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Preço da manipulação

Mãe é condenada por inventar que filho estava doente

Uma mãe britânica, da cidade de Devon, foi condenada a três anos de prisão nesta sexta-feira (22/1) pelo Tribunal de Exeter por fingir que o filho estava seriamente doente para ganhar publicidade e dinheiro. De acordo com o processo, ela permitiu até que o filho fosse operado.

Ela submeteu o filho, que hoje tem oito anos e vive em outra parte do país, a um total de 325 ações médicas, como ser alimentado através de uma sonda e ficar confinado a uma cadeira de rodas. Ela dizia que o filho sofria de uma longa lista de doenças, incluindo diabetes, paralisia cerebral e fibrose cística.

O promotor Andrew Macfarlane disse ao tribunal que a “invenção sádica de sintomas não-existentes” da mãe representava “tortura 24 horas por dia”.

Como resultado das ações da mãe, o menino passou por uma série de “intervenções e intrusões físicas”, incluindo exames de sangue e tratamentos intravenosos. Segundo a promotoria, a mãe ganhou atenção nacional como resultado. Ela descrevia o filho como “a criança mais doente da Grã-Bretanha” e recebeu várias doações em dinheiro e presentes, incluindo dois cruzeiros marítimos.

Ela chegou a levar o filho de cadeira de rodas para conhecer a Duquesa da Cornuália, Camilla Parker-Bowles.

Danos 
A mãe disse ainda que o menino “estava convencido de que estava crônica e seriamente doente”. Segundo a advogada de defesa, Sarah Munro, sua cliente sofre de um distúrbio que a faz inventar coisas para ganhar simpatia ou atenção.

Ao dar a sentença, o juiz Stephen Wildblood disse que cinco adjetivos podem descrever a ré, “cruel, manipuladora, perversa, confusa e patética”. “Seu filho terá que perceber o fato de que a pessoa que deveria cuidar e nutri-lo ao longo de sua infância estava na verdade o ferindo”, disse. “Sua experiência sob custódia será que as pessoas que são cruéis com crianças são recebidas na prisão como são na sociedade, com enorme rejeição”, registrou o juiz.

Revista Consultor Jurídico, 24 de janeiro de 2010, 18h02

Comentários de leitores

2 comentários

dá no mesmo, pois lá ....

analucia (Bacharel - Família)

dá no mesmo, pois lá também náo se cumpre estas penas menores de prisáo, pois também sáo convertidas em pena alternativa.

Isso que é Justiça!

Roland Freisler (Advogado Autônomo)

Aqui não daria em nada. No máximo o pagamento de uma cesta básica ou prestação dse serviços à comunidade. É por essas coisas que a Justiça está desmoralizada. Vejam tembém aquele caso americano, em que os pais alegaram que o filho estava em um balão. Igualmente aqui não daria em nada, mas lá, o casal pegou seis meses atrás das grades.

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