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Assassinato de modelo

Negado pedido de prisão de suspeito de matar miss

A juíza da 1ª Vara Criminal da Comarca de Caxias do Sul (RS), Milene Fróes Rodrigues Dal Bó, negou o pedido de prisão preventiva do homem acusado de assassinar a modelo Caren Brum Paim. O Ministério Público do estado, autor do pedido da medida cautelar, informou que vai recorrer. As informações são do portal G1.

Candidata ao concurso Miss Itália Brasil, Caren, de 22 anos, foi encontrada morta no dia 1º de dezembro, com fios de fone de ouvido de telefone celular enrolados no pescoço. O principal suspeito de ter cometido o crime é um vizinho da modelo, que, segundo a Polícia, confessou o assassinato. A Polícia informou ainda, segundo o G1, que o crime aconteceu na casa do vizinho e que ele teve ajuda da mãe para transportar o corpo da modelo até a zona rural de Caxias do Sul.

O fotógrafo Robson Ramos, contratado pela vítima para fotografá-la numa festa dias antes de sua morte, informou que viu Caren discutindo com o vizinho durante o evento. A jovem morava na cidade gaúcha há quatro anos e estudava Ciência da Computação.

O delegado responsável pelo caso, Marcelo Grolli, concluiu o inquérito policial no dia 9 de dezembro. O vizinho foi indiciado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver e a mãe dele, por ocultação de cadáver. Os dois estão soltos. “Eles confessaram o crime, mas entendemos, pelo Código de Processo Penal, que não havia embasamento para representar pela prisão preventiva deles. Alguns laudos não ficaram prontos ainda, mas são peças complementares que não vão alterar o relatório final”, informou o delegado ao G1.

Revista Consultor Jurídico, 28 de dezembro de 2010, 18h46

Comentários de leitores

1 comentário

É o Brasil de sempre: Terra da Impunidade!

Antonio de Assis Nogueira Júnior (Serventuário)

São Paulo, 29 de dezembro de 2010.
Senhor Diretor:
Os magistrados estão comodamente sentados em seus gabinetes... e aí ficam até a aposentadoria. A Legislação penal-processual é uma benção, bem-vinda para os magistrados brasileiros, porque, como dogmáticos que são, NADA PODEM FAZER! Com a boca cheia, repetem à exaustão os dogmas que aprenderam rapidamente, desde o concurso público de provas e títulos em que foram aprovados, que só são juízes pelo status, poder e salário (digo:vencimentos e proventos integrais - esclareça-se que os proventos de aposentadoria da poderosa Casta da Magistratura são REALMENTE INTEGRAIS; o mesmo não ocorre com os servidores...). Não andam muito preocupados com a prisão de criminosos confessos, exceto se algum deles assassinar seus familiares. Até parece que a vítima é a culpada! Vão alegar, com voz embargada alguns, outros com voz petulante e arrogante, que lei é lei, e tal e qual não permite a prisão preventiva etc. etc. Este assunto não tem mais fim e está ficando inócuo e a discussão estéril! Brasil é país da impunidade, desde o início. Prisão por morte... esqueça! Talvez ocorra alguma penalidade e curtíssimo cumprimento de pena somente após o "justo e honesto" TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO JUDICIAL". Ora, ora, é a Lei, é a Constituição (até a norma hipotética de Kelsen é lembrada)etc. Brasil, meu Brasil brasileiro, até quando vai chafurdar na... O crime compensa? Por ora basta! Respeitosamente,
Antonio de Assis Nogueira Júnior
Analista Judiciário do E. TRT/SP

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