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Gigante da rede

Monopólio do Google preocupa autoridades antitruste

Depois da Microsoft, chegou a vez do Google: o espetacular crescimento da mais poderosa ferramenta de buscas da internet já provoca calafrios nas autoridades antitruste dos Estados Unidos. Segundo reportagem do jornal New York Times, o governo americano está investigando se as aquisições da empresa pode vir a prejudicar a concorrência no campo das buscas na internet e da publicidade online.

Uma das reclamações contra o gigante do mundo digital  é o fato de o Google privilegiar sites que pagar para subirem nas listagens de busca. Segundo o advogado Gary Reback, um especialista em combater monopólios informáticos citado pelo Times, “o Google é o árbitro de cada coisa na web, e privilegias suas propriedades sobre todas as outras. Ele quer controlar o tráfego na Internet”.

Segundo o jornal, o Google tem conseguido superar os controles antitrustes do governo. A Comissão Federal de Comércio aprovou, no final de maio, a aquisição pelo Google da Admob, uma empresa de publicidade para celulares. Os encarregados de regular a atividade se convenceram de que o equilíbrio estaria garantido  com a entrada nessa área de outro gigante, a Apple.

Nos próximos meses, segundo relata o jornal, o juiz federal Denny Chin deve decidir sobre a legalidade do acordo feito com autores e editores de livros para a inclusão de suas obras na biblioteca digitalizada do Google. O Departamento de Justiça já deu seu parecer contrário ao acordo.

A Comissão Federal de Comércio e agências reguladoras da Europa também investigam se o Google foi além dos limites da privacidade das pessoas na captação de imagens para o Street View, uma ferramenta que capta e exibe cenas reais no Google Maps.

Executivos do Google reconhecem que estão sob observação: “Estamos ficando maiores e temos provocado perturbações dentro de alguns setores”, admitiu ao Times Alan Davidson, diretor de políticas públicas da empresa nos Estados Unidos.

Os diretores do Google dizem que sua participação no mercado publicitário geral, avaliado em US$ 800 bilhões por ano, ainda é pequena, embora ela esteja em franco crescimento. E dizem que oferecer uma ferramenta de busca tão eficiente aos usuários não pode ser visto como defeito.

Os adversários porém, insistem em mostrar que cada vez mais este inegável benefício tem servido para privilegiar serviços do próprio Google como mapas, vídeos do Youtube e listagens patrocinadas de produtos e empresas.  

Revista Consultor Jurídico, 3 de junho de 2010, 6h11

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