mesmo que os amigos tentem protegê-lo. É o caso da mulher de César que não basta aparentar ser honesta.

CONDENAÇÕES SILÁBICAS

Luiz Carlos de Oliveira Cesar Zubcov (Advogado Autônomo)

Aqui não há defesa de quem quer que seja, mas perfunctório olhar sobre a sociedade vigiada e as condenações aplicadas pelo tribunal gutenberguiano.
Depois que a polícia transformou a interceptação telefônica em salvadora das atividades investigativas toda a nação transformou-se em criminosa.
Não se investigam mais fatos, incriminam-se as palavras. Basta armar as arapucas modernas e sintonizar os ouvidos ávidos dos “diligentes” escutadores para os crimes jorrarem aos borbotões.
Qualquer dicção é suficiente para se instalar o calvário na vida do cidadão, afinal a reprovação e o interesse jurídico resultam da bisonha interpretação dos tais “analistas de inteligência”. Em seus julgamentos livres sempre haverá uma conduta criminosa para exibição no jornal nacional e nos folhetins justiceiros.
O pau de arara foi substituído pelos noticiários, principalmente os televisionados. Cada notícia é uma sessão de tortura mesmo para aqueles inocentes que foram surpreendidos no denominado encontro fortuito das interceptações telefônicas. O objetivo é a condenação social que é muito mais grave e danosa do que a condenação jurídica não divulgada.
É muito estranho que toda escuta legal – logicamente sob segredo de justiça – nunca escapa do faro aguçado dos repórteres e, mesmo assim, a violação de sigilo sempre permanece impune.
A presunção de inocência somente para alguns apaniguados.
O “iter criminis” há muito foi desprezado. Eventuais conversas delimitadas pelos atos preparatórios passaram a ser puníveis.
Hoje o crime é simplesmente falar pelo telefone – mesmo sem uma única ação a vida do cidadão poderá ser destruída em um minuto pela poderosa telinha da televisão ou nas manchetes dos jornais.

Ausentar-se do cargo...

Zerlottini (Outros)

Ele vai é tirar férias. É o mesmo caso do Delúbio: ele só saiu porque quis, porque nem o Zé nem o Mula tiveram PEITO pra botá-lo para fora. Esse aí vai ser a mesma coisa: se ele quiser, ele sai. Caso contrário, fica - e ninguém o tira. E ele continua amiguinho do chinês...
Francisco Alexandre Zerlottini. BH/MG.

Diga-me com quem andas . . .

Ricardo, aposentado (Outros)

Nos tempos de meus avós valia aquele velho conceito compreendido na célebre frase: diga-mes com quem andas e lhe direi quem és . . .

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