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Comentários de leitores

5 comentários

$$$ negócio $$$

Pietro Minucci (Engenheiro)

Eu ia falar mais,mas meu advogado por acaso, Dr. Sergio Niemayer,magistralmente disse tudo.
O que vejo é que,na prática,todas estas leis de proteção se tornam um empecilho à espontaneidade das relações. Os sentimentos naturais devem ser postos sob controle racional,tendo em vista o risco de repercussões financeiras. Um sentimento cristão e da natureza humana,como o da solidariedade,que deveria ser espontaneo,fica à mercê dos pretensiosos que buscam enriquecer sem causa,e dos patronos destas causas que,fomentando um desejo de vingança, colhem nesta lavoura.E como nestes dias não se pode confiar na justiça dos homens,talvez mais prudente seja buscar as meretrizes,ou tornar as mulheres meretrizes,para não caracterizar um possivel enquadramento. Isso é bom?

Pela amor de Deus!

João pirão (Outro)

Os juristas querem dar forma e conceito ao amor, coisa em que os poetas, filósofos, escritores, artistas fracassaram...
Estou muito de acordo com criar leis que reforcem a família. Mas o que estão procurando é coverter a sociedade familiar em uma empresa jurídica (LTDA). Claro que a gente deu tanto poder às empresas, que pensamos que tudo o que se aproxime a esta será melhor. Os que estão a favor acusam de fundamentalistas aos contrários, sendo que muito do radical que possuem essas leis raiam num outro fundamentalismo também.
Queria fazer duas perguntas: Se a minha amante é extrangeira, será que ela pode pedir cidadania brasileira? Será que os que adotam uma criança poderão pedir pensão alimentícia aos pais biológicos? esse seria um bom negócio.
Pela amor de Deus! Já é mais fácil odiar, e agora querem judicializar o AMOR?

Infelizmente a brincadeira se tornará a realidade.

Lazzaro Costa (Técnico de Informática)

Desculpe-me as palavras, mas existe uma brincadeira de muitos anos, fraseada por muitos formadores de opnião e em rodas de amigos, sempre em tom de brincadeira e que já esta se tornando realidade, Sai muito mais em conta quitar a conta mensal a uma "meretriz" que o cartão de crédito de um casamento ou divorcio.
Estou de pleno acordo em número, género e grau com as palavras do Mestre Dr. Sérgio Niemeyer.
Que diferênça tem mesmo do período ditatorial? onde tudo se resolvia com a força policial. Não vejo alguma, ou melhor, ficou e ficará um pouco pior, pois tudo agora será caso de poder polical e judiciário. Meu filho de 04 aninhos se jogará no piso do mercado e para eu poder educa-lo, terei que pedir ordem judicial para poder repriende-lo, não poderei mais dar umas palminhas em seu bumbum, pois caso o faça, poço ser detido por maus tratos.
Já estou perdendo a noção da boa ou má educação, pois a que tive dos meus Pais, não se prendia por estas atuais regras e todos em minha família ainda pedem a benção dos mesmos.
Mesmo tendo sofrido, como as "leis famíliares" de hoje dizem "Maus Tratos", que para mim não passou de um bom corretivo na hora certa.
Também não quero fazer parte desta nova geração, quem dirá AMAR POR DECRETO ou seria PAGAR POR DECRETO quando este se tranformar em divórcio.
Num falei que já estou perdido!

A derrocada do amor e do ideário cristão se aproxima

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

A profunda modificação que a civilização experimentou com o cristianismo, consistente da exaltação do amor, da solidariedade altruísta, que enxerga no outro o próprio reflexo, e coloca o indivíduo no centro de toda emanação será simplesmente aniquilada quando o amor se tornar fonte de obrigação jurídica. Por uma simples razão: para escapar dessas obrigações as pessoas vão reprimir a manifestação espontânea desse sentimento, vão controlá-la. Com o passar do tempo, tornar-se-ão mais frias, insensíveis, embotadas. O próximo passo e o retorno à atitude cruenta que vigia antes do advento do cristianismo. E mais um pouco, o cultivo do ódio, em vez do amor.
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Ruim isso, muito ruim essa mistura de amor com obrigação juridicamente exigível. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. A beleza e a poesia do amor vão escoar pelo ralo da insensibilidade quando o amor, ou melhor, a cessação do amor, que desaparece tão espontaneamente quanto surgiu, passar a repercutir em obrigações ou deveres para as pessoas, que não têm nenhum controle quer sobre o aparecimento do amor, quer sobre o desaparecimento dele.
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Pobre de ti, ó gerações futuras, que terão de lidar com essas aberrações, que serão agitadas pelos recalcados, pelos fracos psicologicamente, pelos ansiosos de vindita por não serem mais desejados por aquele em quem desapareceu o amor. Ainda bem que estarei longe de tudo isso quando esse triste destino ocorrer.
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(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito e doutorando pela USP – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

Modernidade na Câmara. O IBDFAM na vanguarda

Chiquinho (Estudante de Direito)

A Câmara Federal dá um passo à modernidade nesse final de 2010, através da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC),aprovando em caráter conclusivo, o projeto de Lei que cria o Estatudo das Famílias, idealizado pelo IBDFAM. Proposta esta que intenta uma revisão legislativa ao reunir em um único documento legal toda legislação que trata do Direito das Famílias. Entre as sugestões inovadoras apresentadas no Estatuto, estão: o protesto por dívida de pensão alimentícia, a possibilidade de alteração do regime de bens por escritura pública, o fim da obrigatoriedade do regime de bens no casamento, a substituição do termo "poder familiar" por "entidade familiar" e "autoridade parental" e o incentivo à prática de conciliação e mediação nos conflitos familiares. Tido como extraordinário avanço legislativo, para muitos juristas e operadores do Direito, a importância da aprovação do Projeto está em reunir toda parte processual relacionada ao Direito das
Famílias no só Diploma Legal. Se aprovado pelo Senado, esse Projeto de Lei será tão revolucionário quanto a Emenda Constitucional n.º 66/2010, que instituiu o divórcio direto.Cícero Tavares de Melo

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