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Influência da advocacia

80 anos de OAB: a defesa do Brasil e da advocacia

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A Ordem dos Advogados do Brasil, ao longo de seus oitenta anos, construiu um sólido e indissociável conceito de altivez e independência, cumprindo as duas missões de defesa do estado de direito e de salvaguarda das prerrogativas profissionais.

Opondo-se ao Estado Novo e ao regime militar de exceção, a entidade protagonizou a libertária luta pelo restabelecimento do regime democrático. No atual momento de regular funcionamento institucional do país, a entidade pauta sua atuação postulando os cumprimentos dos ditames constitucionais, protegendo os predicamentos da cidadania e o patrimônio público.

A única ideologia da OAB é a Constituição da República, com os seus fraternos valores igualdade, liberdade e moralidade. A Ordem atua como parte social autônoma, buscando representar a sociedade na aspiração por uma sociedade justa e solidária.

Para desempenhar com independência sua função fiscalizadora do poder público, a Ordem possui natureza jurídica atípica, podendo ser definida como Organização Constitucional Democrática, não sendo ente do poder público nem empresa privada, não se submetendo ao controle do poder público.

Não é demasiado afirmar que o presidente da Ordem desempenha o papel de líder da sociedade civil, outorgado à entidade pela história e pelas normas constitucionais e legais. É o dirigente da entidade da advocacia e da liberdade.

A tarefa de defender as prerrogativas dos advogados não é oposta, antes complementa e integra, a atuação institucional da Ordem. A proteção do profissional da liberdade é indispensável e essencial à garantia do Estado de Direito. Trata-se de dar concretude ao jargão que anuncia que não há justiça sem advogado. Na realidade, não há democracia e cidadania respeitada sem a proteção do advogado.

Além de revolucionar o país e a sociedade, a OAB transforma o interior de quem dela participa de forma ativa. A Ordem transforma a todos em pessoas menos individualistas, mais preocupadas com o destino coletivo, pensando além do umbigo. Ninguém passa pela entidade e permanece sendo o mesmo.

O companheirismo que nutre a relação dos que constroem a Ordem, equipara a todos os seus componentes como iguais. Não há nenhum monopolizador da verdade ou do comportamento retilíneo. Há uma contribuição relevante na participação de cada advogado. São 640 mil Cíceros Romanos, os tribunos do nosso quotidiano. A relação fraterna interna é uma das balizas de sustentáculo da entidade.

Lutando pela normalidade democrática e pelo respeito aos valores constitucionais, bem assim protegendo o exercício da profissão, a Ordem se consolida como a entidade que pertence, por igual, ao Brasil e aos advogados, executando com destemor as suas missões.

Marcus Vinicius Furtado Coêlho é Secretário-Geral do Conselho Federal da OAB.

Revista Consultor Jurídico, 1 de junho de 2010, 14h54

Comentários de leitores

5 comentários

DEFESA DAS PRERROGATIVAS ???

acdinamarco (Advogado Autônomo - Criminal)

NÃO ME LEMBRO DE NENHUMA MEDIDA ADOTADA, QUANDO O CONSELHO DE SÃO PAULO DESOBEDECEU UM PROVIMENTO DO CONSELHO FEDERAL, PREJUDICANDO ENORMEMENTE ADVOGADOS PAULISTAS, NO EPISÓDIO DO QUINTO CONSTITUCIONAL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA MILITAR DE SÃO PAULO.
acdinamarco@aasp.org.br

Ressentimento Subalterno

Orlando Maluf (Advogado Sócio de Escritório)

Lamentavel a grosseria e inconsequencia ilimitada com que alguns recalcado se utilizam deste valioso espaço para tentar denegrir uma das mais respeitaveis entidades brasileiras.
Em que pese alguns percalços, naturais em toda a grandeza humana, a Ordem é paradigma que deve ser admirado, respeitado e conservado por toda a nação brasileira

RESPEITE O ADVOGADO: VOCE AINDA VAI PRECISAR DE UM!

Raul Haidar (Advogado Autônomo)

Espero que os críticos da Advocacia tenham dinheiro para pagar um bom advogado quando precisarem de um. E estejam certos: num país como este, onde muitas autoridades e até pessoas comuns cultivam o hábito de não respeitar direitos alheios, mais cedo ou mais tarde qualquer pessoa vai precisar de um advogado. Talvez para tirá-lo da cadeia, discutir a multa injusta, defende-lo da ex-mulher ou, quem sabe, cuidar de uma ação de investigação de paternidade...Respeite o Advogado: você ainda vai precisar de um !

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