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Suspeita de fraudes

Nenhum concurso será cancelado, diz diretor da PF

O diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, afirmou nesta quinta-feira (17/6) que nenhum concurso público será cancelado por conta das fraudes envolvendo a quadrilha presa na quarta-feira (16/6) durante uma operação. De acordo com a PF, a organização criminosa atuava há 16 anos e fraudava processos seletivos para órgãos públicos.

“Os concursos não precisam ser cancelados porque já trouxemos esclarecimento ao Ministério Público, ao juiz competente e todas essas instâncias estão seguras de que afastamos os fraudadores e que [as fraudes] não afetaram a legalidade do concurso”, disse Corrêa, de acordo com notícia publicada pelo Uol.

O presidente da OAB, Ophir Cavalcante, ressaltou que o Estado deve se mobilizar para evitar que novas falhas aconteçam. “É importante que o Estado brasileiro reaja, que a partir dessa situação sejam criados mecanismos que possam melhorar cada vez mais o índice de segurança de todo processo seletivo.”

De acordo com a PF, as investigações vão continuar com o objetivo de descobrir se outras pessoas foram beneficiadas pela quadrilha. Até agora, a PF constatou fraudes nos concursos da OAB, da Receita Federal e no processo seletivo da própria Polícia Federal.

Revista Consultor Jurídico, 17 de junho de 2010, 20h33

Comentários de leitores

5 comentários

Acerto

Fernando Queiroz (Advogado Autônomo)

Dr. Zubcov,
Concordo inteiramente com suas manifestações, colocadas de forma clara e precisa.
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Gostaria de ressaltar, não é só pretensão de poder . . . também é arrogância e mais algumas desqualificadoras da PF.
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Um entulho autoritário que se prestou, a exemplo da policias estaduais, aos "serviços da revolução".
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Deveria haver uma reformulação(séria?!)nstes "aparelhos"

Fraudes e mais Fraudes

André Gomes (Prestador de Serviço)

Tem que exonerar todos os sem-vergonhas que ocupam hoje cargos públicos de forma fraudulenta!!! Bando de corruptos!!!

VOZ ININTELIGÍVEL

Luiz Carlos de Oliveira Cesar Zubcov (Advogado Autônomo)

A decisão – a esta altura judicial e jamais policial – de anular um concurso público já consolidado em seus efeitos sociais é altamente complexa.
As posições divergentes se apresentam em instantânea análise sócio-jurídica sob o interesse de três segmentos.
Os primeiros gritos serão daqueles candidatos que não figuraram na relação de aprovados e que se julgarão prejudicados com a homologação de um processo de seleção pública viciado.
De outro lado teremos os aprovados por mérito próprio que suportarão indiscutível injustiça no caso de uma segunda chamada para novas provas.
Por derradeiro apresenta-se a sociedade na condição de principal destinatária das atividades públicas que certamente conviverá com a dúvida da honestidade, da ética, da competência e da eficiência nos serviços que lhes serão entregues em razão de eventual prestação por funcionário que teve sua investidura fraudada ou simplesmente questionada.
Portanto, a solução de fatos tão intricados deverá ser jurídica, buscada em jurisdição competente e não oferecida por estranhos à função judicante. Ainda, posição definitiva nesse sentido será proclamada em autos processuais e não em meras consultas verbais.
A polícia administra fatos de interesse penal e o Poder Judiciário aplica o Direito em todas as áreas de conflito humano.

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