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Violência pública

MJ quer ouvir a percepção da população

Trinta e duas cidades de São Paulo foram escolhidas para participarem da 1ª Pesquisa Nacional de Vitimização, lançada na quinta-feira (1º/7) pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça, em parceria com o PNUD. O governo federal vai ouvir a população sobre condições de vida, os fatores de risco e as percepções de segurança.

Os resultados do levantamento permitirão subsidiar políticas públicas voltadas para a melhoria das condições de convivência e segurança pública da sociedade brasileira. A pesquisa será realizada pelo Datafolha, que conta com a consultoria do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (CRISP).

No questionário será perguntado se foram ou não vítimas de algum tipo de crime e qual o impacto dessa violência em suas vidas. Essas informações poderão revelar de  forma mais precisa a incidência de crimes por áreas e tipos de pessoas mais expostas à violência.

Os pesquisadores do Instituto Datafolha já começaram a coleta de dados em 300 municípios com mais de 15 mil habitantes. Serão sete meses de trabalho para ouvir 70 mil pessoas sobre temas como notificação de crimes e atendimento dos órgãos de segurança. A previsão é que os primeiros resultados sejam divulgados em fevereiro de 2011.

A iniciativa também deve mensurar o crime e a violência, investigar as razões da existência da subnotificação de crimes e conhecer os riscos de vitimização em diferentes grupos sociais. As informações deverão revelar o medo do crime e sua relação com possibilidades concretas de vitimização, a experiência do crime do ponto de vista das vítimas além da avaliação das instituições do sistema de segurança pública.

O secretário Nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, explicou que as ocorrências policiais não mostram um retrato real de cada tipo de crime já que a maioria das vítimas não registra queixa, dificultando a implementação de políticas públicas mais precisas.

“Estudos internacionais revelam que as pesquisas de vitimização apresentam números até 18 vezes maiores do que os registros em boletins de ocorrências. Não podíamos sentar nos fóruns internacionais e comparar números porque não tínhamos dados nacionais. Essa pesquisa vai coroar uma nova maneira de fazer segurança pública baseada no conhecimento científico”, disse.

Balestreri também ressaltou que as informações sobre vitimização permitirão  definir ações específicas para garantir a segurança de grupos vulneráveis como homossexuais, jovens, idosos e mulheres.

A Coordenação Geral de Pesquisa e Análise da Informação, da Senasp, conta com o auxílio de um Conselho Gestor formado por especialistas no tema, como intelectuais com experiência em pesquisas de vitimização, gestores públicos e secretários de segurança. Esse conselho foi concebido para elaborar o questionário em conjunto com a Senasp, assim como os parâmetros metodológicos da pesquisa.

Universidades, institutos e acadêmicos poderão solicitar o acesso aos dados para a produção de novos estudos a partir de fevereiro de 2011. Os critérios para a seleção dessas instituições serão divulgados em edital no Diário Oficial da União.

Serão pesquisados os municípios de São Paulo, Amparo, Andradina, Araras, Barretos, Botucatu, Cachoeira Paulista, Cajuru, Cosmópolis, Guarulhos, Ibiúna, Iracemápolis, Iguape, Itapeva, Jaboticabal, José Bonifácio, Jaú, José Bonifácio, Martinópolis, Lorena, Osasco, Pederneiras, Ourinhos, Piedade, Presidente Venceslau, Santa Bárbara D´Oeste, Santa Rosa de Viterbo, São Vicente, Tatuí, Tupã, Votorantim e Votuporanga. Com informações da Assessoria de Imprensa do Ministério da Justiça.

Revista Consultor Jurídico, 3 de julho de 2010, 12h22

Comentários de leitores

1 comentário

Pesquisa sobre o que, mesmo???

Zerlottini (Outros)

Não existe, seu "sinistro". Na rua onde eu moro, havia um quartel da PM. Mas, policiamento mesmo, que é bom, nenhum... A gente só ouvia as sirenes das viaturas policiais quando estavam se recolhendo à garagem. Existe uma "faculdade" - e o quartel ficava em frente a ela, num prédio pertencente a ela. Em época de férias da "facu", não se via um só soldado na rua. Minha mulher, que é professora pública e dá aulas à noite, eu tenho de ir buscá-la a dois quarteirões da minha casa, porque não há viv'alma na rua, quando ela volta da aula. Minha filha teve seu celular roubado a menos de 500 m do quartel. Eu tinha um aluno a quem eu dava aulas particulares de a7 às 19 h. Teve um dia em que ele saiu da minha casa e, em frente à padaria, tomaram-lhe o tênis e o relógio. O sr. se diz ministro da justiça... Existe isso, no Brasil? Se existe, eu ainda não fui apresentado a ela. O seu cargo é perfeitamente dispensável.
Francisco Alexandre Zerlottini. BH/MG.

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