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Complexo do Alemão

Governo do Rio investiga abusos de policiais

A Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro abriu 50 investigações para apurar denúncias de abusos e crimes cometidos por policiais desde o início da ocupação do Complexo do Alemão. As acusações foram feitas por seis Organizações Não Governamentais (ONGs) e tratam de roubos, extorsões, tortura, desvio de armas e drogas apreendidas e execuções de suspeitos. A informação é da Agência Brasil.

As denúncias foram coletadas pelas ONGs com moradores da comunidade. Eles afirmaram que os policiais roubaram dinheiro, joias e pertences dos criminosos e de moradores. Também há informações de que policiais não apresentaram oficialmente armas e drogas apreendidas, para poder repassá-las a grupos criminosos, como milícias.

Uma das acusações mais graves é a de que policiais praticaram execuções sumárias de suspeitos. Segundo as ONGs, não houve perícias criminais para investigar adequadamente essas mortes, tampouco foram divulgados os números de presos ou mortos.

As entidades afirmam que há uma “caixa-preta” no governo do Rio, em relação às operações policiais no Alemão, comparam a ação deste ano com a de 2007, quando houve 19 mortos, alguns com sinais de execução, e destacam que não adianta culpar individualmente o policial que cometeu erros, já que o problema está no modelo da polícia e nas falhas do estado que possibilitam os abusos. As ONGs encaminharam um relatório com as informações para a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização dos Estados Americanos (OEA).

Fragilidade das denúncias
A Secretaria de Segurança informou à Agência Brasil que as investigações necessitam de um prazo mais longo que o usual devido “à fragilidade de testemunhos e provas apresentadas”. Também informou que o secretário José Mariano Beltrame pediu à Defensoria Pública do estado que atendesse às queixas da população local. Em nota, a Secretaria diz que reuniões frequentes têm sido feitas para avaliar o trabalho da Polícia e melhorar o controle.

“A ocupação do Alemão livrou nada menos que 130 mil pessoas da influência direta dos traficantes. Outras 250 mil, que moram na vizinhança, foram beneficiadas. As denúncias serão apuradas, mas o projeto das UPPs [unidades de Polícia Pacificadora] não tem volta”, diz a nota.

A Agência Brasil solicitou à Secretaria de Segurança o número de mortos e presos na ocupação do Complexo do Alemão, mas não obteve resposta. A secretaria também não quis comentar as denúncias feitas pelas ONGs.

Revista Consultor Jurídico, 22 de dezembro de 2010, 15h31

Comentários de leitores

1 comentário

PURA COVARDIA

Edusco (Advogado Autônomo - Civil)

Quando o poder sobe à cabeça, com o somatório de forças esmagador empregado, é o que facilmente acontece. Faz parte da natureza humana. O mais sarcástico é o "jeton" de R$ 500 per capita como bônus que o Gov. Cabral (que não descobriu o Brasil mas descobriu o impacto da mídia como decisivo nas eleições) vais distribuir a TODOS" OS PARTICIPANTES do espetáculo marcial; ele aceita os "collateral damages". Mas o Estado Constitucional de Direito não aceita as eventuais barbaridades cometidas, que devem ser apuradas rigorosamente pelo MP (não basta dar medalha ao Prefeito - tem que trabalhar para depuração da polícia também). Pois não é só bandido que faz covardia, quando está em vantagem numérica.

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