Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

HC por e-mail

Desconhecido pede liberdade para o goleiro Bruno

A Justiça de Contagem recebeu nesta quarta-feira (14/7) um pedido de Habeas Corpus em favor do goleiro Bruno Fernandes, suspeito de envolvimento no desaparecimento de Eliza. Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o pedido de HC foi feito por e-mail por João Carlos Augusto Melo, do Rio de Janeiro. O advogado defesa de Bruno, Frederico Franco, afirmou não saber quem fez o pedido.

O TJ-MG não divulgou qual o argumento usado para pedir a libertação do goleiro. O HC pode ser pedido por qualquer pessoa, independentemente de ser advogado ou de ter ligação com o caso. O pedido ainda não foi distribuído para avaliação, informou o tribunal. Após o recebimento, ele deve ser analisado em 48 horas por um desembargador.

No final da tarde desta quarta-feira, a juíza Marixa Rodrigues, do 1º Tribunal do Júri de Contagem, recebeu o primeiro pedido de liberdade no caso do desaparecimento e suposta morte de Eliza Samudio. A intenção era a revogação da prisão temporária de Sérgio Rosa Sales, conhecido como Camelo, primo e funcionário do goleiro.

O advogado de Camelo, Marco Antônio Siqueira, disse à Folha de S.Paulo que, pelo seu entendimento, “não pode haver supressão de instâncias” do Poder Judiciário. Por esse motivo, ele abriu mão, por enquanto, do HC e preferiu recorrer à mesma autoridade judicial que decretou a prisão temporária de 30 dias de oito dos nove investigados no caso.

Quebra de sigilo
A juíza Marixa Lopes, do Tribunal do Júri de Contagem (MG), autorizou nesta quarta-feira (14/7) a quebra do sigilo telefônico do goleiro Bruno Fernandes e de outros quatro envolvidos no desaparecimento de Eliza Samudio. Além do goleiro, foram liberados os dados telefônicos do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos (Bola), Elenilson Vitor da Silva, Wemerson Marques de Souza (Coxinha), Flávio Caetano de Araújo e do adolescente de 17 anos (primo de Bruno).

O pedido foi feito pela Polícia Civil de Contagem. A Justiça já havia autorizado a quebra do sigilo telefônico de outras três pessoas, de Eliza, de Dayanne Rodrigues do Carmo Souza (mulher do goleiro) e de Luiz Henrique Romão (Macarrão). A polícia pretende ouvir os telefonemas dados e recebidos antes e depois do desaparecimento da ex-namorada de Bruno.

A delegada da Divisão de Homicídios de Minas Gerais, Alessandra Wilke, informou nesta quinta-feira (15/7) que vai intimar para depor Fernanda Gomes de Castro, suspeita de ser namorada do goleiro Bruno. Segundo o depoimento do adolescente, primo de Bruno, ela cuidou do filho de Eliza no Rio de Janeiro, antes de a vítima ser levada para Minas Gerais.

Como as características físicas são parecidas e Bruno foi visto saindo de sua casa com o carro de Fernanda, a polícia irá investigar o envolvimento dela no caso. Além disso, a polícia encontrou fotos dela ao lado de Bruno, no site do goleiro.

Revista Consultor Jurídico, 15 de julho de 2010, 18h32

Comentários de leitores

3 comentários

O desconhecido e o Habeas Corpus...

Zerlottini (Outros)

Façam o seguinte: já que esse sujeito está tão interessado assim, ele que o leve pra sua casa. O Bruno, o Macarrão, a "tchurma" toda. Assim é até bom que eles deixam de comer à nossa custa e comem só à custa dele.
Francisco Alexandre Zerlottini. BH/MG.

Bruno: torcedor entrou com habeas corpus.

JOHN098 (Arquiteto)

“Uma vez Flamengo, sempre Flamengo”. Esse é o título de um dos inúmeros álbuns de fotos que o capitão de fragata João Carlos Augusto Melo Moreira, de 53 anos, mantém em seu perfil do site de relacionamentos Orkut. Urubu até a alma, ele garante, porém, que não agiu com o coração rubro-negro quando pediu o habeas corpus para o goleiro Bruno, anteontem, por e-mail, à Justiça de Minas Gerais.
— Não existe a prova do crime. O que existem são presunções — diz o capitão, com a mesma certeza com a qual aparece numa foto, no Maracanã, carregando um cartaz onde se lê: “Flamengo hexa, eu já sabia”.
Morador da Barra da Tijuca, João diz que decidiu entrar com o pedido porque o advogado de Bruno estava demorando muito para fazê-lo.
— Fiz isso para motivar o Ércio (advogado do goleiro). Embora eu não seja advogado, acho que minha requisição está mais bem fundamentada do que a dele — gaba-se o capitão, que mandou uma carta para o presídio onde Bruno está preso, “pedindo que o jogador pare de andar com más-companhias”.
— Não fiz isso porque sou Flamengo — diz, pouco antes de encerrar a conversa arrematando com um educado “saudações flamenguistas”.

banalização do HC

daniel (Outros - Administrativa)

banalização dos HCs, isto precisa ser coibido.

Comentários encerrados em 23/07/2010.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.