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Reajuste salarial

Aumento de salário gera efeito cascata na economia

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Aprovados os aumentos para os poderes executivo e legislativo em soma superior a 60%, referido percentual trará reflexos no déficit público. Evidente que a arrecadação deverá crescer e os impostos serão elevados naturalmente. No entanto, pergunta-se, na realidade, se a população carente de recursos e serviços públicos fora consultada para a sobredita medida.

Os representantes do povo, no apagar das luzes, e no final da legislatura, próximos do recesso, fazem aprovação e jogam a conta para a população. Nada mais inaceitável e censurável. A República na qual democraticamente comungamos passa pelo crivo do interesse público e das receitas, sem comprometer o orçamento.

Sabemos que o mundo, e também o Brasil, todos atravessam fortes e complicadas crises econômicas. Crescerá o endividamento público que já se mostra impagável e mais do que isso, os trabalhadores não recebem aumentos coerentes nem mesmo com a inflação. Os servidores públicos que ocupam cargos no executivo e no legislativo deveriam ser mais comedidos e procurar um denominador comum.

Disparidades desta natureza acarretam problemas em cascata e a folha de pagamento invariavelmente estará comprometida. O que se propõe é uma diretriz de um salário fixo para o parlamentar e sua remuneração por sessão,tipo jeton,a fim de que não transforme o parlamento em três dias de trabalho, afora proximidade das eleições e eventos internacionais. Necessitamos ainda de uma reforma política que redimensione o congresso.

Acaso façamos o cotejo, em proporção, o Brasil tem mais parlamentares do que os EUA, cuja população, na verdade, beira 250 milhões de habitantes. Não podemos conviver com um congresso contando a câmara com mais de 500 deputados e o senado federal 81 senadores. É inadiável seja feita uma reforma, para adequar o congresso a 350 deputados e o senado a 50 senadores, número já bastante harmônico e de acordo com a estrutura do Brasil.

A máquina pública precisa dar o exemplo e este começa por cima, senão o País corre o sério risco de, com sua dívida pública interna, entrar na fase de renegociação e seguramente arriscar o calote, já que ninguém deposita confiança ou credibilidade nos decadentes precatórios.

 é juiz convocado do TJ-SP e doutor em Direito pela USP.

Revista Consultor Jurídico, 15 de dezembro de 2010, 18h07

Comentários de leitores

6 comentários

Aqui não fico!!!

O Cara - Din Din Don (Advogado Autônomo)

Aqui não fico!!!
Se quiserem podem ficar com o chulé para vcs!!!

Revolução Popular já!!!!!!!!

O Cara - Din Din Don (Advogado Autônomo)

Gostei da colocação do Acriano aí.
Avante!!! Vamos nos rebelar e invalidade essa promiscuidade!!!
Paisinho chulé!!!
Paisinho de gente sem vergonha que joga a constituição no lixo... só podia dar nisso.
E a inflação mentirosa do IBGE?
Demoraria 30 anos de inflação a 5% para gerar um reajuste de 150%
kkkkkkkkkkkkkkkk
Paisinho da mentira!!!! E de gente sem vergonha!!! Só tem safado!!!

e como fica a constituição?

Acriano (Funcionário público)

"Art. 51 – compete privativamente à Câmara dos Deputados:
IV – dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, transformação ou extinção dos cargos, empregos e funções de seus serviços, E A INICIATIVA DE LEI PARA FIXAÇÃO DA RESPECTIVA REMUNERAÇÃO, observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias."
se cabe privativamente À Câmara a iniciativa de lei para fixar a sua remuneração, como é que vão aumentar a remuneração que não seja por lei?
algum jurista mais experiente pode responder??

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