Consultor Jurídico

Comentários de leitores

17 comentários

Os negros precisam?

Marmontel (Arquiteto)

Um dos melhores argumentos que já vi contra esse absurdo sistema de cotas foi publicado há vários anos em um jornal, numa carta de um leitor, do qual, infelizmente não me recordo o nome. Era isso:
Antes do sistema de cotas, quando uma pessoa de cor negra, principalmente se oriunda de uma família de classe baixa, conseguia completar um curso superior, era bastante admirado por seus colegas e, muitas vezes, até mais valorizado pelo mercado de trabalho, por ser alguém que havia lutado contra e vencido todas as adversidades.
Hoje, quando um negro completa um curso superior, muitos se perguntam – e com um bom fundo de razão, se foi mérito ou “mais um do regime de cotas”.
Sou a favor de um sistema que iguale as condições de ensino para todos os menos favorecidos, independente da cor pele; e não um sistema que parta do princípio que uma enorme parcela da população é menos inteligente.
Antes que me xinguem de racista, acrescento ter dois ex-colegas de faculdade negros que pensam exatamente da mesma forma. Eles não pegaram nenhum atalho para o sucesso. Na época isso nem existia.
Para encerrar, uma pergunta: se um descendente de japonês muito pobre e sem recursos pretender fazer um curso superior, quem o ajudaria?
Nogueira
automat_br@ig.com.br

Os negros precisam?

Marmontel (Arquiteto)

Um dos melhores argumentos que já vi contra esse absurdo sistema de cotas foi publicado há vários anos em um jornal, numa carta de um leitor, do qual, infelizmente não me recordo o nome. Era isso:
Antes do sistema de cotas, quando uma pessoa de cor negra, principalmente se oriunda de uma família de classe baixa, conseguia completar um curso superior, era bastante admirado por seus colegas e, muitas vezes, até mais valorizado pelo mercado de trabalho, por ser alguém que havia lutado contra e vencido todas as adversidades.
Hoje, quando um negro completa um curso superior, muitos se perguntam – e com um bom fundo de razão, se foi mérito ou “mais um do regime de cotas”.
Sou a favor de um sistema que iguale as condições de ensino para todos os menos favorecidos, independente da cor pele; e não um sistema que parta do princípio que uma enorme parcela da população é menos inteligente.
Antes que me xinguem de racista, acrescento ter dois ex-colegas de faculdade negros que pensam exatamente da mesma forma. Eles não pegaram nenhum atalho para o sucesso. Na época isso nem existia.
Para encerrar, uma pergunta: se um descendente de japonês muito pobre e sem recursos pretender fazer um curso superior, quem o ajudaria?
Nogueira
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Concorrência?

Gabriel Quireza (Servidor)

Daniel, de que concorrência estaria com medo? Já me formei, e quando fiz o vestibular ainda não se falava nesse absurdo de cotas raciais.
Ninguém ao menos comentou sobre a falta de critério para a definição de quem seria negro. Como bem disse a Rose, qual brasileiro não tem ao menos um antepassado negro? A maioria tem... e aí como fica? Todos que tem poderiam concorrer como cotistas?

UM OLHAR DIFERENTE

Sra. Olivetti (Contabilista)

Como universitária de uma renomada universidade de Curitiba, posso afirmar que o sistema de cotas atingirá seu objetivo principal: trazer o negro à sociedade e colocá-lo em condições de igualdade com o branco. Somos em 80 alunos na turma de Ciências Contábeis e temos 1 negro na sala - cotista. Qual a explicação para essa diferença? Racismo! Infelizmente, o que muitos afirmam não existir, existe sim e é muito forte. Na multinacional onde trabalho não é diferente, os negros concentram-se na produção, no setor administrativo devemos ter uns 5 em meio a 150 funcionários, e nos cargos de chefia não há nenhum. Admiro um governo que busca uma solução para tal disparidade, mesmo que esta não seja a melhor solução, mas pelo menos algo está sendo feito. Num país onde mais da metade da população é negra faz-se muito necessário políticas de inclusão social diante de tanto preconceito. E o negro da minha sala? Vai muito bem obrigada! Pessoas que não tem muita perspectiva de vida se superam diante de uma oportunidade. Isso é fato! Há muitos brancos ricos na minha sala que não sabem interpretar um texto e estarão se formando como o negro cotista. Então peço aos leitores desta coluna apenas um olhar diferente, apenas para se colocarem no lugar de pessoas que nasceram sendo discriminadas e não tem oportunidades na vida. A oportunidade de fazer um curso superior, não apenas lhes trará benefício direto mas incentivará seus familiares e amigos a buscar o mesmo, e também trará benefícios aos seus descendentes que já terão em casa pais com nível superior e expectativas de vida melhores.

UM OLHAR DIFERENTE

Sra. Olivetti (Contabilista)

Como universitária de uma renomada universidade de Curitiba, posso afirmar que o sistema de cotas atingirá seu objetivo principal: trazer o negro à sociedade e colocá-lo em condições de igualdade com o branco. Somos em 80 alunos na turma de Ciências Contábeis e temos 1 negro na sala - cotista. Qual a explicação para essa diferença? Racismo! Infelizmente, o que muitos afirmam não existir, existe sim e é muito forte. Na multinacional onde trabalho não é diferente, os negros concentram-se na produção, no setor administrativo devemos ter uns 5 em meio a 150 funcionários, e nos cargos de chefia não há nenhum. Admiro um governo que busca uma solução para tal disparidade, mesmo que esta não seja a melhor solução, mas pelo menos algo está sendo feito. Num país onde mais da metade da população é negra faz-se muito necessário políticas de inclusão social diante de tanto preconceito. E o negro da minha sala? Vai muito bem obrigada! Pessoas que não tem muita perspectiva de vida se superam diante de uma oportunidade. Isso é fato! Há muitos brancos ricos na minha sala que não sabem interpretar um texto e estarão se formando como o negro cotista. Então peço aos leitores desta coluna apenas um olhar diferente, apenas para se colocarem no lugar de pessoas que nasceram sendo discriminadas e não tem oportunidades na vida. A oportunidade de fazer um curso superior, não apenas lhes trará benefício direto mas incentivará seus familiares e amigos a buscar o mesmo, e também trará benefícios aos seus descendentes que já terão em casa pais com nível superior e expectativas de vida melhores.

UM OLHAR DIFERENTE

Sra. Olivetti (Contabilista)

Como universitária de uma renomada universidade de Curitiba, posso afirmar que o sistema de cotas atingirá seu objetivo principal: trazer o negro à sociedade e colocá-lo em condições de igualdade com o branco. Somos em 80 alunos na turma de Ciências Contábeis e temos 1 negro na sala - cotista. Qual a explicação para essa diferença? Racismo! Infelizmente, o que muitos afirmam não existir, existe sim e é muito forte. Na multinacional onde trabalho não é diferente, os negros concentram-se na produção, no setor administrativo devemos ter uns 5 em meio a 150 funcionários, e nos cargos de chefia não há nenhum. Admiro um governo que busca uma solução para tal disparidade, mesmo que esta não seja a melhor solução, mas pelo menos algo está sendo feito. Num país onde mais da metade da população é negra faz-se muito necessário políticas de inclusão social diante de tanto preconceito. E o negro da minha sala? Vai muito bem obrigada! Pessoas que não tem muita perspectiva de vida se superam diante de uma oportunidade. Isso é fato! Há muitos brancos ricos na minha sala que não sabem interpretar um texto e estarão se formando como o negro cotista. Então peço aos leitores desta coluna apenas um olhar diferente, apenas para se colocarem no lugar de pessoas que nasceram sendo discriminadas e não tem oportunidades na vida. A oportunidade de fazer um curso superior, não apenas lhes trará benefício direto mas incentivará seus familiares e amigos a buscar o mesmo, e também trará benefícios aos seus descendentes que já terão em casa pais com nível superior e expectativas de vida melhores.

CONTRA A COTA!

Roselane (Advogado Autônomo - Família)

Somos brasileiros: um povo criativo, inteligente, alegre e da paz. E como um povo inteligente, "todos" têm condições de estudar e passar num vestibular sem depender de "esmolas". Basta estudar!
Ora, querer atrelar a criação de cotas para justificar a época da escravatura é balela.E somente poderia ser coisa de político, para ficar bem...
Eu também poderia requerê-la, pois minha avó era negra.E qual brasileiro não é? No entanto, se eu tivesse essa opção a 20 anos atrás eu não optaria.Preferia estudar, assim como fiz.
Para desfechar, no Brasil não há preconceito racial, mas preconceito social.
Abçs a todos!

humilhante

preocupante (Delegado de Polícia Estadual)

Ou seja, o sistema racial de cotas estabelegace o seguinte conceito: sou negro, sou incompetente e burro. Enquanto isso, e no mundo real, vemos milhares de brasileiros de cor negra, diante das adversidades da vida sem apoio do Estado e sem recursos materiais, mas com muito esforço, luta e dedicação, transporem os obstáculos que o mundo competitivo impõe a todos e conseguirem vencer na vida, numa demonstração de que são capazes tanto quanto os brasileiros de cor clara ou parda.
Por isso brasileiros e brasileiras de cor negra, não se deixem enganar nem humilhar por grupos retrogrados que se instalaram no governo do PT e criaram a lei de cotas porque é a maneira mais fácil, e paliativa, para fazerem de conta que estão resolvendo um problema grave da educação pública de baixa qualidade, tudo porque não querem, de fato, a solução efetiva desse problema. Primeiro porque seria necessário um enorme investimeto de recursos financeiros. Segundo porque demandaria tempo. Terceiro porque uma educação de qualidade iria politizar o aluno e futuro eleitor de modo que ele deixaria de ser facilmente manipulado pelos políticos profissionais que se instalaram em todas as esferas dos poderes político municipais, estaduais e federal.

UM OLHAR DIFERENTE

Sra. Olivetti (Contabilista)

Como universitária de uma renomada universidade de Curitiba, posso afirmar que o sistema de cotas atingirá seu objetivo principal: trazer o negro à sociedade e colocá-lo em condições de igualdade com o branco. Somos em 80 alunos na turma de Ciências Contábeis e temos 1 negro na sala - cotista. Qual a explicação para essa diferença? Racismo! Infelizmente, o que muitos afirmam não existir, existe sim e é muito forte. Na multinacional onde trabalho não é diferente, os negros concentram-se na produção, no setor administrativo devemos ter uns 5 em meio a 150 funcionários, e nos cargos de chefia não há nenhum. Admiro um governo que busca uma solução para tal disparidade, mesmo que esta não seja a melhor solução, mas pelo menos algo está sendo feito. Num país onde mais da metade da população é negra faz-se muito necessário políticas de inclusão social diante de tanto preconceito. E o negro da minha sala? Vai muito bem obrigada! Pessoas que não tem muita perspectiva de vida se superam diante de uma oportunidade. Isso é fato! Há muitos brancos ricos na minha sala que não sabem interpretar um texto e estarão se formando como o negro cotista. Então peço aos leitores desta coluna apenas um olhar diferente, apenas para se colocarem no lugar de pessoas que nasceram sendo discriminadas e não tem oportunidades na vida. A oportunidade de fazer um curso superior, não apenas lhes trará benefício direto mas incentivará seus familiares e amigos a buscar o mesmo, e também trará benefícios aos seus descendentes que já terão em casa pais com nível superior e expectativas de vida melhores.

UM OLHAR DIFERENTE

Sra. Olivetti (Contabilista)

Como universitária de uma renomada universidade de Curitiba, posso afirmar que o sistema de cotas atingirá seu objetivo principal: trazer o negro à sociedade e colocá-lo em condições de igualdade com o branco. Somos em 80 alunos na turma de Ciências Contábeis e temos 1 negro na sala - cotista. Qual a explicação para essa diferença? Racismo! Infelizmente, o que muitos afirmam não existir, existe sim e é muito forte. Na multinacional onde trabalho não é diferente, os negros concentram-se na produção, no setor administrativo devemos ter uns 5 em meio a 150 funcionários, e nos cargos de chefia não há nenhum. Admiro um governo que busca uma solução para tal disparidade, mesmo que esta não seja a melhor solução, mas pelo menos algo está sendo feito. Num país onde mais da metade da população é negra faz-se muito necessário políticas de inclusão social diante de tanto preconceito. E o negro da minha sala? Vai muito bem obrigada! Pessoas que não tem muita perspectiva de vida se superam diante de uma oportunidade. Isso é fato! Há muitos brancos ricos na minha sala que não sabem interpretar um texto e estarão se formando como o negro cotista. Então peço aos leitores desta coluna apenas um olhar diferente, apenas para se colocarem no lugar de pessoas que nasceram sendo discriminadas e não tem oportunidades na vida. A oportunidade de fazer um curso superior, não apenas lhes trará benefício direto mas incentivará seus familiares e amigos a buscar o mesmo, e também trará benefícios aos seus descendentes que já terão em casa pais com nível superior e expectativas de vida melhores.

UM OLHAR DIFERENTE

Sra. Olivetti (Contabilista)

Como universitária de uma renomada universidade de Curitiba, posso afirmar que o sistema de cotas atingirá seu objetivo principal: trazer o negro à sociedade e colocá-lo em condições de igualdade com o branco. Somos em 80 alunos na turma de Ciências Contábeis e temos 1 negro na sala - cotista. Qual a explicação para essa diferença? Racismo! Infelizmente, o que muitos afirmam não existir, existe sim e é muito forte. Na multinacional onde trabalho não é diferente, os negros concentram-se na produção, no setor administrativo devemos ter uns 5 em meio a 150 funcionários, e nos cargos de chefia não há nenhum. Admiro um governo que busca uma solução para tal disparidade, mesmo que esta não seja a melhor solução, mas pelo menos algo está sendo feito. Num país onde mais da metade da população é negra faz-se muito necessário políticas de inclusão social diante de tanto preconceito. E o negro da minha sala? Vai muito bem obrigada! Pessoas que não tem muita perspectiva de vida se superam diante de uma oportunidade. Isso é fato! Há muitos brancos ricos na minha sala que não sabem interpretar um texto e estarão se formando como o negro cotista. Então peço aos leitores desta coluna apenas um olhar diferente, apenas para se colocarem no lugar de pessoas que nasceram sendo discriminadas e não tem oportunidades na vida. A oportunidade de fazer um curso superior, não apenas lhes trará benefício direto mas incentivará seus familiares e amigos a buscar o mesmo, e também trará benefícios aos seus descendentes que já terão em casa pais com nível superior e expectativas de vida melhores.

Manipulação

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Todos aqueles que estudaram em universidade de renome, cujos vestibulares são os mais concorridos, lembram que sempre havia alguns que estavam ali tão somente para consumir dinheiro público, em que pese as dificuldades para o ingresso. Apenas "enrolavam", e após a desistência ou mesmo formatura, descambavam para outras áreas. No que tange às "cotas raciais", todos nós sabemos que foram criadas visando "nivelar" as universidades públicas com as particulares. A inserção de estudantes despreparados, e sem muita vocação ou vontade para estudar fará com que o nível da universidade pública caia verticalmente, tornando a universidade particular muito mais atraente. Trago um exemplo para ilustrar. No Estado de São Paulo há apenas duas universidade que oferecem curso de direito, a USP e a UNESP, a primeira com cursos em São Paulo e Ribeirão Preto, e a última com campus em Franca. Paralelamente, há outras centenas de faculdades oferecendo o mesmo curso. O nível das duas universidades que mencionei, no que tange ao curso de direito, é muitas vezes superior à média dos cursos particulares, como todos sabemos, mas é certo que estão concentradas em apenas três cidades do Estado. Assim, o estudante que não reside nestas três cidades terá gastos com deslocamentos e estadia, e caso tenha em sua própria cidade um curso cujo nível de ensino seja em certa medida comparável à USP e UNESP certamente optará pela universidade particular vez que ao final A DESPESA será praticamente a mesma, ainda que tenha que pagar mensalidade. Essa a lógica do sistema de cotas: tornar a universidade privada, com seu terrível nível de ensino, cada dia mais procurada. Ninguém está ou esteve preocupado com inserção alguma de pobres ou excluídos.

Não é preconceito, é fato.

Espartano (Procurador do Município)

Na minha região, a Universidade Federal do ABC foi uma das primeiras a adotar o sistema de cotas, principalmente no que tange aos alunos que estudavam em escolas públicas. Se não me engano 50% das vagas são reservadas.
Logo nos primeiros anos de funcionamento a discórdia já estava instaurada: o índice de alunos que não atingiam o conceito suficiente para aprovação foi altíssimo. Para evitar a debandada do programa de inclusão/propaganda do Governo Federal, a solução proposta foi diminuir a média necessária à aprovação, o que gerou revolta dos alunos mais preparados que não queriam que umo nivelamento por baixo acabasse por prejudicar aos que chegaram devidamente preparados ao ensino superior.
Pelo que lembro, a proposta que os alunos levaram à reitoria era a de que fossem ministradas aulas de reforço aos alunos menos preparados, mas que a média fosse mantida.
Sinceramente não sei qual foi a solução adotada, mas só a lembrança dessa possibilidade de redução da média já me faz desconfiar até hoje da qualidade de ensino dessa instituição.
E para quem acha que no nível médio só se aprende bobagens, tente imaginar, por exemplo, um engenheiro que não sabe fazer uma equação de segundo grau ou um médico que não sabe a diferença entre sangue arterial ou venoso, conforme se aprende nas aulas de biologia.
Imagine a perda do precioso tempo de um professoar universitário que ao invés de dar a matéria necessária à formação superior, tem que voltar no be-a-bá para que os cotistas ao menos possam ter noção do que ele está falando.
Se for para ter cotas, que ela seja instituída desde o jardim de infância para que os alunos beneficiados possam, ano após ano, desde que atingidas as médias normais, chegar à universidade em pé de igualdade com os não cotistas.

o preconceito dos comentários e do articulista demonstra

daniel (Outros - Administrativa)

o preconceito dos comentários e do articulista demonstra o que está sendo formado em nossas universidades e que na verdade os que se dizem "acima das cotas" detêm os piores conhecimentos, mas como decoram bobagens do nível médio acabam se achando superiores. O articulista chegou ao absurdo de escrever sem comprovar nada, apenas usa do achismo, ou seja, deve ser um Deus ou PRofeta para advinhar que as cotas não darão resultado. NA verdade está (ão) com medo da concorrência.

Um completo absurdo

AC-RJ (Advogado Autônomo)

O sistema de cotas raciais é moralmente absurdo e ilógico, como muito bem colocado pelo autor. A inconsistência lógica começa na sua definição: o que seria uma "raça negra"? Nas universidades que o adotam, a "seleção" de quem seria "negro" ou "não-negro" é feita por uma comissão ao ver as fotografias dos candidatos, atuando como um inaceitável tribunal racial. Assim, uma comissão composta de "especialistas" "cientificamente" olha a fotografia de cada candidato e decide se ele pode ingressar numa universidade. Desta forma, decidir um privilégio com base somente na cor da pele não é racismo? Se não for, eu não entendo o que seria.
Há outro aspecto que não está sendo considerado. Esta postura irresponsável pode criar o ódio racial. Ficará cada vez mais difícil para a população em geral entender porque dois pobres que vivem na mesma localidade, sofrendo diariamente os mesmos problemas e dificuldades, o "negro" com uma nota baixa é aprovado, enquanto que o "não-negro" com uma nota alta é reprovado.

UM TIRO PELA CULATRA

Ademilson Pereira Diniz (Advogado Autônomo - Civil)

A política das COTAS para a UNIVERSIDADE produzirá necessariamente o contrário do que queriam os seus idealizadores. Além de ser a marca mais bárbara e patente da aceitação do preconceito racial, tal política produzirá outro tipo de discriminação: o do DIPLOMA TARJADO: haverá desconfiança de todos que, sendo de cor, concluíram seus cursos superiores nas Universidades Públicas que disponibilizarem COTAS. Eles poderão portar seus diplomas e graduações, MAS, encontrarão entraves desse quilate (a desconfiança quanto a sua real capacitação) para conseguir emprego, justamente porque se dirá que tal candidato somente entrou em determinada Faculdade por força das COTAS ali disponíveis....E contra isso não haverá recurso. A melhor e única política governamental para solucionar o problema das minorias pobres, nesse particular de alcançarem uma vaga numa Universidade Pública, é o investimento maciço no ensino fundamental e no médio (afastando, evidentemente essas TEORIAS educacionais que tratam as crianças na palma da mão MAS nada lhes ensinam)e não botando nos bancos acadêmicos pessoas sem qualquer fundamento sobre o que querem ali aprender.

De quem deve partir a rejeição às cotas

Fernanda Fernandes Estrela (Assessor Técnico)

Concordo com o autor do texto, as cotas devem ser banidas. E acrescento: os primeiros a querer vê-las banidas são aqueles que, de forma enganosa, delas se beneficiam, sob o argumento de "cor da pele que define raça". Ora, a partir do momento em que o cidadão se submete a entrar em uma universidade por um via transversa, ele faz apoiar todo um sistema que, mascarado de política social de acesso ao nível superior de ensino, o considera menos capaz que os demais indivíduos de outras "cores de pele ou raças". Desta forma, cabe aos ditos "negros" protestarem por, mais uma vez na história deste país, serem tratados como seres "distintos" dos brancos, cabe a eles deixar de ser subjugados pelo poder público e exigir sim, qualidade no ensino público de base e não muletas educacionais.

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