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Greve na Justiça

OAB pede que TJ suspenda prazos processuais

Comentários de leitores

12 comentários

Os motivos da greve

E. COELHO (Jornalista)

Antes de fazer comentários simplórios ou até ofensivos seria de bom alvitre conhecer os motivos da greve dos funcionários do Poder Judiciário.
.
Li a pauta de reclamações e reivindicações na Praça João Mendes e sou totalmente favorável à greve. Desejo boa sorte aos valentes e sofridos funcionários da Justiça.

VIVA A GREVE !

Raul Haidar (Advogado Autônomo)

Há vários dias meu escritório e vários clientes sofrem prejuizos com a greve. Mesmo assim, estou solidário com os servidores do judiciário. A greve é justa e os numeros mencionados no comentário de ontem são verdadeiros. O governo paulista trata miseravelmente seus funcionarios, em todos os setores. Essa é a regra. Isso não ocorre só no Judiciário, mas também na educação, na polícia (civil e militar), etc. Além disso, há precariedade nos locais de trabalho, expondo os funcionários a riscos diversos. Já vi em cidade do interior cartório judicial funcionando em porão infecto. O "anexo fiscal" da capital, na Praça Almeida Junior, foi instalado em prédio inadequado, que já sofre trincas e rachaduras. Enquanto isso, preocupa-se o governo em instalar museus de necessidade duvidosa no Ibirapuera, em projetos megalômanos relacionados com dança, em obras suntuosas que viabilizem placas e discursos, em propaganda desnecessária (a Sabesp tem concorrentes?), etc. Nossa solidariedade aos servidores. Se houver entre eles alguns que pouco fazem, cabe ao governo identificá-los e puni-los. Mas nós, advogados, devemos ser solidários com os que sofrem injustiça. Portanto, VIVA A GREVE!

"...E a luta continua companheiros..."

Fernanda Fernandes Estrela (Assessor Técnico)

Sr. Douglas,
Faltou corrigir-lhe nisto:
- o senhor sabe exatamente o que escreveu; está registrado e não há como apagar; olha que legal, persistirá aqui "forever".
- não estou em greve; ao contrário, estou trabalhando; o que não me impede de escrever sobre o movimento e apoiá-lo;
- quanto ao Drª e títulos... são títulos, que chamados à baila quando necessário, para lembrar os menos desavisados que não está aqui do outro lado do monitor uma "moleca". Mas só em casos especiais, como o seu.
- quanto aos bancos, não preciso puxar saco de ninguém, e não foi o que fiz e você bem sabe disto, está escrito e registrado, também; porém, é bem sabido o quanto é penoso ser bancário e falar sobre isto não é crime, tampouco desonra quaisquer direitos humanos ou mesmo a CF/88, dos quais tenho "algum" conhecimento. Logo, não use de subterfúgios e palavras distorcidas para alterar aquilo que está escrito.
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Dema disso, tenho passado muito bem e assim continuarei, porque não me estresso com comentários aqui, uma vez que eu não venho à internet manifestar frustrações, mas tão somente idéias e ideais.
Como já dito: take care.
And... forget me, please!
Be happy!

BANCO X JUSTIÇA

MTADEO (Economista)

Os bancos recebem concessão, e de certa forma o bancário também faz um serviço público. Vê no exemplo da Grécia: os banqueiros perdulários foram pro espaço. Aqui no Brasil são socorridos pelo governo. O emprego de um bancário depende também do governo. Tecer comentários sem conhecimento de causa e sem conhecer a sua própria realidade, dentro do espaço do CONJUR. Fernanda, parabéns!!! Assim quando enfrentamos o provincianismo da iniciativa privada, não devemos abaixar a cabeça. Empresa privada no Brasil sobrevive de "lobyes", conchavos com o governo e tramóias com políticos corruptos, são dependentes de aprovação de obras, politicas benéficas, subsídios, e por aí vai... Fernanda, continue escrevendo seus comentários com dignidade, e sem "stress".

Sra. Fernanda

Manente (Advogado Autônomo)

Sra. Fernanda,
Desculpe-me, mas o "Fernandinha" foi somente para demonstrar que o nosso caloroso debate, em momento algum, teve o condão de denegrir, humilhar, chatear ou constrange-la.
Este comentarista, que por sinal é respeitoso com todos aqueles que utilizam deste espaço DEMOCRATICAMENTE, jamais, teve a intenção de invadir a sua PRIVACIDADE. Portanto, se você magoou-se com o "Fernandinha", aqui esta o meu registro.
Agora, Dra. Fernanda??? Mas, nem outros ilutres comentaristas que participam deste espaço, jamais foram arrogantes neste sentido e se precisar, pedirei licença para divulgar nomes, o que não acredito ser necessário, pois, você sabe de quem estou falando.
Outro detalhe, não sou bancário. Aliás, tenho um imenso respeito por todas as profissões, inclusive, pela categoria mencionada, que a senhora, fez uma afirmação PRECONCEITUOSA e a senhora que se intitula Dra., deveria conhecer os direitos e garantias fundamentais previstos na nossa Carta Magna.
Não seja PRECONCEITUOSA com esta respeitável categoria, bem como "não puxe saco" dos banqueiros, que também escolheram esta OPÇÃO.
Outro detalhe, é que quando você escolheu prestar concurso público, também foi por OPÇÃO, ou não foi?
Então, "Dra." não reclame, não seja PRECONCEITUOSA com outras categorias.
Com relação aos estudos, ESTUDEI SIM, ALIÁS, PERMANEÇO ESTUDANDO CONSTANTEMENTE e NÃO TENHO A ARROGÂNCIA E A PREPOTÊNCIA DE EXIGIR TÍTULOS DE NINGUÉM.
Passar bem e tenha um excelente término de semana.

Greve

ca-io (Outros)

Pouca gente se deu conta mas os servidores do judiciários paulista estão a pelo menos 16 anos na busca de negociação com o tribunal e não obtiveram nada. Voce está contente com o pac - programa de aceleração da corrupção, isto não tem no tribunal, falta água, tem bebedoros na porta de sanitário público, etc, vc está contente com o investimento na EDUDAÇÃO,CULTURA,SAÚDE,TRANSPORTE,SEGURANÇA, NO JUDICIÁRIO não é diferente, da assim como todo trabalho existe preguiçosos mas não é regra, o que a população interessada em ser SERVIDOR não acordou é que o sistema previdenciario dos futuros foi pro pau com a PEC PARALELA, agora é tarde. Quando vou ao forum o que vejo mesmo é ADMINISTRAÇÃO precária do patrimonio,(falta água servidor),o atendimento desorganizado, quem procura acha que tem só direito, apenas direito, obrigação nada."psiu de uma olhada nos bancos, cópiem o atendimento, por favor, os preços dos trecos processuais copiem dos cartorios privatizados, ai privatiza, e vai sobrar dinheiro, e faltar cliente, ninguem vai a justiça por picuinha."

Profissões e opções

Fernanda Fernandes Estrela (Assessor Técnico)

Senhores, especialmente Douglas,
e a quem mais interessar possa,
"Fernandinha" é para os amigos e familiares. Aqui é Drª Fernanda, para quem saiba debater, sem perder a classe, sem "descer do salto". Ser bancário, médico, bombeiro, ou qualquer outra coisa na vida é escolha. Não errei na minha escolha, assim como acredito que todos aqueles que estão no serviço público, sim os constitucionalmente reconhecidos Agentes Públicos, ali estão por escolha, como bem disse meu colega federal, o Sr. Juacilio, só quem está no serviço público tem o direito de emitir comentários sobre o tema. Abri este debate em comentários cônscia dos que viriam, esperando-os no mínimo respeitosos, ainda que emitidos por pessoas que são de fora da área pública e contrárias a greve, mas dotadas de bom senso e educação. E é assim que espero que venham outros, em outros temas aqui publicados e que despertem o interesse dos leitores da revista. Para concluir, sou Agente Público, no cargo de Assistente Jurídico, com pós-graduação em processo penal e tributário, na área há 25 anos, assim, tenho por certo que falo com extremo conhecimento de causa. E se o faço, e se estou na área é porque lá atrás, quando escolhi esta carreira, fiz por paixão, por amor e também por ato de abnegação. Logo, Senhor Douglas, fica o senhor proibido de emitir seus resmungos insatisfeitos de um "bancário", não constitucionalizado especificamente, bem ainda de me sugerir o que fazer com a minha carreira ou vida profissional. Não é da sua conta, ok? Ao menos se fosse o dono do banco, não estaria tão revoltado, não é mesmo? Pense em estudar, porque ser bancário meu bem é sofrer, mas por opção. E quando vocês fazem greve, não vejo funcionários públicos emitindo palavras tão desajustadas e grosseiras. Take care!

Criticar servidor público concursado, somente outro servidor

JPLima (Outro)

Infelizmente, no Brasil, poucos conhecem o trabalho do servidor público concursado do Poder Judiciário. Ou melhor, poucos sabem que existe diferença entre o servidor do Estado e o servidor da União (Federal). Em razão disso, não se consegue ter um debate igual. Sou servidor do Poder Judiciário da União, concursado, cumpro uma jornada de trabalho diária, entre 9h e 10h, da qual na maior parte do tempo estou zelando pelo patrimônio Público e pelo interece Público, sempre buscando fazer o melhor, com responsabilidade e dentro dos pricípios constitucionais que regem a Administração Pública. Creio que, por alguma insatisfação pessoal, não se deve generalizar toda uma categoria de servidores. Além disso, greve e reivindicação salárial é direito de toda categoria profissional, princípio democrático, direito previsto na Constituíção igual ao da iniciativa privada. Para aqueles que acham injusto, os concursos públicos estão aí. É só estudar.

VÁ CHORAR NA CAMA!!!

Manente (Advogado Autônomo)

EU QUERIA VER SE VOCÊ TRABALHASSE EM UMA INSTITUIÇÃO BANCÁRIA, SE IRIA FICAR CHORAMINGANDO!!!
ESTUDE FERNADINHA!!!
ESTUDE, POIS, SÓ ASSIM NÃO FICARÁ DEPENDENDO DE VALE REFEIÇÃO, CONVÊNIO MÉDICO, ETC.
CERTAMENTE, VOCÊ NÃO DEVE FAZER PARTE DA GRANDE MAIORIA DE SERVENTUÁRIOS QUE REALMENTE SERVEM A POPULAÇÃO E A JUSTIÇA!!!
ESTUDE FERNANDINHA E NÃO FIQUE NERVOSA!!!

A verdade sobre o serviço público

Fernanda Fernandes Estrela (Assessor Técnico)

Os concursos são públicos. O acesso aos cargos públicos é feito por meio daqueles, que são aberto à toda a população.
Quem critica de forma negativa e até grosseira, certamente desconhece o tema que pensa comentar.
Demais disso, não há o que falar...

CARA DE PAU

Manente (Advogado Autônomo)

"considerando que o Agente Público é também é essencial ao andamento da Justiça"
EU DIGO QUE SÃO POUCOS, OS CONSIDERADOS ESSENCIAIS. ESTA CHEIO DE CHUPINS, COÇANDO O ... OU A ...
QUANTA CARA DE PAU, HEIM FERNANDA???
EU QUERIA VER SE VOCÊS TRABALHASSEM NA INICIATIVA PRIVADA, SE FARIAM ESTA SACANAGEM!!!
COM RELAÇÃO AO ALMOÇO QUE VOCÊ MENCIONOU A R$ 20,00, MEU ANJO, VÁ ESTUDAR E NÃO FIQUE MAMANDO NAS TETAS DO GOVERNO!!!
QUER COMER BEM, ESTUDE!!! SEJA EFICIENTE E COMPETENTE!!!
OU VOCÊ TRABALHAM MAIS DO QUE O CORPO DE BOMBEIROS???
VOCÊS SÃO TÃO EFICIENTES AO ANDAMENTO DA JUSTIÇA, QUE ELA É LENTA E MOROSA!!! E AINDA QUER VALE REFEIÇÃO DE QUANTO? R$ 50,00???
SE VOCÊ É DOTADA DE COMPETÊNCIA E CAPACIDADE, VÁ PARA INICIATIVA PRIVADA MINHA FILHA.
DESCULPEM-ME, OS FUTUROS COMENTARISTAS, MAS ESTE É UM DESABAFO DE UM CIDADÃO QUE PAGA RELIGIOSAMENTE OS IMPOSTOS E QUE ESTA INDIGNADO COM À CONSTANTE FALTA DE RESPEITO, POR ALGUNS QUE SE DIZEM "AGENTES PÚBLICOS".

A greve é lícita

Fernanda Fernandes Estrela (Assessor Técnico)

De fato, a greve não deveria ocorrer. E se os reajustes devidos houvessem sido pagos no momento oportuno, não ocorreria. Movimento que a todos onera, inclusive aqueles que culminaram por optar por tal ato. Porém, com a data base vencida há 2 anos sem reposição, com o vale alimentação pago de R$ 9,00, quando um prato de comida decente na Capital paulista custa em torno de R$ 20,00; considerando que o auxílio médico é R$ 55,00, quando se paga em média R$ 270,00 por um plano de saúde médico (não temos o odontológico); considerando o excesso de serviço e a falta de funcionários, bem ainda os prazos, que nós Agentes Públicos (definição constitucional) também temos que cumprir, a fim de prestar um serviço pautado em excelência, a teor do que se espera do serviço público; considerando que outros escalões tanto do Judiciário, quanto do Executivo vêm recebendo o devido reajuste em seus vencimentos sem quaisquer reivindicações, considerando que o Agente Público é também é essencial ao andamento da Justiça, e, considerando, por fim o descaso do Governo do Estado ao longo dos anos, em especial dos últimos 2 anos, esgotadas as muitas reuniões que em nada resultaram, não resta outra alternativa aos funcionários do Judiciário, se não a greve, a fim de que todos vejam atendidas suas necessidades acerca dos vencimentos, uma vez que já não há possibilidade de entendimento, face à postura das Autoridades. Não se pode olvidar, que os serviços essenciais continuam ocorrendo, alguns funcionários permanecem em seus postos de trabalho. Não se pode punir o funcionário que pleiteia neste momento tão somente o mínimo para uma subsistência digna. Espera-se que a sociedade que também depende de salário para viver, compreenda e se possível apóie.

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