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Falta de funcionários

Greve dos servidores da Justiça estadual preocupa

Parados há 86 dias, os servidores da Justiça estadual de São Paulo fizeram na última quarta-feira (21/7) nova assembléia e rejeitaram a proposta do Tribunal de Justiça e decidiram continuar de braços cruzados até a próxima quarta-feira (28/7), quando acontece nova assembléia. "Esta paralisação pode superar, infelizmente, a greve de 2004, a maior do Judiciário com 91 dias parados", avalia o diretor secretário geral da OAB SP, Sidney Bortolato Alves.

Desde junho, a OAB-SP vem orientando suas subsecções do interior para que solicitem a suspensão de prazos diretamente nas Comarcas. Nove conseguiram  , total ou parcialmente: Santos, Campinas, Piracicaba, Mococa, Monte Aprazível, Jales, Dracena, Sorocaba e São Bernardo do Campo .

Sidney Bortolato Alves, secretário-geral da OAB-SP, lembra que embora as portas dos fóruns estejam abertas, a falta de funcionários torna os procedimentos mais lentos, afetando o andamento dos processos e a vida das pessoas que são prejudicadas pela não expedição de pensões alimentícias ou alvarás de soltura. Outros problemas registrados pelos advogados são intimações que não cumpridas e a impossibilidade de cumprimento de cartas precatórias em comarcas onde os cartórios estão fechados.

Entre as reclamações que os advogados encaminharam para a OAB-SP está o de uma advogada que compareceu a uma audiência no Fórum Central da Capital, que não aconteceu porque o processo não foi encaminhado pelos funcionários em greve. A falta de servidores também compromete a publicação de sentenças, porque não é dado o devido andamento, e de alvarás, se transitadas em julgado. Na avaliação da Ordem, o movimento paredista pode atrasar em um ano a tramitação dos processos, sendo que 240 mil já estão parados.

Mínimo
A situação também não é animadora na Justiça estadual do Mato Grosso. A desembargadora do TJ, Clarice Claudino da Silva, determinou, em caráter de liminar, o cumprimento da garantia de, no mínimo, 30% dos serviços em todas as unidades judiciárias do Estado enquanto perdurar a greve dos servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso, que se estende por mais de 80 dias.

A decisão cautelar foi tomada nos autos de uma ação civil pública e considerou a necessidade de resguardar os direitos da pessoa idosa previstos na Lei 10.471/2003, a qual garante a essa parcela da população atendimento preferencial imediato e individualizado junto aos órgãos públicos e privados prestadores de serviços à população e veda qualquer tipo de negligência, discriminação, violência ou omissão.

A liminar determina que o Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat) garanta o restabelecimento dos serviços no prazo de 24 horas, a contar do prazo da notificação, de modo que todos os processos judiciais que envolvam pessoas idosas voltem a ter regular andamento. Estabelece ainda, que todas as unidades judiciárias permaneçam abertas durante todo o expediente forense, a fim de possibilitar o livre acesso aos processos dos idosos. Em caso de não cumprimento da ordem, ficou estipulada multa diária no valor de R$ 5.000.

Em sua decisão, a desembargadora demonstrou que a prova inequívoca e a verossimilhança das alegações do pedido liminar estão respaldadas em documento que dá conta de paralisação de processos envolvendo pessoas idosas e no fato de que a greve desencadeada há mais de 80 dias não considerou como serviço essencial o julgamento de processos relativos aos idosos. Além disso, observou a magistrada, o fechamento da maioria das secretarias do Fórum Desembargador José Vidal da Comarca de Cuiabá poderá acarretar prejuízo irreparável ou de difícil reparação aos jurisdicionados.

“O fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação decorre da própria condição de paralisação dos servidores do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso, uma vez que, sem movimentação, os processos adormecem nas prateleiras das secretarias, acarretando prejuízos de toda natureza, em especial àquelas pessoas albergadas pelo Estatuto do Idoso.”

Por fim, a desembargadora ponderou que não há dúvidas de que a reivindicação dos servidores tem como fundamento tratamento digno e melhoria na carreira, porém concluiu que a integral paralisação dos serviços jurisdicionais, se realmente comprovada, gera prejuízos de grande monta, em especial à pessoa idosa que, por lei, necessita de tratamento diferenciado. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-MT e da OAB-SP.

Revista Consultor Jurídico, 24 de julho de 2010, 16h17

Comentários de leitores

2 comentários

ILEGALIDADES PRATICADAS PELO TJ-SP

Eliseu (Cartorário)

Os servidores do judiciário paulista estão sem reposição salarial há mais de 02 anos, os magistrados como diz o jargão "se a farinha é pouca o pirão é meu", ficam com todo o dinheiro do orçamento, com seus salários atualizados. Não cumprem a CF e nem a lei estadual que concede reposição salarial dos servidores do judiciário (data base). A maior parte dos deputados estaduais não assinou a CPI do judiciário, a fim de serem apuradas as muitas ilegalidades praticadas pelo TJ, denunciadas pelas associações de classe e sindicato, reconhecidas inclusive pelo CNJ. O governo estadual do PSDB pratica uma política de arrocho salarial, cortando reiteradamento o orçamento do poder judiciário, ele só a favor dos aumentos do pedágio. O Ministério Público estadual “fiscal da lei” está silente. A OAB-SP apesar de desrepeitada varias vezes pelo TJ, em lista de indicações do quinto constitucional (só o STF pode ter ministro reprovado em exame no passsado da magistratura bandeirante, o TJ paulista não pode ter desembargadores), se posiciona contra os servidores grevistas. Ante o exposto, com diz o nosso hino nacional..... VERÁS QUE UM FILHO SEU NÃO FOGE A LUTA!!!!!!!!!!!!!

Jurisdicionado Aporrrinha II.

fernandgoncalves (Outros)

Paz e Bem, Comunidade.
Greves nos Serviços Públicos são Pragas Ciclicas.
Mas nem a 'praga bíblica dos gafanhotos' durou tanto quanto costuma durar as greves de servidores públicos.
É uma lástima que o Estado-administrador mantenha a Sociedade (Paulista, no caso em questão) 'sem dados' e meios suficientes para 'Decidir' as condições de trabalho no serviço público e, em especial, no Judiciário.
Falta "Liberdade de Informação" na Sociedade Paulista quando o assunto é 'o movimento peristáltico da Administração do Estado de São Paulo.
Nem proatividade, nem obrigação de divulgar/publicar a ficha salarial dos servidores ou as notas de empenho/despesas do Orçamento Paulista fazem parte dos conteúdos expostos nessa vitrine multi-mídia que é a WEB, um dos muitos serviços INTERNET.
E é o Judiciário paulista a peça da administração pública mais obscura do Estado Republicano.
Até mesmo a imprensa, os jornais cotidianos ficam cheio de 'melindres' quanto são instados a "inquirir' o diretor de fórum, juiz administrador ( sic ) sobre a transparência de sua gestão ( sic ) na condução desse 'paquiderme' que atende pelo nome de Judiciário.
Isso é uma Vergonha!

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