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Suspeita de infrações

CNJ instaura processo administrativo contra juiz

O Conselho Nacional de Justiça decidiu, nesta terça-feira (1º/6), instaurar Processo Administrativo Disciplinar contra o juiz federal da Paraíba Francisco Glauber Pessoa Alves. O objetivo é aprofundar as investigações em relação à acusação de que o magistrado utilizou serviços de um motorista e segurança da 8ª Vara Federal de Sousa, da qual era titular, enquanto estava licenciado, sem a devida autorização.

Em abril de 2008, o Sindjuf/PB entrou com uma representação no Tribunal Regional Federal da 5ª Região contra o magistrado pedindo a abertura de processo administrativo disciplinar para apurar as infrações cometidas pelo juiz. Segundo o sindicato, ele se beneficiou indevidamente dos serviços de um servidor da 8ª Vara, no período que estava licenciado para elaboração de sua tese de doutorado.

Em seu voto, o relator Nelson Tomaz Braga considerou relevante a questão e, por isso, optou pela abertura do PAD no CNJ, no intuito de apurar a atitude do juiz. O sindicato também alegou a prática de assédio moral por parte do juiz em relação aos servidores da 8ª Vara, ao ampliar a carga horária dos funcionários e pelo fato de ter aplicado pena de suspensão a uma servidora, além de ter sido indelicado em audiência. Essas acusações não foram acatadas pelo CNJ, que entendeu se tratarem de alegações genéricas e sem comprovação suficiente.

Dessa forma, o relator considerou parcialmente procedente o pedido feito pelo Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário da Paraíba. Com informações da Assessoria de Imprensa do CNJ.

RD 200910000036570

Revista Consultor Jurídico, 1 de junho de 2010, 16h20

Comentários de leitores

5 comentários

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Directus (Advogado Associado a Escritório)

"melhorias"...
No mais, é incrível como alguém se acha no direito de falar de uma outra pessoa sem conhecê-la.
Porque a outra pessoa é juiz, o tal advogado (que comprou diploma, na certa) pensa que pode dar lições da vida ou de moral. Não pensou na hipótese de o juiz já ter sido trabalhador braçal antes de estudar e progredir. Deve achar que juiz cai do céu, ou que dá em árvore, já pronto.
Sinais dos tempos de discurso fácil, oportunista e ignorante.
A referência a "trabalhador" em oposição a "juiz" é outra prova de recalque.Os juízes brasileiros são os que possuem, proporcionalmente, a maior carga de trabalho do mundo. Já provei isso aqui com números, anteriormente. Mas sempre tem um frustrado e/ou ignorante para dizer que juiz não trabalha.
Para encerrar, antes que venha outro preconceito: estou compensando plantão de final de semana.

Corrigindo

Directus (Advogado Associado a Escritório)

"Lutar por melhortias nas condições de trabalho de todos é um direito"...

Imbecilidade

Directus (Advogado Associado a Escritório)

Eu, conhecer outras realidades?
Filho de classe média baixa, tive que trabalhar para pagar meus estudos. E nunca pude fazer "cursinhos".
Fui auxiliar de almoxarifado numa construtora civil quando tinha 19 anos. Ia para o serviço de bicicleta e descarregava até caminhão de cimento na bomba.
Entrava às 07 e saía às 18, tendo que correr para a faculdade sem nem jantar direito.
Cheguei a Procurador do Estado e, depois, a Juiz de Direito.
Antes disso, já estive até no Exército.
NUNCA DISSE QUE ESTAVA INSATISFEITO COM MINHA CARREIRA.
Aí vem um imbecil de um advogado dizer para eu pedir as contas.
Pelo seu racioSÍMIO, meu caro, a Revolução Industrial nem teria ocorrido. As pessoas continuariam trabalhando 14 horas por dia, sem férias nem salário decente, ou deveriam "pedir as contas".
Lutar por melhorias nas condições de todos é um direito, não uma regalia. Se o seu diploma comprado servisse para alguma coisa, o senhor saberia disso.
Agora, se não é burro, então está de má-fé. Nesse caso, vá descontar seus recalques em outro.

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