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Escândalo de Cingapura

Família Piquet vence ação contra Renault

A família Piquet venceu na Justiça a ação de difamação contra a Renault, que pediu desculpas públicas pelo caso de Cingapura em 2008. Em comunicado, o advogado Dominic Crossley afirmou que o pedido juramentado de desculpas da Renault "marca o começo, em vez do fim, da longa jornada" que a família Piquet está tomando para "corrigir a maioria dos erros que se deram no escândalo” da armação do GP de Cingapura. A notícia é do portal IG.

Ainda segundo Crossley, a busca pela Justiça vai continuar porque Nelsinho Piquet foi "terrivelmente maltratado" em seu ano e meio na equipe francesa e o pai "deve manter intacta" sua reputação como "lenda do automobilismo". A decisão foi divulgada nesta terça-feira (7/12).

"É pelo imenso crédito dos meus clientes que eles se recusaram a impedir a correção das injustiças, apesar da ferocidade dos ataques e do tamanho dos adversários que tiveram de enfrentar. Nelson Piquet dominou a F1 durante o início dos anos 80, e sua reputação como uma lenda do automobilismo deve permanecer imaculada por esta saga. A F1 foi privada do melhor de Nelsinho, e é no seu próprio prejuízo que o seu talento está sendo demonstrado em outros lugares. Embora eles nunca tivessem de provar as falsas alegações da Renault, ambos estão muito satisfeitos com o êxito do processo”, acrescentou o advogado da família.

A Renault assumiu que seus comentários foram incorretos e que vai cobrir com todos os gastos, salientando que vai dar uma compensação substancial pelos danos ocasionados a filho e o pai, Nelson Piquet.

Histórico
A briga entre a Renault e os Piquet começou quando a armação do GP de Cingapura de 2008 veio à tona em agosto do ano passado. Na época, a FIA abriu investigação sobre o resultado e ficou comprovado que a batida de Nelsinho durante a corrida havia sido proposital para beneficiar o então companheiro, Fernando Alonso.

A equipe francesa entrou com processo contra a família Piquet por chantagem – fato que causou revolta em Nelsinho e em seu pai. Após uma audiência no Tribunal Superior, a equipe francesa aceitou o erro, concordando em cobrir os custos, pagar uma indenização substancial para os Piquet e garantir que tais observações jamais se repetiriam.

"Em 11 de setembro de 2009, a Renault emitiu um comunicado de imprensa, que também foi publicado em seu site, no qual sugeriu que Nelsinho Piquet e seu pai haviam mentido ao fazer falsas acusações de que membros da equipe e Nelsinho causaram um acidente de forma deliberada no GP de Cingapura. Também sugerimos que estas mentiras foram inventadas a fim de chantagear o réu, permitindo que Nelsinho guiasse pela equipe em 2009, assim ele e seu pai teriam participação, portanto, em uma acusação criminal séria”, afirmou a equipe, em nota.

E mais: "A equipe aceita ― como já fez antes no Conselho Mundial da FIA ― que as alegações feitas por Nelsinho não eram falsas. Também aceitamos que Nelsinho e seu pai não inventaram essas alegações a fim de chantagear a equipe".

"Como resultado, essas sérias acusações contidas no comunicado de imprensa eram totalmente falsas e infundadas, e nós as retiramos de forma plena. Gostaríamos de pedir desculpas sem reservas a Nelsinho Piquet e a seu pai pelo constrangimento causado pelo casor. Como uma forma de demonstrar a sinceridade de nossas desculpas e arrependimento, concordamos em pagar a eles uma quantidade substancial de indenização por calúnia, bem como seus custos, e nos comprometemos a não repetir essas alegações em qualquer momento no futuro", encerrou a nota.

Revista Consultor Jurídico, 7 de dezembro de 2010, 18h35

Comentários de leitores

1 comentário

Responsabilidade

Gilberto Strapazon - Escritor. Analista de Sistemas. (Consultor)

A empresa, parte maior da questão, deveria lembrar de seu papel e não permitir que decisões (até de burocratas) manchem páginas da História do Automobilismo da qual também faz parte.

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