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Greve do Judiciário

OAB-SP diz que 300 mil ações estão represadas

Em assembleia na Praça João Mendes, servidores do Tribunal de Justiça de São Paulo decidiram pela continuidade da greve, que já dura 92 dias. O movimento deve continuar até, pelo menos, quarta-feira (4/8). A OAB paulista estima que, em três meses de paralisação, cerca de 300 mil processos estão represados. Com 30% de adesão, a paralisação já alcançou a mais longa da história do Judiciário do estado, ocorrida em 2004.

Luiz Flávio Borges D’Urso, presidente da OAB-SP, lembra que os procedimentos forenses, como encaminhamento de processos à audiência e publicações de decisões dos magistrados, dependem do trabalho dos servidores. “A continuidade da greve traz prejuízos, principalmente para os cidadãos que esperam uma resposta rápida da Justiça para suas demandas, sendo que algumas delas são urgentes, como pensões alimentícias e alvarás de soltura, para citar alguns exemplos”, explicou.

Por conta da greve, além dos 300 mil novos processos parados, cerca de 100 mil audiências apresentaram problemas. Além disso, 280 mil sentenças não foram prolatadas ou sequer publicadas.

Para o presidente da OAB paulista, a greve atual tem um perfil diferente da de seis anos atrás. “A anterior paralisou praticamente toda a Justiça. Essa, embora mais longa, tem menor adesão dos servidores, mas nem por isso é menos danosas à sociedade. Em cidades como Piracicaba, Ribeirão Preto e Dracena, a paralisação é mais intensa, e em outras, como Guarulhos, estão praticamente normalizadas as atividades dos servidores”, informou.

Em 2004, na paralisação mais longa da classe, 600 mil sentenças deixaram de ser assinadas e 400 mil audiências não foram feitas. Os processos represados chegaram a 1,2 milhão.

D’Urso destacou, ainda, que a Advocacia, embora tenha apoiado as reivindicações dos servidores — como reposição salarial de 20,6% e melhorias nas condições de trabalho —, não endossa a greve, por considerar altos os prejuízos causados pelo movimento. Com informações da Assessoria de Imprensa da OAB-SP.

Revista Consultor Jurídico, 29 de julho de 2010, 11h31

Comentários de leitores

18 comentários

Para encerrar

Riberto. (Oficial de Justiça)

Caro Sr. ca-io ;
Como já disse, não temos sindicato. Nenhum, alíás. Para complicar, nosso patrão é a sociedade paulista, a qual de fato não possui qualquer responsabilidade quanto ao que está nos acontecendo. Os culpados pelo caos são meros atravessadores, arrogantemente auto-investidos nas funções de "administradores". Lamentamos muito e nos desculpamos a todos os paulistas e brasileiros de verdade ... talvez jamais nos seja possível saldar nossa imensa dívida com cada um de voces ( mas por favor não se esqueçam que também somos parte da população prejudicada ) ;
Caro Sr. "magist_2008" :
Nas suas próprias palavras, de fato "as provas são claras" ( concordo, o youtube que o diga ). Nos resta apenas aguardar qual das numerosas "JUSTIÇAS" deste estado e país irá se pronunciar sobre o ocorrido ( e também quanto às ocorrências que ensejaram aquela tal, objeto de vossa manifestação ). Consagrada por Robert Green Ingersoll, político norte-americano de segundo escalão no século XIX, a frase 'NA VIDA NÃO HÁ PREMIOS OU CASTIGOS, APENAS CONSEQUENCIAS ..." nunca foi tão atual. Opino humildemente que a "justiça" que apreciará a "agressão(!!!)" ao magistrado será diversa daquela que decidirá sobre as nossas pretensões trabalhistas, embora durmam, se abracem e se beijem na mesma cama. Enquanto isso, continuaremos TODOS a andar para trás.
ET.: meu nome é RIBERTO, sou Oficial de Justiça da 3ª Vara Cível de Praia Grande e meu e.mail para eventual contato é "angelcacdez@hotmail.com" . Penso, escrevo e me identifico, logo, existo ...

Rol de atividades quem sabe?

ca-io (Outros)

Quando o assunto é sério como essa greve do sem fim, não devemos tratar o assunto como amadores, e tecer provocações. A terceirização, que foi patrocinada pelo partido que diga de passagem é o do Pior Salário Do Brasil, mostrou em muitos casos um equivoco, apesar da situação econômica da época exigir tal medida. Quanto às atividades dos Escreventes é composta de mais de 230 atividades, sem considerar as que são do rol dos magistrados e praticado gratuitamente pelos serventuários, portanto a quem proclama por privatização, saiba que uma ação que em SP se gasta de inicial que seja 200,00 no PR privatizado, o custo é em torno de 700,00 e tem mais lá só a lentidão é menor fruto dos poucos processos. Quanto ao sindicato fosse ele realmente poderoso, a cada semana ingressaria com uma ação contra o patrão, coisa que não o faz inclusive para defender os interesses relativo aos prejuizos da greve de 99 e 2004.

Veremos quem está mentindo

Directus (Advogado Associado a Escritório)

As provas são claras. Veremos quem está mentindo sobre os ataques ao juiz de Monte Alto quando a Justiça se pronunciar.
Aguardem.

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