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Vila Formosa

Ossos podem ser de desaparecidos políticos, diz MPF

Ossos sem nenhum tipo de identificação ou separação foram encontrados em um ossuário clandestino no cemitério da Vila Formosa, na Zona Leste de São Paulo. De acordo com o procurador regional da República Marlon Alberto Waichert, "não se descarta a possibilidade de existirem ossos de desaparecidos políticos entre o material hoje localizado". Waichert faz parte da equipe formada por representantes do Ministério Público Federal em São Paulo, da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, ligada à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, do Instituto Nacional de Criminalística do Departamento de Polícia Federal e do Instituto Médico Legal do Estado de São Paulo que encontrou o material.

Segundo o procurador, por conta do peso depositado sobre os ossos e da umidade ambiente, além da mistura dos ossos (alguns, inclusive, esfacelados), o material se encontra em péssimo estado de conservação. Após uma camada de um metro e meio de terra, mais um metro e meio de ossos acondicionados em sacos, foi localizada uma nova camada de meio-metro de profundidade com ossos soltos e espalhados. O MPF afirma que, em meados dos anos 1970, os ossos foram retirados de quadras e despejados nesse compartimento localizado embaixo do letreiro do cemitério.

Em outra frente de trabalho, foram demarcadas as áreas suspeitas de corresponderem às sepultoras de Virgílio Gomes da Silva e Sérgio Correia, prevendo-se a realização de exumação para amanhã. Constatou-se, porém, que os registros de sepultamentos do cemitério são precários, o que dificulta  a confirmação da sepultura. Com informações da Assessoria de Imprensa da Procuradoria da República de São Paulo.

Revista Consultor Jurídico, 1 de dezembro de 2010, 19h26

Comentários de leitores

3 comentários

UM PRATO BEM CHEIO

Richard Smith (Consultor)

Aliás, ainda ontem estava lendo a entrevista do famoso Cabo Anselmo ao não menos famoso jornalista policial carioca "Pena Branca", feita em 1984.
Lá o "traidor" (não deixa de ser, é claro!) fala bastante sobre o seu exílio no Uruguai logo após o contra-golpe de 1964, das idiossíncrasias e vaidades de um milionário Brizolla (o mairo criador de gado daquele país!) da fracassada Guerrilha do Caparaó (em 1965!) e do seu treinamento de guerrilha e sabotagem em Cuba. Ou seja, os nossos rapazes e moças iam para lá não para aprender tricô e nem canto orfeônico. O interessante é quando ele comenta, em detalhes e com nomes, a reação dos brasileiros quando saíam do isolamento e tomavam contato com a imensa pobreza e apatia do oprimido cubano, o que gerava comentários e questionamentos, prontamente abafados pelos sabujos do PC que, estalinisticamente, obrigavam o pobre pensante a imediatas "autocríticas".
O livro é de há muito esgotado e chama-se "Porque Traí!" da Editora Que País é Esse? e orientou rumorosa publica da revista Isto É sob a orientação de Ricardo Setti e Juca Kfhoury.
Um prato cheio, principalmente para os "Idiotas Latinoamericanos" que desconhecem História e ficam glamourizando e romantizando personagens trágicos, sórdidos e violentos de uma época não menos trágica.
Como disse certo comentarista político muito atual: "A democracia morreu em 1964, por falta de quem a defendesse".

JUSTIÇA DA QUAL NINGUÉM ESCAPA!

Richard Smith (Consultor)

Caro "fessô" PeTralha, etc.:
Os dias de TODOS nós estão contados, desde que nascemos. Inclusive daqueles que iludiram e traíram toda uma geração de jovens, fazendo-os acreditar em utopias violentas e esmagadoras do Ser Humano e açulando neles os piores instintos. Haverão de ter O julgamento justo e ir para o lugar aonde hoje estão os canalhas que os precederam, como: lamarca, marighella, câmara e outros.
Pensar nisso, sempre faz bem.
Passar bem.

Provas

Armando do Prado (Professor)

Parece que os dias dos covardes da ditadura militar, vivos e mortos, estão contados.

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