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Joio e trigo

Delegada sai em defesa de colegas investigados

A presidente da Associação dos Delegados de Polícia de São Paulo, delegada Marilda Aparecida Pansonato Pinheiro, saiu em defesa dos colegas de trabalho que estão sendo investigados pela Corregedoria da Polícia Civil. Após a reportagem da Folha de S. Paulo sobre as investigações que atingem 800 dos 3.313 delegados do estado, a delegada declarou que muitos podem interpretar erroneamente a situação. “[É preciso] separar o joio do trigo, porque nem todos os investigados são suspeitos de crimes graves”.

Para ela, muitos estão sendo investigados por “irregularidades” como não estar usando o distintivo, ter batido o carro durante uma ocorrência, ter participado de greve ou até ter proibido um advogado de acompanhar o depoimento de uma vítima, mesmo que este fosse o autor.

"Não podemos dar uma conotação de que são 800 delegados investigados pela mesma coisa, por corrupção, isso não procede. Nós, da Associação dos Delegados, não compactuamos com esse tipo de coisa. Queremos ter nossos direitos preservados, o direito da ampla defesa", disse.

Para ela, o número de ações demonstra que a Corregedoria é forte e transparente. "Não queremos corrupção dentro da nossa instituição, não queremos violência, nada disso. Queremos uma Polícia Civil transparente e que o delegado de polícia tenha uma conduta ilibada", disse. E continuou: “Se um delegado erra, também deve ser punido, mas todos têm direito à Justiça, não podem ser colocados no mesmo saco e punidos antes de julgados e com amplo direito à defesa”

Marilda também mencionou que os delegados da Polícia Civil têm o objetivo de resgatar a dignidade, a identidade e o respeito que o cargo exige. "Há sim uma vontade grande [dos delegados], um interesse de prestar serviço público de qualidade, mas a gente precisa ter condições de trabalho melhores e um melhor salário”, afirmou. Para ela, o salário da classe deveria ser de R$ 10 mil a R$ 12 mil. Atualmente, os delegado ganham de R$ 5.203,31 a R$ 9.403.

Na quarta-feira (27/1), a Adpesp fez um pedido formal à Corregedoria. O objetivo é obter um balanço sobre os casos em que delegados são investigados e por quais motivos as apurações foram abertas à imprensa. Com informações da Assessoria de Imprensa da Associação dos Delegados de Polícia de São Paulo.

Revista Consultor Jurídico, 28 de janeiro de 2010, 19h34

Comentários de leitores

5 comentários

TUDO PELA ELEIÇÃO!

Francisco Lobo da Costa Ruiz - advocacia criminal (Advogado Autônomo - Criminal)

PROCESSANDO POR QUALQUER COISA, E MESMO INDEVIDA E INJUSTAMENTE, OS POLÍTICOS "MOSTRAM" AUSTERIDADE. A SENHORA PRESIDENTE FOI MODERADA. SÓ NÃO PODEMOS ADMITIR QUE OS DELEGADOS DE NOSSA GLORIOSA POLÍCIA CIVIL DE SÃO PAULO VENHAM A SER CAPACHOS E ENGOLIDOS PELOS TUCANOS E AGREGADOS, QUE PERDERAM O GOVERNADOR ARRUDA COMO VICE PRESIDENCIAL!

Quando o choque é no dos outros não dói, né?

Quinto ano na Anhanguera-Uniban Vila Mariana. (Estudante de Direito - Criminal)

Até concordo com a delegada, MAS ISSO SE OS DELEGADOS TAMBÉM AGISSEM ASSIM EM RELAÇÃO AOS SERES HUMANOS NORMAIS, DESTITUÍDOS DE UM DISTINTIVO E UMA ARMA NA CINTURA. O que acontece é que quando é no dos outros não dói neles, mas quando é no deles, dói, né? Quando eles chamam a Globo e o Datena para acompanharem uma simples busca ou mesmo uma prisão por mandado judicial e a imprensa chega antes mesmo do que a polícia e escracha o suspeito com fotos e textos pré-escritos e divulgados, ninguém pode reclamar. E agora eles estão sentindo na alma e na carne o que os cidadãos comuns, criminosos ou não, sentem. Esse direito que a Dra. delegada reivindica em pról de seus colegas também deveria ser por ela e por seus colegas aplicado e garantido aos cidadãos comuns, errantes ou não. E se eu estiver errado, por favor, me corrijam.
Obrigado,
Lucien.

Direitos

Vince (Advogado Autônomo - Criminal)

Agora acaba com os direitos deles só porque eles é pegam os podres dos outros...

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