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Servidores decidem manter greve no Judiciário de SP

Funcionários do Judiciário paulista decidiram, em assembleia na tarde desta quarta-feira (23/6), na praça João Mendes, região central de São Paulo, manter a greve que entrou em seu 57º dia. A informação é do portal UOL.

"Está muito difícil. O TJ nem sequer se predispõe a reabrir as negociações. O presidente do tribunal está sendo muito linha dura com a gente", desabafa Yvone Barreiros Moreira, presidente da Associação dos Oficiais de Justiça do Estado de São Paulo, uma das entidades envolvidas nas negociações.

Os grevistas pedem uma reposição salarial de 20,16%, além da suspensão da Resolução 520, que permite que os dias parados sejam descontados do salário dos grevistas.

"Nós não abrimos mãos dos nossos direitos. Não aceitamos que os dias parados sejam descontados do nosso salário. Estamos dispostos a trabalhar, a repor estes dias", afirma.

Os manifestantes também decidiram durante a assembleia criar um fundo de greve para ajudar na manutenção da paralisação. "Vamos criar uma conta bancária para que as pessoas possam contribuir com a nossa greve, principalmente no que diz respeito às viagens", afirmou a presidente da entidade.

Nesta quinta-feira (24/6), os grevistas se encontrarão para tentar uma reunião com o presidente do TJ-SP, desembargador Viana Santos. “Queremos que as negociações sejam reabertas”, disse Yvone.

Segundo a Polícia Militar, cerca de 600 grevistas se concentraram nesta quarta-feira no Fórum João Mendes, na região central, de onde seguiram em passeata até o Pátio do Colégio.

Revista Consultor Jurídico, 23 de junho de 2010, 22h04

Comentários de leitores

4 comentários

Ricardo Gomes

RicardoGomesbr (Outros)

Engraçado isso, nós servidores da categoria privada esperamos um aumento de uma micharia salarial enquanto os belezas querem 20,16%, sendo que a proposta governamental é de 4,99%, eu gostaria de saber quanto terei de juros em % quando eu receber meu dinheiro de um acordo que fiz em meados de maio e aguardo até agora para ser liberado! Pouca vergonha esse país, graças a Deus eu trabalho, porque se eu depender do meu dinheiro que está em poder do judiciario eu morreria de fome!

Justiça começa em casa

Olivan (Bacharel - Consumidor)

É muito triste saber que o judiciário, responsável pela manutenção da ordem e da justiça, não dê o exemplo em casa. Como podemos esperar que o cidadão resolva suas demandas amigavelmente, ou na pior das hipóteses, com acordos em audiencias de conciliação, se nem o próprio Tribunal de Justiça aceita conversar ou fazer uma proposta, decente, aos servidores. Reajuste não é aumento. Um país que pretende ter uma economia estável não pode alcançar tal intento as custas do trabalhador, é uma questão de injustiça.
Espero que haja rapidamente um consenso entre as entidades de classe, funcionários e presidencia do tribunal.
Peço aos senhores advogados, que convivem o dia a dia conosco que apoiem o movimento, legítimo, justo e necessário.
Luciano Olivan - Oficial de Justiça

Greve justa e OAB se omite

Marsal71 (Oficial de Justiça)

Não é realmente uma pena a OAB achar que ficando do lado do TJSP ganhará algo? Quando tudo passar será que os desembargadores/juízes atenderão os advogados no balcão das unidades cartorárias?
Quem movimentará os processos? Por acaso serão os juízes/desembargadores? Se for isso que a OAB pensa, então está do lado certo. Caso contrário, é melhor rever a posição. Ainda dá tempo de tomar outra atitude.

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