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Reposição salarial

Servidores e policiais entram em confronto em SP

Servidores da Justiça estadual de São Paulo e um pedestre saíram feridos, na tarde desta quarta-feira (7/7), após um confronto com a polícia em frente ao Fórum João Mendes, no centro da capital. O incidente aconteceu quando servidores tentavam dar um "abraço simbólico" no prédio. De acordo com manifestantes, a polícia tentou impedir o ato com gás de pimenta, bombas de efeito moral e balas de borracha.

A paralisação dos servidores, iniciada no dia 28 de abril, tem como objetivo a reposição salarial de 20,16%. Nesta quarta-feira foi feita a 17ª assembleia. O Tribunal de Justiça afirma não ter verba para o reajuste.

Em comunicado, a presidência do TJ paulista, afirma que o "abraço simbólico" no prédio foi, na verdade, "um cordão humano com a tentativa de isolar o prédio e impedir a entrada das pessoas".

Segundo o tribunal, a confusão começou quando uma pedra foi jogada contra a cabeça de um oficial da polícia militar. "Para a garantia da ordem, a polícia militar usou gás de pimenta e bombas de efeito moral, além de disparos com munições de borracha voltados para o alto."

A corte ressalta que, antes da assembleia dos servidores, representantes do Tribunal de Justiça se reuniram com os trabalhadores para uma tentativa de acabar com a paralisação.

Prejuízos
De acordo com a OAB-SP, cerca de 240 mil processos estão parados no Tribunal de Justiça por conta da greve dos servidores do Judiciário. A OAB estima que 82 mil audiências deixaram de ocorrer e 192 mil sentenças deixaram de ser assinadas desde o dia 28 de abril, quando a categoria resolveu cruzar os braços.

Em 2004, os servidores do Judiciário fizeram a maior greve da história, com paralisação durante 91 dias. Na época, 600 mil sentenças deixaram de ser assinadas, 400 mil audiências não foram feitas e cerca de 1,2 milhão dos processos foram represados.

Leia o comunicado da presidência TJ-SP:

A presidência do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, em razão do incidente ocorrido hoje (7/7), na Praça João Mendes, informa que:

1) Por volta das 16 horas, quando a assembleia dos servidores do Poder Judiciário terminou, parte dos manifestantes formou um cordão humano com a tentativa de isolar o prédio e impedir a entrada das pessoas;

2) Uma pessoa foi impedida de entrar e isso provocou a imediata reação da polícia militar que, desde a ocupação do prédio em 9 de junho, mantém policiamento ostensivo para a preservação da integridade física de servidores, advogados e público em geral;

3) Além da atuação da PM, também desde a ocupação, por meio da segurança patrimonial, o TJSP efetua rigoroso controle de acesso de servidores e público em geral para preservação da ordem e proteção do patrimônio público;

4) O conflito teve início com uma pedrada desferida contra a cabeça de um oficial da polícia militar. Diante da tentativa de contenção, houve reação dos manifestantes, formados por servidores grevistas e simpatizantes políticos.

5) Para a garantia da ordem, a polícia militar usou gás de pimenta e bombas de efeito moral, além de disparos com munições de borracha voltados para o alto;

6) Os resultados dessa tentativa de impedimento da entrada de servidores, advogados e público em geral foram uma advogada ferida (atendida inicialmente no ambulatório do fórum), viaturas danificadas e policiais militares com ferimentos;

7) Os policiais militares e os manifestantes registram boletim de ocorrência no 1º Distrito Policial;

8) Mesmo com esse incidente, em nenhum momento o Fórum João Mendes Júnior ficou fechado para o atendimento ao público.

Importante ressaltar que hoje antes do início da assembleia, assim como tem acontecido em todas as quartas-feiras, representantes do Tribunal de Justiça se reuniram com os representantes dos servidores do Poder Judiciário para mais uma tentativa de finalização do movimento grevista.

Notícia alterada às 19h49 de 7 de julho de 2010 para acréscimo de informações.

Revista Consultor Jurídico, 7 de julho de 2010, 17h54

Comentários de leitores

4 comentários

Só o TJ fala?

Drosobr (Funcionário público)

Notaram que a matéria só dá espaço para a manifestação do TJ? Que tal dar voz à outra parte Srs. Jornalistas? (ou não serão jornalistas?).

A TRUCULÊNCIA DA CÚPULA DO TRIBUNAL

Eliseu (Cartorário)

O fórum foi fechado a partir do “abraço simbólico”, todos os que estavam no fórum saíram pelos fundos sem nenhum tipo de agressão. A incompetência do oficial superior responsável pelo policiamento só é comparada ao presidente do TJ. Tiros para o alto é mesmo que acreditar em papai noel. Pedradas em PM????. O grupo maior dos servidores é de mulheres, os funcionários sempre trataram os PMS nos fóruns onde trabalham com consideração e respeito e agora toda essa violência????, mesmo mando do presidente do TJ. Foi uma covardia. Os servidores do judiciário estão sem reposição salarial há mai de 02 anos, os magistrados ficam com todo o dinheiro do orçamento. Não cumprem a CF e nem a lei estadual que concede reposição salarial da inflação (data base). A maior parte dos deputados estaduais não assinou a CPI do judiciário a fim de serem apuradas as muitas ilegalidades praticadas pelo TJ. O governo estadual do PSDB está de acordo com o arrocho salarial, ele só a favor dos aumentos do pedágio. O Ministério Público estadual “fiscal da lei” está silente. A OAB-SP apesar de desrespeitada pelo TJ, só se posiciona contra os servidores grevistas. Ante o exposto, só posso dizer..... VERÁS QUE UM FILHO SEU NÃO FOGE A LUTA!!!!!!!!!!!!!

Tiros para o alto?

Marsal71 (Oficial de Justiça)

O mais estranho desse relato da polícia é que há servidores com ferimento dessas balas de borracha no abdômen, peito e cotovelo. A não ser que esses tais funcionários estivessem em cima das árvores (ou 3ºs andares), podemos concluir que a PM mente.
Para ver os feridos acesse: http://www.assojuris.org.br/verDestaque.asp?Noticia=3923

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