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Paraitinga submersa

Fórum será reconstruido depois de enchente

O secretário estadual da Justiça e da Defesa da Cidadania de São Paulo, Luiz Antonio Marrey, anunciou, nesta sexta-feira (8/11) que o governo vai liberar recursos para tentar recuperar o que sobrou do Fórum de São Luiz do Paraitinga, cidade devastada pelas enchentes no início do ano. O prédio está tomado por lama, que cobre milhares de processos. Eles passarão por restauração. A informação é do portal G1.

Marrey visitou a cidade para avaliar a situação e não escondeu a surpresa com o que viu. “Por mais que falem, ver pessoalmente causa um efeito perturbador. Pensar que a água subiu até teto do segundo andar é chocante”, contou ele, que usava botas de borracha para caminhar pelo prédio.

Ele não soube dizer quando e quanto será liberado. A juíza Renata Martins de Carvalho, diretora do fórum, também não conseguiu avaliar o prejuízo, mas admitiu que muitos processos podem ter se perdido. “O problema é que as casas dos advogados da cidade também foram destruídas e ali poderiam ter cópia dos documentos.”

“Nossa primeira expectativa é salvar e restaurar tudo. Depois, transformar o nosso Fórum em digital”, afirmou a juíza, que calcula reunir cerca de 2.300 processos no local. A entrada ficou tão cheia de barro que um caminho com tábuas de madeira foi improvisado para ajudar no acesso ao prédio. No cartório da cidade, voluntários usavam até secador para tentar recuperar as escrituras encharcadas, informa o portal.

O novo presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Viana Santos, também esteve em Paraitinga e prometeu empenho para colocar em prática a ideia de uma central de informações para o Judiciário no estado. O objetivo é sempre ter a cópia de um documento. “Poderíamos criar um banco de dados para registro civil, de imóveis e processos. Seria um local seguro”, disse ele.

Revista Consultor Jurídico, 9 de janeiro de 2010, 2h12

Comentários de leitores

1 comentário

Forum digital

Fernando Henrique Pinto (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

Se a informatização do Judiciário paulista não estivesse atrasada, por conta dos anuais cortes orçamentários, problemas como esse não ocorreriam mais, pois os processos já seriam totalmente digitais, com o conteúdo em segurança em computadores centrais.

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