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Eleição no MP-SP

Oposição já tem candidato para procurador-geral

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Turbinado com resultado da eleição para o Conselho Superior do Ministério Público, o grupo que por 12 anos ocupou a chefia do Ministério Público de São Paulo decidiu largar na dianteira pela cadeira de procurador-geral de Justiça. Na semana passada, foi fechado um acordo em torno do nome do procurador João Francisco Viegas para disputar a chefia do Ministério Público paulista.

Na última disputa eleitoral, o grupo ligado a Viegas conquistou quatro das seis cadeiras colocadas em disputa no Conselho Superior da instituição. A chapa apoiada pelo atual procurador-geral de Justiça, Fernando Grella, ficou com as duas vagas restantes. A oposição ainda encabeça a lista de suplentes que é seguida de dois nomes ligados ao atual chefe do MP.

João Viegas deverá ter como adversário o atual procurador-geral de Justiça, Fernando Grella. Apesar de dizer em público que ainda não decidiu se vai disputar a reeleição, a candidatura do chefe do Ministério Público é dada como favas contadas. O que ainda não está definido é o lançamento de uma terceira candidatura.

Fernando Grella pretendeu usar como uma de suas principais bandeira de campanha o empenho pela aprovação do Plano de Cargos e Carreiras da instituição, projeto que anda a passo de tartaruga na Assembleia Legislativa. Esse é um problema antigo da base do Ministério Público e do Tribunal de Justiça de São Paulo. Por falta de uma regra para subida na carreira e dos baixos salários, os quadros de servidores das duas instituições se desidratam a cada ano.

João Viegas critica a atual gestão. Diz que se esqueceu do papel externo da instituição. Se eleito, promete resgatar a posição de vanguarda nacional do Ministério Público de São Paulo, o maior do país.

 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 18 de janeiro de 2010, 21h20

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