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Sem credibilidade

Juiz militar é preso por furto de fios no Rio

O juiz militar e capitão da PM Lauro Moura Catarino foi preso enquanto furtava cabos de telefonia da Oi, na Praia de Botafogo, no Rio, na madrugada da última sexta-feira (27/8). O capitão era responsável por julgar os PMs acusados de receber propina para liberar o atropelador do músico Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães. Poucas horas antes da prisão, ele havia participado, na quinta-feira (26/8), da audiência da Auditoria Militar em que os PMs acusados foram ouvidos. A notícia é da Folha Online.

Além de Catarino, outro policial foi preso no mesmo episódio: o capitão do Batalhão de Choque Marcelo Queiroz dos Anjos.

O comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, determinou que se inicie imediatamente um processo disciplinar com o objetivo de demitir os oficiais, que já foram afastados de suas atividades. A PM disse que não vai esperar a conclusão do inquérito da Polícia Civil para tomar providências. "É inadmissível que policiais pagos com dinheiro público para proteger a população e bens privados e públicos se envolvam em atos como os descritos", disse.

Os oficiais foram autuados por furto e formação de quadrilha. Eles foram levados para o Batalhão Especial Prisional, em Benfica, na zona norte do Rio. O capitão Catarino foi afastado da Auditoria Militar e será substituído por outro oficial.

A investigação sobre as atividades da quadrilha durou dois meses. Segundo o delegado titular do 9º DP, Alan Luxardo, a quadrilha lucrava até R$ 400 mil por mês.

Lara Velho, enteada de Cissa Guimarães, disse que o capitão Catarino não tem credibilidade para conduzir um interrogatório de policiais. "Não tenho medo de que haja um atraso no processo de investigação. O importante é chegar a uma conclusão justa e correta. É óbvio que tem muita maçã podre na polícia, o importante é que essas pessoas sejam afastadas", disse.

Caso
Rafael Mascarenhas, filho caçula da atriz da Cissa Guimarães, morreu após ser atropelado em um túnel na Gávea, zona sul do Rio, no dia 20 de julho. Ele chegou a ser levado com vida para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea. Passou por uma cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos e morreu ao final do procedimento médico.

Em depoimento à polícia, o empresário Roberto Bussamra — pai de Rafael Bussamra, que confessou ter atropelado Mascarenhas — disse que os policiais que liberaram o Siena de seu filho pediram R$ 10 mil de propina e combinaram de receber o dinheiro no dia seguinte, na praça Mauá, centro do Rio. O empresário acompanhou o filho no momento do pagamento, já pela manhã de quarta-feira (21/8), mas recebeu uma ligação da mulher informando que a vítima era filho da atriz Cissa Guimarães e estava morto. Segundo o depoimento, ele passou mal com a notícia e os policiais deixaram o local com R$ 1 mil.

O sargento da PM Marcelo José Leal Martins e o cabo Marcelo Bigon, do 23º Batalhão da PM do Rio, estão em prisão administrativa acusados de cobrarem propina de Bussamra para liberar o carro.

A promotora Isabella Pena Lucas — titular da 1ª Promotoria de Justiça da Auditoria Militar do Estado do Rio — denunciou à Justiça Militar o sargento Marcelo Leal de Souza Martins e o cabo Marcelo Bigon por três crimes: corrupção passiva, falsidade ideológica e descumprimento de missão.

Na denúncia também consta que os PMs apresentaram o boletim de ocorrência com informação falsa, descrevendo a liberação do veículo de Rafael Bussamra sem a constatação de irregularidades.

Revista Consultor Jurídico, 28 de agosto de 2010, 15h51

Comentários de leitores

9 comentários

Enfim consegui mexer com o Trinchão!

Antonio de Assis Nogueira Júnior (Serventuário)

São Paulo, 30 de agosto de 2010.
Senhor Diretor:
Acredito que a verdade sempre prevalecerá, assim como a realidade e as circunstâncias.
O Brasil, com o PT no governo está ruim e vai piorar muito no futuro e não veremos nenhuma luz no fim do túnel... Repito: Estaremos condenados a viver em espantoso terrorismo promovido sem dó nem piedade, se o PT vencer as eleições. A inexistente classe média forjada pelo PT não irá sobreviver por muito tempo não! Os fatos vão desmascarar as insanidades cometidas de maneira irresponsável e leviana pelo PT. Juízo PT, muito juízo. O preço da liberdade é a eterna vigilância!
Por ora basta!
Antonio de Assis Nogueira Júnior
Analista Judiciário do E. TRT/SP

Chegamos ao fundo do poço (ou da fossa)

E. COELHO (Jornalista)

Custa acreditar o quanto um homem investido de poder pode descer.
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Se for verdade que ele, um juiz militar, foi preso furtando cabos de telefonia, então, chegamos ao fundo do poço (ou da fossa).
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Como pode um juiz desses julgar...

Informação falsa ou deturbada propositalmente??

Gustavo P (Outros)

Que os magistrados são a Geni dos dias atuais, ninguém mais tem a menor dúvida...
Agora, dizer que um oficial militar é um juiz militar, só pq ele 'julga' administrativamente seus pares NO SEIO DA CORPORAÇÃO, ai já é demais, não??? Vai ter gente aqui achando que juiz está furtando cabos de telefonia...
Enfim, que vergonha o amadorismo (ou seria má-fé????) da reportagem, né CONJUR??
Pq não mandam uma cópia da reportagem à AMAJUM (associação dos magistrados da Justiça Militar)?? Seria interessante confirmar que o sujeito em questão nada tem a ver com a magistratura, ao contrário do que o conjur faz querer crer.

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